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quinta-feira, 28 de junho de 2007

Livro sobre os 20 anos da Rádio Granada / Granada FM


Já pode ser adquirido o Livro "Rádio Granada / Granada FM", da autoria de Artur Aleixo Pais e edição "Granada FM", de 2007, o qual retrata as duas décadas de existência desta "voz que há 20 anos se faz ouvir em Vendas Novas".



Comprar este livro (10 euros), será uma boa forma de apoiar a nossa única rádio local.




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segunda-feira, 19 de março de 2007

Ainda a propósito das Urgências



Um artigo de opinião que também versa sobre a questão das "Urgências". Foi publicado no jornal "Público" de ontem. Vale bem a pena ler, não só pelo seu conteúdo, mas também por vir de alguém que se tem mantido independente em relação aos poderes políticos e que é um dos bons estudiosos da evolução da sociedade portuguesa nas últimas décadas.

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Ainda a propósito das Urgências


(Clique na imagem para abrir)

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sábado, 10 de março de 2007

Ainda a propósito das Urgências

Cartoon de humor publicado hoje no Diário de Notícias.

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terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 30

"PRÓS E CONTRAS"
RTP1, 26.Fevº.2007

Como seria de esperar, passei o serão em frente à televisão, para assistir ao programa Prós e Contras da RTP1. Fi-lo apenas porque o assunto me interessava, na exacta medida em que interessaria a todos os vendasnovenses. Tratava-se da questão das "Reforma das Urgências" o qual, como muito bem sabemos, nos diz directamente respeito. E o que se passou então nesse programa? Vejamos, em resumo, aquilo que de mais relevante me fui apercebendo e de que ainda me lembro, agora que escrevo estas linhas.

Começo por dizer que, no que respeita ao nosso caso em concreto, considero vergonhosa e lamentável a forma como Vendas Novas acabou por ser tratada pela realização deste programa.


Na 1ª parte do programa, mais técnica, ficámos a saber coisas interessantes, algumas das quais já sabíamos, outras estávamos desconfiados. Por exemplo, que o conceito de SAP é diferente do conceito de Urgências, de que trata o Relatório da Comissão Técnica. Ficámos também a saber que Os SAP irão fechar à noite, nomeadamente aqueles que assistem, em média por noite, menos de 10 pessoas. Serão substituidos por um sistema de "Consultas abertas". Acontece que ninguém sabe ainda o que são, exactamente, essas Consultas Abertas; nem como vão funcionar na realidade. E ficámos ainda a saber outra das intenções dos responsáveis pelas propostas em curso, ou seja, enquanto não fecharem, os SAP irão, mais cedo ou mais tarde, deixar de funcionar em horário nocturno ("porque não se justifica que funcionem entre a meia-noite e as 8:00h", segundo foi referido).

A 2ª parte foi de carácter mais político. Começou com uma espécie de entrevista com o Sr. Ministro da Saúde. O qual começou por dizer que é contrário à existência do conceito de SAP´s (chamou-lhe a "Sapização da Saúde"). E foi, em minha opinião, o que de mais importante ali disse. Referiu também ser sua intenção substituir os SAP por aquilo que designou "Conceito de Unidade de Saúde Familiar" (o seu objectivo nº 1 no Ministério, segundo disse). Mas deixou esse conceito sem explicação. Ficou-se por aí.

Uma das promessas que fez a si próprio, disse, foi que depois da implementação desta "Reforma das Urgências", nenhum local ficará pior e tudo pode ser discutido. Esperemos que cumpra a promessa. O programa começou aqui a não lhe correr bem, pois foi de imediato apresentado um desmentido pelo Presidente da Câmara Municipal de Chaves, que esclareceu e explicou porquê, vai ficar pior, bem pior, do que estava antes. Os argumentos que apresentou, para mim, são absolutamente viáveis e justificativos para que a respectiva urgência não seja desqualificada. No entanto, de acordo com o que propõe o Relatório da Comissão, será desqualificada.

O Sr. Ministro demonstrou aqui uma habilidade política que não lhe tem sido reconhecida, pois no fim desta argumentação conseguiu que o próprio Sr. Presidente da C.M. de Chaves aceitasse de bom grado esperar pela reunião que com ele já terá marcada. O que se passou daí até ao 2º intervalo, pouco ou nada adiantou no que respeita ao nosso caso em concreto. Talvez com a excepção da questão das Unidades de Saúde familiares a que o Sr. Ministro voltou. Bem como de uma outra sua referência, pela enésima vez no programa, ao que pensa sobre o conceito de SAP. Os quais, segundo ele, terão sido um erro em termos de política de saúde, que ao longo dos anos prejudicaram o desenvolvimento de um melhor serviço de atendimento de situações agudas e não urgentes. Enfim, já tínhamos percebido esta opinião. A qual até poderá, digo eu, ter alguma razão de ser.

A 3ª e última parte deste Prós e Contras, teve o inicio por volta da 1:10h da manhã (porque é que estes programas não são realizados mais cedo?). A expectativa era a de que se tratasse, ou melhor, se falasse do caso de Vendas Novas. Que é, nem mais nem menos, aquele que nos interessa mais directamente. É uma visão do problema um bocado egoísta, eu sei, mas é isso mesmo que se passa. É o nosso problema, aquele que nos afecta.

No entanto, esta 3ª parte foi repescar o caso de Valença. Um dos intervenientes, médico e autarca em Valença, acabou por trazer ao debate questões importantes. Como seja o facto de, com esta reforma, se deixar de lado a confiança que as pessoas têm nos seus serviços de saúde de proximidade. Esse é, de facto, um aspecto importante em toda esta problemática. Aproveitou ainda para nos esclarecer o que se passa nos Hospitais de Coimbra: em cada noite, cerca de 100 médicos de urgência atendem, em média, cerca de 50 doentes. Bonito!

E eram 1:30h quando se falou no caso de Vendas Novas. Tenho aqui que dizer o seguinte: considero a todos os níveis inaceitável que a realização do programa tenha convidado o representante máximo da nossa autarquia, e depois a apresentadora do programa diga: "tem que falar rápido, porque não estava previsto que falasse". Simplesmente, vergonhoso!

Na prática, Vendas Novas parece não ter existido na preparação e no desenvolvimento deste programa da RTP. Penso que ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas terá sido dado 1 ou 2 minutos, não mais, para apresentar a argumentação a favor da instalação de um SUB - Serviço de Urgência Básico em Vendas Novas. Dois minutos, num programa que durou quase 200 minutos (terminou às 2:25h). Isto, depois de ter sido convidado para estar presente e de ser portador da mensagem de toda uma comunidade. A todos os títulos, lamentável!

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domingo, 25 de fevereiro de 2007

Rádio Granada: FM 100.1

Visito regularmente o site da Rádio Granada. Uma estação de rádio local que emite a partir de Vendas Novas, na frequência 100.1 FM. É a única rádio do nosso concelho, sendo ouvida igualmente nos concelhos vizinhos.



Nos últimos tempos, tenho tentado seguir o percurso desta rádio. E a sua evolução tem-me agradado. Designadamente, o realce dado ao aproveitamento das novas tecnologias de informação, de que é exemplo esta página na Net. Bem como o facto de esse mesmo site ser actualizado, pelo menos em termos diários, com notícias e destaques regionais e diversos links para notícias de âmbito mais geral.

Quanto à programação constante das suas emissões, quer-me parecer que vai de encontro ao que julga ser o tipo de gostos do seu público-alvo. É uma estratégia que tem as suas virtudes e que parece ter boa aceitação junto dos ouvintes. Isso é sempre bom. Na prática, devemos dar valor não só ao facto de termos acesso a uma rádio local, como ao papel de quem trabalha nestas iniciativas, muitas das vezes com menos recursos do que seria desejável.

A meu ver, estas rádios locais são sempre de apoiar, não só mas também pelo relevante papel que podem desempenhar junto da comunidade em que se inserem, designadamente naqueles casos mais urgentes. E a Rádio Granada tem-no feito amiúde, sempre que a necessidade se depara.

Está de parabéns toda a equipa da Rádio Granada, liderada pelo amigo e sempre incansável Carlos Branco, que também temos o prazer de ter como colaborador no "Atribulações Locais".

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Fecho das Urgências de Vendas Novas - 28

Clique na imagem acima para ler a notícia do DN de hoje, na qual também encontrará isto:


"... não só as urgências não encerram em Cantanhede, Espinho, Fafe, Macedo de Cavaleiros, Montijo e Santo Tirso como o Ministério da Saúde acaba de dar ainda mais garantias do que os autarcas esperavam à partida: além de se manterem as urgências, ampliam-se os horários de funcionamento dos centros de saúde e colocam-se viaturas especializadas em atendimento urgente à disposição dos municípios."

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Concorrência desleal

Eis-nos apanhados em flagrante ...... em plena "concorrência desleal" ao excelente Cartunes e Bonecos, do nosso amigo e colaborador Moutal.

in "Diário de Notícias", 25.Fev.2007


in "Público", 25.Fev.2007

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Fecho das Urgências de Vendas Novas - 27

Clique na imagem acima, para ler uma crónica de opinião no DN de hoje, sobre "Política de Saúde".

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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 25

Uma das vertentes importantes em torno desta questão do "Encerramento das Urgências" prende-se com o mediatismo que a mesma tem gerado. De facto, este assunto tem sido seguido pela comunicação social, para o que terá contribuido o facto de se tratar de uma política que é actualmente objecto de contestação em diversos municípios do país.

A par das reportagens feitas pelas 3 estações de televisão que se deslocaram a Vendas Novas, deixo-vos alguns exemplos de abordagens feitas pela comunicação social, à "Marcha Lenta" realizada ontem em Vendas Novas:


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Fecho das Urgências de Vendas Novas - 24

O "Diário Económico online" publica hoje uma interessante crónica de opinião sobre esta questão das Reforma das Urgências. O seu autor - António Gaspar, Docente universitário e consultor, debruça-se especialmente sobre o caso das urgências "Vendas Novas/Montemor-o-Novo".


Aconselho vivamente esta leitura. (clique em "Continuar a ler...")


Avanços e recuos incompreensíveis


O que se passou entre Vendas Novas e Montemor-o-Novo é exemplo de incompreensão e falta de tacto na condução de reformas.

O nosso país há muito que espera por reformas profundas que de forma definitiva e inequívoca o façam caminhar no caminho do desenvolvimento. Temos assistido nos últimos tempos a vários passos dados nesse sentido. Administração Pública, Economia, Justiça, Ensino e Saúde, têm sido alguns dos sectores onde se tem caminhado, não obstante a celeridade e os resultados não se apresentarem ainda em linha com o que todos os portugueses esperavam.

A promoção de reformas mal explicada aos agentes implicados nesse movimento, implica geralmente uma atitude de dúvida, revolta e rejeição. Se aos motivos anteriormente referidos juntarmos a perca de alguns benefícios sociais que regra geral acompanham estes processos, veremos que ainda mais sensível se torna a comunicação destas alterações estruturais. Uma comunicação clara e transparente, quantificando as vantagens e a necessidade da reforma que se quer introduzir, é de facto a chave do sucesso. É factor crítico nestes processos, que os portugueses acreditem na boa fé de quem induz as reformas e que este alguém tenha a capacidade para falar verdade, para se fazer entender e para incutir confiança.

O que acontece é que por motivos inexplicáveis, nem sempre se verificam estes pressupostos de “boas práticas” e depois é inevitável o confronto, a manifestação de repúdio mais ou menos violenta e a instalação duma desconfiança aguda.

Um dos sectores que mais reformas tem registado é o da saúde. Fecham maternidades e urgências, aumentam os medicamentos sem comparticipação da Segurança Social, reduzem centros de saúde e muitas vezes sem uma explicação racional aos utentes.

O que se passou entre Vendas Novas e Montemor-o-Novo é exemplo de uma total incompreensão e sobretudo da falta de tacto como se devem conduzir as reformas. Um erro tremendo que nenhum vendasnovense irá perdoar.

Há cerca de dois meses foi decido pelo Ministério da Saúde, reforçar o centro de saúde de Vendas Novas, atribuindo-lhe novas valências – mais médicos, uma unidade de raio-x e outros meios de diagnóstico complementar. Reforçava-se Vendas Novas de forma a poder dar resposta aos utentes desta cidade e de Montemor. Tudo isto fazia perfeito sentido. O concelho de Vendas Novas tem mais habitantes que o de Montemor; Vendas Novas fica a 50 quilómetros do hospital distrital (Évora), enquanto Montemor se situa a 28 quilómetros do mesmo; existe pelo menos uma freguesia do concelho de Montemor que fica mais próxima de Vendas Novas e cujos habitantes a esta cidade recorrem nos cuidados de saúde; acresce ainda um conjunto importante de riscos que Vendas Novas suporta e que Montemor não tem e que passo a referenciar.

Vendas Novas suporta um polígono industrial onde diariamente trabalham cerca de 1.500 trabalhadores; é nesta cidade que está sediada a Escola Prática de Artilharia, com todos os elevados perigos de origem bélica que esta situação compagina; ainda nesta cidade conflui o movimento ferroviário das linhas do Alentejo e do ramal do Setil; por fim, referir que Vendas Novas possui um parque escolar frequentado por centenas de jovens. Por todo este conjunto estrutural de situações, justificava-se e exigia-se a programação que o ministério adequou.

Mas afinal o que se passou? Há cerca de três semanas, sem que nada o fizesse supor, o ministério veio dar o dito por não dito e mostrar a intenção de encerrar a urgência em Vendas Novas a curtíssimo prazo, transferindo para Montemor toda a logística pensada para Vendas Novas e anteriormente referenciada. Tal decisão deixou todos os habitantes do concelho incrédulos. Como foi possível a tomada desta decisão? Em que novos desconhecidos pressupostos, a mesma se baseou? Além de configurar um estrondoso erro estratégico e de alcance desconhecido, é um exemplo de como não se deve fazer uma reforma – mostrar uma clara desorientação perante os cidadãos.

Os vendasnovenses não compreendem o incompreensível. O Ministério ainda está a tempo de voltar à única situação que maior garantias fornece às populações dos dois concelhos vizinhos. A quem interessa verdadeiramente esta alteração de última hora? É a pergunta que todos os vendasnovenses colocam.

Avanços e recuos só desprestigiam quem os coordena.
____
António Gaspar, Docente universitário e consultor

Nota do administrador do blogue:
Não corresponde à realidade dizer "O concelho de Vendas Novas tem mais habitantes que o de Montemor".

Obrigado ao nosso leitor Mário Pinelas, por me ter indicado este artigo.

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