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sábado, 23 de junho de 2007

Unidade de Cuidados Continuados em Vendas Novas

Nos tempos que correm parece haver algum consenso no apontar de dois temas, “cuidados de saúde” e “protecção na velhice”, como os geradores de maior descontentamento entre cidadãos de baixos recursos financeiros.

Se entre os idosos não há, lamentavelmente, capacidade reivindicativa, nem condições para que isso aconteça nos anos mais próximos, já quanto à saúde, trata-se de uma área mais abrangente, que percorre transversalmente todas as faixas etárias. Logo, mais incómoda para os poderes instituídos.

Apesar desta maior exposição, o acesso em tempo útil aos serviços de saúde pública, ainda é o espelho da humilhação, do trauma e da quebra de dignidade, a que estão votados quase todos os que a ela recorrem.

A Santa Casa da Misericórdia, com um historial rico na prestação de cuidados de saúde, candidatou-se recentemente ao “Regime de Incentivos Saúde XXI”, destinado a criar, ou a adaptar, Unidades de Prestação de Cuidados de Saúde. A concretizar-se este investimento seria o realizar de um sonho que nos persegue a todos, Vendasnovenses, que olham para o seu Hospital com um misto de saudade e de carinho, por tudo aquilo que ele representou para esta população.

A Unidade de Cuidados Continuados de Longa Duração, prevista para funcionar com 28 camas nas instalações do antigo Hospital, é um investimento que justifica um esforço financeiro de grande monta. A recuperação do edifício e a sua reconversão em UCCLD está orçamentada em 800.000 euros. O equipamento ronda os 200.000 euros. Tudo somado, um milhão de euros. Como contrapartida, o Estado dá apenas metade deste valor e o Município comparticipa com menos de 90.000 euros, se for cumprido o previsto no protocolo de cooperação.

Resta assim à Misericórdia encontrar formas de financiar os mais de 410.000 euros que lhe cabem. Nada fácil nos tempos que correm. Tanto mais que as actuais disponibilidades já estão comprometidas com a construção da nova Creche.

Depois, há ainda dúvidas sobre a gestão corrente da Unidade. Nos moldes apresentados, o equilíbrio financeiro estaria aparentemente acautelado. Já quanto à funcionalidade do sistema nem tudo está clarificado. Se a selecção de utentes a internar ficar centralizada em Évora, conforme já foi ventilado, corre-se o risco de não termos Vendasnovenses a beneficiarem destes cuidados e a Unidade ficar ocupada por largos períodos com doentes oriundos de outras regiões do País. A mais-valia para nós, Vendasnovenses, seria neste caso algo relativa, ainda que a criação de mais de uma dezena de postos de trabalho seja não menos importante.

Por tudo isto parece que afinal o sonho não está assim tão à mão como inicialmente se previa. O edifício do antigo Hospital deverá continuar tal como está, desocupado e a degradar-se, e a figurar na nossa memória colectiva apenas como uma recordação do passado. Uma boa recordação do passado.


Manuel Filipe Quintas

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quarta-feira, 13 de junho de 2007

Por este andar, infelizmente poderá acontecer mais vezes .....

Mais um vendasnovense que morre "a caminho de Évora" depois do encerramento do SAP.

Leia mais no site da Rádio Granada.

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quarta-feira, 6 de junho de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 37

Soube-se hoje que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja deu razão à Câmara Municipal de Vendas Novas, quanto à providência cautelar apresentada contra a decisão do Ministério da Saúde de encerrar o SAP do nosso Centro de Saúde.

Na prática, esta decisão deveria suspender imediatamente a aplicação do novo modelo de funcionamento do Centro de Saúde de Vendas Novas. Mas o que me parece que vai acontecer, infelizmente, é que os serviços do Ministério da Saúde irão recorrer desta decisão. E depois ... sabe-se lá o desfecho final deste imbróglio?

Eu estou bem lembrado, e o amigo leitor também se deve lembrar, das palavras do Ministro da Saúde quando disse que "... com este novo sistema, nenhuma população ficará pior do que estava; e os serviços só encerram depois de garantidas as condições alternativas no acesso aos cuidados de saúde, o que será ponderado caso-a-caso juntamente com as autarquias".

Eu, se dissesse algo assim, teria o cuidado de cumprir. Mas não foi isso que aconteceu no caso de Vendas Novas. E o que se passa actualmente no nosso caso? Pois, o que se passa é que se fossem cumpridas escrupulosamente as instruções da ARS (Évora), os médicos e enfermeiros em serviço nas consultas no Centro de Saúde não atendiam nenhum caso urgente. Felizmente que o profissionalismo e a humanidade dos nossos Profissionais de Saúde em Vendas Novas, não tem deixado que tal aconteça. Pelo menos por agora. Mas, até quando?

Mesmo assim, apesar da abnegação e deste interesse pelo bem-estar das pessoas que reconhecemos nos nossos médicos e enfermeiros, desde o encerramento do SAP já tiveram lugar alguns casos graves, com residentes em Vendas Novas e na Landeira. Com consequências que não seriam as mesmas se as condições no acesso à saude fossem outras, mais consentâneas com a realidade de Vendas Novas.

Também pelo que julgo saber, os Bombeiros de Vendas Novas não estão apetrechados para atender a casos urgentes que necessitem de mais que uma ambulância em perfeito estado de funcionamento. Não temos, e ninguém sabe se viremos a ter, a apregoada ambulância medicalizada, que não resolvia mas minimizava os problemas. Num caso recente, que acabou na morte do doente/paciente, os meios de socorro urgente solicitados levaram demasiado tempo a chegar (disse-me quem sabe que demoraram cerca de uma hora a chegar).

Quem fala com os nossos médicos, enfermeiros e restante pessoal em serviço no Centro de Saúde, ouve sentimentos de constante insatisfação pela forma como as coisas estão a funcionar. Cumprem o seu trabalho, mas não acredito que consigam sentir-se bem com esta situação, da qual não têm qualquer responsabilidade. Ninguém se pode sentir bem, quando os serviços não têm condições para funcionar adequadamente. E depois, sente-se na população uma enorme frustração, em resposta a toda esta situação criada pelos decisores.

Actualmente, em relação a qualquer caso mais grave, o doente é desde logo enviado para Évora. Só que o Hospital Distrital, diz também quem sabe, tem hoje em dia um sistema de atendimento a casos urgentes que está "a rebentar pelas costuras".

Em Vendas Novas, nunca estivemos verdadeiramente bem servidos em termos de acesso a cuidados de saúde em casos urgentes. Mas o que existia (no SAP) ajudou a salvar muitas vidas. Hoje, o que não existe, ajuda no sentido contrário. E todos nós, sem excepção, estamos constantemente sujeitos a isso.

É por isto que me congratulo com esta decisão do Tribunal. Só tenho pena que não seja definitiva.

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sábado, 26 de maio de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 36

"Sem comentários"


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quarta-feira, 16 de maio de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 35

O site da Rádio Granada publica hoje uma notícia a propósito desta problemática das Urgências em Vendas Novas. No mesmo sentido, o jornal Público de hoje (veja na barra lateral) também publicou uma pequena notícia sobre esta questão.

Algumas conclusões podem tirar-se deste significativo desenvolvimento, sendo que algumas já seriam de esperar, em face do caminho que as coisas estavam a tomar desde há algum tempo:
  • O Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde de Vendas Novas irá mesmo encerrar;
  • Em Vendas Novas não vai ser instalado o desejado Serviço de Urgências Básico (SUB);
  • A Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo irá propor, por escrito, aos orgãos do município as medidas que considera adequadas à situação criada a partir deste encerramento; o mesmo acontecerá por parte do município;
  • A ARS já terá apresentado propostas para a instalação de equipamento radiológico no Centro de Saúde de Vendas Novas; o mesmo terá acontecido em relação ao horário de funcionamento do Centro de Saúde, com a possibilidade de "consultas abertas entre as 08:00 e as 22:00 nos dias úteis e até às 20:00 aos fins-de-semana e feriados".

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terça-feira, 15 de maio de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 34


NOTA À IMPRENSA

Reorganização das Urgências em Vendas Novas discutida hoje em Évora

Decorre hoje, em Évora, pelas 15h00, uma reunião de trabalho, convocada pela Administração Regional de Saúde do Alentejo com o objectivo de discutir a reorganização do Centro de Saúde de Vendas Novas. Para o encontro foram convocados dois representantes do Movimento de Cidadãos Independentes em Defesa das Urgências em Vendas Novas, os Presidentes da Câmara Municipal e respectivos Vereadores, da Assembleia Municipal, Junta da Freguesia de Landeira e da Comissão Administrativa da Freguesia de Vendas Novas, deixando assim adivinhar que poderá ser revelada a decisão final do Ministro da Saúde sobre o Serviço de Atendimento Permanente (SAP) de Vendas Novas.

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Esta "Nota à Imprensa" foi-nos hoje enviada pelo Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Vendas Novas para conhecimento e divulgação, o que naturalmente agradeço.

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segunda-feira, 16 de abril de 2007

O Gabinete do Utente

Certamente que a grande maioria dos nossos leitores já ouviu falar do Gabinete do Utente. O site do Portal da Saúde descreve-o como “um instrumento de gestão dos serviços e um meio de defesa dos utentes destinado a receber as sugestões e reclamações dos utentes dos serviços de saúde”.

Esta declaração de princípios deveria bastar para deixar tranquilos os utentes do SNS, ficando estes a coberto de qualquer assomo de prepotência ou ilicitude por parte dos profissionais de saúde. A minha experiência pessoal aconselha-me alguma prudência na avaliação deste “instrumento de gestão”. Lá que ele existe é inegável, tal como o livro de reclamações. A conjugação dos dois é que nem sempre resulta a contento do fim para que foram criados.

O efeito prático do Gabinete do Utente depende da subjectividade de nele marcar presença o factor humano, por vezes permissível a algum tipo de pressões e facilidades. É o que previsivelmente acontece quando há uma boa amizade entre o responsável do Gabinete e o profissional de saúde visado, que com ele convive diariamente. Nestas circunstâncias, naturalmente que a avaliação e o tratamento dado às exposições apresentadas pelos legítimos reclamantes, perdem impacto e coerência.

O que fazer então na presença desta evidência? Recorrer à justiça dos tribunais não está financeiramente ao alcance de todos; a hierarquia dos serviços de saúde, nestes casos, aparentemente também não funciona, já que todas as exposições são reencaminhadas para o Gabinete do Utente se pronunciar. Conclusão: o resultado prático destas reclamações é fatalmente o arquivamento dos processos. Pouco importa a gravidade dos actos praticados e os danos morais, físicos, e financeiros, causados a quem não tem outras formas de se defender.

Manuel Filipe Quintas

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sexta-feira, 6 de abril de 2007

A última etapa !

Quando se fala em Direitos, Liberdades e Garantias, a Constituição da República Portuguesa é, segundo se diz, uma das mais avançadas da Europa. Em teoria, claro. A vivência do dia-a-dia mostra-nos uma realidade amarga, bem diferente da que consta nos anais da nossa bem amada Lei Fundamental.

O cidadão comum, quando atinge a maturidade da meia-idade, aspira à tranquilidade e à segurança de um emprego estável, com alguma margem de progressão e de realização profissional. As preocupações centram-se então, na educação dos filhos, e no apoio e atenção, que por essa altura, já necessitam os seus progenitores.

A terceira idade é, por ironia e despropósito do Criador, a etapa mais difícil da nossa vida. Talvez a intenção seja a de não deixar saudades, muito menos, vontade de cá voltar.

Tudo seria bem melhor, se por esta altura não fossem subvertidos alguns dos principais direitos consagrados na dita Lei. Desde logo o acesso à saúde, independentemente das condições económicas e sociais de cada cidadão.
Vejamos este exemplo:

- Quando um idoso acumula problemas de saúde de vária ordem, e é obrigado a sair de sua casa, e da localidade onde reside, porque o seu médico de família o exclui, arbitrariamente, da sua lista de utentes, sem qualquer motivo plausível ou justificado;
- quando esse médico é a única alternativa de saúde na localidade;
- quando um idoso formaliza uma reclamação legítima, no livro apropriado, da conduta deste clínico;
- quando é apresentado um pedido de apoio generalizado a todas as instâncias do distrito, a quem cabe a protecção social e a defesa do utente na área da saúde;
- quando o eco que se ouve do outro lado é vago, impreciso, ou quase nulo… parece-me que a Constituição da República Portuguesa, e todos os mecanismos criados para a defesa do cidadão, na prática, não funcionam, tal como estão consagrados na lei.

Será que não é caso para nos inquietarmos seriamente, com a perspectiva de alguns de nós chegarmos à última etapa da vida e não pudermos, sequer, pedir uma simples declaração, da exclusiva competência do médico de família, por medo de represálias?
E o que acontece a quem reclama? Pois é, meus amigos, nem queiram saber! A vida, nesta derradeira etapa, é bem mais complicada do que parece e do que a nossa lei, benevolamente prevê.

Esta história não se passa na nossa cidade. Felizmente por cá, ainda existem alternativas, desde logo, mais do que um único médico de família para toda a população. Mas é verdadeira e desenrola-se geograficamente bem perto de nós.

Uma boa Páscoa para todos.

Manuel Filipe Quintas

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terça-feira, 27 de março de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 33

O Sr. Ministro da Saúde garantiu, esta terça-feira, que nenhum SAP será encerrado, mas sim alguns serviços nocturnos, o que vai permitir libertar vários médicos de família. Entretanto, a ANMP apresenta uma proposta de protocolo à tutela sobre a reformulação dos SAP.

A chamada "Reforma das Urgências" começou mal. E continua mal. Por mais equilibrados que pudessem ser os objectivos dessa reforma, e em alguns aspectos isso acontecia, a verdade é que a estratégia utilizada foi, no meu entendimento, algo desastrada. No caso de Vendas Novas, já todos percebemos as razões pelas quais se verificou a desqualificação do SUB que lhe estava inicialmente atribuído, e já muito aqui se escreveu sobre isso, pelo que agora não irei debruçar-me sobre esse aspecto em particular.

Há, no entanto, um ponto que considero especialmente importante para o surgimento de todo este imbróglio em torno das urgências: a forma como as alterações a implementar e os objectivos pretendidos (não) foram transmitidos. Ou seja, os erros grosseiros praticados na divulgação e no esclarecimento das populações afectadas. Vejo nesta questão indícios de aparente amadorismo, dificilmente justificável, na estratégia de comunicação utilizada.

De facto, só isso poderá justificar que, em face do descontentamento das populações, o Ministério/Ministro da Saúde se tenha visto na necessidade de voltar atrás nas suas intenções iniciais, designadamente com a assinatura de diversos protocolos, que na verdade não inicialmente não previstos (ao contrário do que chegou a ser difundido) com determinados municípios que se dispuseram a aceitar umas regras algo insólitas para o funcionamento daqueles serviços de saúde.

Em consequência, já por diversas ocasiões verificámos alterações repentinas e algo inesperadas nas intenções tornadas públicas. Foi, aqui perto de nós, o caso do Montijo. Tal como em Chaves, presumivelmente Vouzela (de acordo com palavras recentes de um seu autarca), e alguns outros que agora não recordo.

Mas é também o caso das declarações hoje proferidas pelo Sr. Ministro, que me parecem de facto extraordinárias, vindas de um governante senhor de tantas certezas: (em declarações à TSF, que pode ler e ouvir aqui)

"... O Ministro da Saúde garantiu, esta terça-feira, que nenhum Serviços de Atendimento Permanente (SAP) vai ser encerrado, mas sim os serviços nocturnos que atendem poucos utentes,..."

"... O ministro reiterou ainda que os 70 serviços nocturnos só vão fechar quando existirem «meios alternativos montados» para a população nesses locais e os encerramentos estiverem «em consonância com os municípios»...."

"... O titular da pasta da Saúde destacou ainda que as decisões nos casos dos SAP e das urgências hospitalares vão ser sempre tomadas em articulação com as câmaras municipais."

É caso para perguntar, se não teria sido preferível que estes "esclarecimentos" tivessem sido dados pelo Sr. Ministro ainda antes de ter dado início a todo este imbróglio, que só tem feito desperdiçar energias, acumular frustrações e aumentar a já de si muito débil credibilidade em relação a alguns dos nossos governantes?


Actualização ás 21.10h: link1, link2, link3, link4


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segunda-feira, 12 de março de 2007

Os contentores do meu descontentamento (2)










Pegando nas palavras de alguns dos nossos comentadores, vou voltar ao tema “os contentores do meu descontentamento”, para dizer o seguinte:

Em minha opinião, os contentores, são de todo o mobiliário urbano, o que está mais visível na nossa cidade e que impressiona negativamente os que aqui vivem, quem nos visita, ou simplesmente atravessa a cidade.

Alguém escreveu “Os contentores estão onde foram colocados respeitando algum plano de colocação em toda a cidade. Penso eu de que!...”

É verdade que eles estão onde foram colocados, (como diria o “senhor de La Palice”) agora que respeitem um plano de colocação é que eu duvido.

Quanto a mim eles foram colocados aleatoriamente, e onde cabiam, espalhados pela área urbana da cidade, de modo a que façam uma cobertura minimamente satisfatória para a recolha dos lixos.

Se foram feitos cálculos do volume de lixo produzido por agregado familiar, densidade populacional, estabelecimentos comerciais na área, etc… etc… não sei, e pelo que me é dado observar, duvido que algum estudo tenha sido feito, presumo que devem ter sido distribuídos a… olhómetro.

Mas aquilo para que queria chamar a atenção das pessoas, é para os contentores como mobiliário urbano, porque eles são… feios… porcos… e maus.

Aquele modelo já foi banido dos principais municípios alentejanos. Nem as freguesias rurais querem aqueles monos!

Montemor e Évora são um bom exemplo, basta ver algumas fotografias e comparar.

Como o ano tem 365 dias e apenas 1/365 é dedicado ao “ambiente”… eu que procuro ser pouco acomodado, e como quero o melhor para a nossa cidade, achei que devia fazer alguns reparos aos inestéticos contentores, e à sua colocação.

Quanto aos munícipes deixarem o lixo fora do contentor, há dois ou mais casos a considerar; pouca capacidade, acesso (boca do contentor) limitado, ou incúria do cidadão. Cada um que responda por si.

Mourato Talhinhas



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quarta-feira, 7 de março de 2007

Fecho das Urgências em Vendas Novas - 32

CARTA ABERTA AOS VENDASNOVENSES


D

esde há cerca de um mês, temos vindo a debatermos com o problema do "Encerramento das Urgências em Vendas Novas". É um assunto de extrema importância para a nossa comunidade e que a todos diz respeito. Pelo que tenho observado, se as coisas continuarem a seguir o rumo actual, todos em Vendas Novas iremos ficar pior servidos em termos de serviços públicos de saúde. Se já não estamos bem, e a verdade é que não estamos, com o encerramento do SAP e a não instalação do SUB-Serviço de Urgências Básico na nossa cidade, então iremos ficar ainda pior. E a situação em que nos encontramos hoje, leva-me a concluir que não estamos a atingir os objectivos desejados. Estamos, aliás, muito longe disso. É tudo isto que está em causa.



Do ponto de vista institucional, que o mesmo é dizer, por parte dos orgãos representativos do município - a Câmara Municipal e a Assembleia Municipal, foi levado a cabo o que seria de esperar em casos como este. O executivo camarário, em reunião extraordinária que teve lugar logo no dia 2 de Fevereiro (o dia seguinte à notícia pública da proposta de não-atribuição de um SUB a Vendas Novas), tomou algumas decisões que considerou apropriadas a este caso. Por seu lado, a Assembleia Municipal, também reunida em Sessão Extraordinária no dia 8 de Fevereiro, aprovou alguns documentos igualmente em reacção ao mesmo acontecimento. Quanto aos orgãos representativos da freguesia - a Assembleia de Freguesia e a Junta de Freguesia, o seu papel é evidentemente nulo nesta questão, em virtude de ainda não estarem constituidos, passados que são dois anos da data das últimas eleições autárquicas. Apesar de tudo, podemos dizer que as instituições democráticas locais tomaram o papel que lhes cabe em reacção a esta infeliz proposta. Será isso suficiente? Claramente, não!

Do ponto de vista dos partidos políticos, já muito se disse e escreveu aqui no "Atribulações Locais" quanto às reacções e iniciativas que tomaram, tendo em vista a resolução favorável desta questão. Na prática, cada uma das estruturas politicas locais tem tentado, à sua maneira, dinamizar determinado tipo de influências tendentes a uma solução que não penalize Vendas Novas. Apesar de tudo, tenho imensa pena que, sendo esta uma questão mais política do que técnica, não se tenha desde o princípio tentado a união das forças políticas locais no sentido de falarem a sua só voz, ou seja, para que existisse verdadeira conjugação de esforços e capacidades, de forma a maximizar as probabilidades de êxito nesta causa que é de todos. Tenho pena, e acredito que muitos de vocês, meus conterrâneos vendasnovenses, sintam o mesmo. No fundo, todos acabamos por perder com isso, mas é a realidade que temos. Será isto positivo para a luta em causa? Absolutamente, não!

Por outro lado, para quem tem estado atento a esta problemática, tem sido fácil notar que o Sr. Presidente da Câmara Municipal - o responsável máximo da nossa autarquia, se tem desdobrado em reuniões e encontros, audiências e entrevistas, e todo um conjunto de iniciativas que são aquelas que cabem às funções que exerce. Parece-me que tem mantido este assunto como primordial na sua agenda e felicito-o por isso. Tem obtido os resultados desejados? Infelizmente, não!

Logo nos primeiros dias desta "crise" foi também criado um "Movimento de Cidadãos", o qual tem dinamizado determinado tipo de iniciativas, as quais conseguiram alguma adesão das populações e bastante divulgação em termos mediáticos. A criação deste movimento e a forma como tem funcionado apresenta contornos que, um dia, merecerão uma abordagem mais pormenorizada. No entanto, o que por agora importará a esta luta é o que de positivo o movimento tem ajudado a conseguir. Nesse particular, a meu ver este movimento tem funcionado essencialmente ao nível da divulgação desta causa na comunicação social. O que não é de somenos importância. Tem esse mediatismo sido suficiente para alertar e sensibilizar os responsáveis pela política de saúde? Não, de modo algum!

Perante tudo isto, passado sensivelmente um mês desde o anúncio público da não-atribuição de um SUB a Vendas Novas, qual é a situação actual? E a minha resposta é: estamos mal! Estamos muito longe de alcançar o objectivo principal que é, lembro, ter um serviço público de urgências a funcionar 24h/dia em Vendas Novas.

Mas porque chegámos aqui? No essencial, porque não conseguimos sensibilizar os responsáveis pela política de saúde da justeza da argumentação a favor desse objectivo. E a verdade é que nós próprios, vendasnovenses, não temos feito tudo o que podemos para ajudar a que tal seja conseguido. Essencialmente pela passividade, mas também pela falta de empenhamento nesta causa, e ainda pelo enorme défice de sentido crítico e de exigência em relação às instituições e aos responsáveis locais. Por tudo isso e também porque ainda não há, em Vendas Novas, a assunção de que somos uma comunidade unida em torno das questões essenciais ao nosso futuro colectivo. Simplesmente, porque não o somos. E contra isso ...

Chegados aqui poderemos perguntar-nos, todos nós que vivemos em Vendas Novas, o que pode ser feito para alterar o rumo dos acontecimentos? Bem, apesar do muito que já foi feito, e de algumas iniciativas já agendadas, a continuar assim, "não vamos a lado nenhum". E porquê? Porque a população já começou a interiorizar que não o vamos conseguir. Esse é um sinal que está patente em cada vez mais pessoas. Eu diria que já é uma reacção do dia-a-dia, prestes a generalizar-se. Ora, há que saber ler esses sinais, parar para analisar a actual conjuntura e redefinir estratégias. Os responsáveis políticos que não o fizerem, não estarão, a meu ver, a fazer tudo o que podem por Vendas Novas. Quando digo "responsáveis políticos", refiro-me a todos os que, de alguma forma, têm responsabilidades nos partidos políticos locais e nos diversos orgãos do município. Especialmente estes últimos, porque lhes está imputada a responsabilidade de representarem os interesses das populações e do concelho.

O que deve então ser feito? Em minha opinião, é urgente começar por despolitizar esta questão em termos locais. Isso, deveria ter sido feito logo a partir do primeiro dia. E não foi. Deste modo, em minha opinião não se deverá persistir no erro que tem sido a abordagem deste problema com enorme falta de união, por parte de alguns desses mesmos responsáveis. Há que saber criar condições para se utilizarem as sinergias políticas que derivam de se falar e de se apresentar em uníssono. O que deve ser feito em todas as reuniões, encontros, audiências e demais iniciativas em que seja importante mostrar aos responsáveis pela política de saúde que Vendas Novas está unida em torno desta questão. Para isso, há que ter a coragem de pôr verdadeiramente de lado os interesses partidários. Que não é, de modo algum, o que tem sido feito até agora.

Neste momento crucial, Vendas Novas precisa de quem faça tudo isto. De quem não se deixe ultrapassar pelas circunstâncias ou pela conjuntura. De quem não ponha eventuais interesses partidários à frente dos da comunidade. De quem tome as rédeas deste processo e não se enrede nas teias da politica local, manifestamente desajustadas dos interesses da população, no que a esta matéria diz respeito. De quem pare para pensar, para reequacionar procedimentos e redefinir estratégias. De quem consiga complementar o institucionalmente correcto com o verdadeiramente importante. Que é, apenas e tão só, gostar de Vendas Novas.

Em tudo isto, muito está ainda por fazer. Digo eu.


06.Março.2007
João Fialho

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Acordo sobre Serviços de Urgência (?)

A Associação Nacional de Municípios Portugueses e o Ministério da Saúde acordaram terça-feira a elaboração de um protocolo conjunto sobre os princípios da reforma das urgências hospitalares e dos Serviços de Atendimento Permanente.

Leia mais aqui.

[Link] com actualização desta notícia (07.3.2007; 23h)

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segunda-feira, 5 de março de 2007

Os Contentores...do meu descontentamento. (1)




Gosta de ver estes "monumentos" nas ruas da nossa cidade?


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sábado, 3 de março de 2007

Iniciativa de um grupo de jovens de Vendas Novas

Amig@s,

Os jovens de Vendas Novas, unidos na causa da instalação de um SUB no nosso Concelho, irão realizar um protesto ao longo dos próximos dias, para que a sua voz seja ouvida.

Recorrendo às novas tecnologias que, nos dias de hoje, constituem a base da comunicação das várias instituições, vamos sobrecarregar o endereço electrónico do Ministério da Saúde, com a seguinte mensagem:


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Assunto: Vendas Novas precisa de um SUB!

Os vendasnovenses vêm por este meio associar-se a todas as diligências levadas a cabo pelas instituições do Concelho, no sentido de fazer executar as decisões do primeiro relatório da Comissão Técnica para a Requalificação das Urgências.

Vendas Novas, pelas suas especificidades económicas, geográficas e sociais, tem todas as condições para ver instalado um SUB no seu Centro de Saúde.

Esperamos que as nossas pretensões sejam atendidas.

Os vendasnovenses.

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Apelamos à adesão de todos os vendasnovenses a este protesto. Para o fazerem, basta copiar o texto acima, e enviar um e-mail com o mesmo assunto o maior número de vezes possível para o endereço:

gms@ms.gov.pt

Se receberem mensagens de retorno a notificar o atraso do e-mail, por sobrecarga do destinatário, significa que estamos a atingir o nosso objectivo. Assim poderemos ver o nome de Vendas Novas durante vários dias no endereço de e-mail do Ministério.

A partir desta noite, 2 de Março, começaremos a enviar os e-mails e prolangaremos este protesto pelo fim-de-semana dentro.

Caso seja necessário, durante a semana voltaremos a enviar o e-mail.

Diz NÃO com Urgência! - por Vendas Novas
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Nota do Administrador:
O texto acima foi-me enviado por uma jovem de Vendas Novas. À qual agradeço a possibilidade de esta iniciativa ser divulgada no "Atribulações Locais". Pela minha parte, vou enviar este email ao longo dos próximos dias. Irei também dar conhecimento desta iniciativa a todos os meus contactos de email.

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sexta-feira, 2 de março de 2007

Influências? Coincidências? ou meras Aparências?

Rebuscando memórias recentes, deixo algumas pistas conducentes a uma aparente dualidade de critérios no tratamento da mesma sintomatologia:

1. Não gostei da forma como a minha cidade foi tratada pelo Serviço Público de Televisão (RTP), no programa “Prós e Contras” de 26-02-2007. Julgo saber que este sentimento é transversal, não oferecendo motivos de controvérsia à generalidade dos vendasnovenses;

2. Os autarcas do Alto Tâmega, em protesto contra a reestruturação das urgências locais, vão ser recebidos hoje, dia 2 de Março, pelo Sr. Ministro da Saúde;

3. Uma delegação de autarcas de Vendas Novas solicitou idêntica audiência ao Sr. Ministro, sendo no entanto encaminhada para a Secretária de Estado Adjunta da Saúde. Encontro que teve lugar ontem, dia 1 de Março.

A questão que se coloca é saber até que ponto isto é natural, e não tem a ver com influências, compadrios, ou outros jogos de poder, deploráveis quando está em causa a saúde das populações.

Veremos o que nos trazem os próximos desenvolvimentos.


Manuel Filipe Quintas

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terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 31

Actualização das minhas impressões sobre
o futuro dos “Serviços de Urgência” em Vendas Novas

De acordo com a informação disponível, designadamente a que consta no “Portal da Saúde”; depois de ter lido e, tanto quanto possível, analisado os Relatórios da Comissão Técnica (na parte acessível ao público em geral); depois também de ler os Comunicados emitidos e assinados pela Sra. Secretária de Estado da Saúde e pela referida Comissão Técnica; e ainda depois de ter assistido com atenção ao programa “Prós e Contras” de ontem á noite na RTP1, o qual me ajudou a abrir novas perspectivas sobre esta questão tendo em atenção o que ali foi dito pelos responsáveis nesta área, faço uma actualização das minhas impressões em relação ao que se poderá vir a passar daqui para a frente, nesta questão das “Urgências em Vendas Novas”.



Dito isto, estes parecem-me ser actualmente os aspectos mais relevantes na questão em análise:

1. O SAP de Vendas Novas vai, por enquanto, ficar como está, mas não por muito tempo; num prazo mais ou menos curto e a exemplo do que acontecerá com os restantes SAP´s ainda existentes no país, o SAP de Vendas Novas irá ser encerrado; isso não decorre directamente da proposta da Comissão Técnica, mas é o que está previsto;

2. Em sua substituição serão, acredito, implementadas as chamadas “Consultas Abertas”, em relação às quais parece existirem algumas dúvidas quanto ao seu funcionamento mas que, em princípio, se destinam a fazer face aos “casos agudos não programáveis e não-urgentes”;

3. No entanto, essas “Consultas Abertas” terão um horário que, no máximo, irá até à meia-noite; em princípio, a julgar pelos casos já objecto de protocolo, funcionarão em horário mais curto (até às 20:00h ou 22:00h);

4. Quanto à eventual instalação do SUB–Serviço de Urgência Básico em Vendas Novas, não vislumbro suficientes sinais de abertura ao diálogo, por parte do Ministério da Saúde, em relação à possibilidade de uma eventual decisão política que contrarie a proposta final da Comissão Técnica;

5. Por outro lado, tenho dúvidas que se consiga, nas actuais circunstâncias, celebrar um Protocolo entre a Câmara Municipal de Vendas Novas e a Administração Regional de Saúde, análogo aos celebrados nos últimos dias por várias Câmaras Municipais do país;

6. No entanto, em relação a isto, será importante seguir o resultado da audiência já marcada com a Sra Secretária de Estado da Saúde, pois muito do que eventualmente se conseguir poderá resultar da conjugação entre a justeza da argumentação a favor de Vendas Novas e a maior ou menor capacidade de persuasão dos representantes locais; não só junto do Ministério da Saúde como da Administração Regional de Saúde;

7. A manterem-se as actuais circunstâncias, no futuro próximo Vendas Novas poderá aspirar, quando muito, ao reforço em quantidade e qualidade dos meios de transporte destinados a casos de urgência/emergência médica (por exº, uma Ambulância SIV); ou ainda à constituição das chamadas “Unidades de Saúde Familiar”; isto, além das já referidas “Consultas Abertas”.

O que eu desejava mesmo, e julgo que o mesmo se passa com todos os vendasnovenses, atendendo às particularidades deste caso e perante as possibilidades em causa era, naturalmente, a instalação de um SUB em Vendas Novas. Mas isso parece-me ter cada vez menos probabilidade de vir a acontecer. No entanto, nestas coisas da política (e esta é uma decisão política), o que hoje é verdade amanhã pode não ser. E de um dia para outro, muito pode acontecer. Sendo assim....


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Fecho das Urgências de Vendas Novas - 30

"PRÓS E CONTRAS"
RTP1, 26.Fevº.2007

Como seria de esperar, passei o serão em frente à televisão, para assistir ao programa Prós e Contras da RTP1. Fi-lo apenas porque o assunto me interessava, na exacta medida em que interessaria a todos os vendasnovenses. Tratava-se da questão das "Reforma das Urgências" o qual, como muito bem sabemos, nos diz directamente respeito. E o que se passou então nesse programa? Vejamos, em resumo, aquilo que de mais relevante me fui apercebendo e de que ainda me lembro, agora que escrevo estas linhas.

Começo por dizer que, no que respeita ao nosso caso em concreto, considero vergonhosa e lamentável a forma como Vendas Novas acabou por ser tratada pela realização deste programa.


Na 1ª parte do programa, mais técnica, ficámos a saber coisas interessantes, algumas das quais já sabíamos, outras estávamos desconfiados. Por exemplo, que o conceito de SAP é diferente do conceito de Urgências, de que trata o Relatório da Comissão Técnica. Ficámos também a saber que Os SAP irão fechar à noite, nomeadamente aqueles que assistem, em média por noite, menos de 10 pessoas. Serão substituidos por um sistema de "Consultas abertas". Acontece que ninguém sabe ainda o que são, exactamente, essas Consultas Abertas; nem como vão funcionar na realidade. E ficámos ainda a saber outra das intenções dos responsáveis pelas propostas em curso, ou seja, enquanto não fecharem, os SAP irão, mais cedo ou mais tarde, deixar de funcionar em horário nocturno ("porque não se justifica que funcionem entre a meia-noite e as 8:00h", segundo foi referido).

A 2ª parte foi de carácter mais político. Começou com uma espécie de entrevista com o Sr. Ministro da Saúde. O qual começou por dizer que é contrário à existência do conceito de SAP´s (chamou-lhe a "Sapização da Saúde"). E foi, em minha opinião, o que de mais importante ali disse. Referiu também ser sua intenção substituir os SAP por aquilo que designou "Conceito de Unidade de Saúde Familiar" (o seu objectivo nº 1 no Ministério, segundo disse). Mas deixou esse conceito sem explicação. Ficou-se por aí.

Uma das promessas que fez a si próprio, disse, foi que depois da implementação desta "Reforma das Urgências", nenhum local ficará pior e tudo pode ser discutido. Esperemos que cumpra a promessa. O programa começou aqui a não lhe correr bem, pois foi de imediato apresentado um desmentido pelo Presidente da Câmara Municipal de Chaves, que esclareceu e explicou porquê, vai ficar pior, bem pior, do que estava antes. Os argumentos que apresentou, para mim, são absolutamente viáveis e justificativos para que a respectiva urgência não seja desqualificada. No entanto, de acordo com o que propõe o Relatório da Comissão, será desqualificada.

O Sr. Ministro demonstrou aqui uma habilidade política que não lhe tem sido reconhecida, pois no fim desta argumentação conseguiu que o próprio Sr. Presidente da C.M. de Chaves aceitasse de bom grado esperar pela reunião que com ele já terá marcada. O que se passou daí até ao 2º intervalo, pouco ou nada adiantou no que respeita ao nosso caso em concreto. Talvez com a excepção da questão das Unidades de Saúde familiares a que o Sr. Ministro voltou. Bem como de uma outra sua referência, pela enésima vez no programa, ao que pensa sobre o conceito de SAP. Os quais, segundo ele, terão sido um erro em termos de política de saúde, que ao longo dos anos prejudicaram o desenvolvimento de um melhor serviço de atendimento de situações agudas e não urgentes. Enfim, já tínhamos percebido esta opinião. A qual até poderá, digo eu, ter alguma razão de ser.

A 3ª e última parte deste Prós e Contras, teve o inicio por volta da 1:10h da manhã (porque é que estes programas não são realizados mais cedo?). A expectativa era a de que se tratasse, ou melhor, se falasse do caso de Vendas Novas. Que é, nem mais nem menos, aquele que nos interessa mais directamente. É uma visão do problema um bocado egoísta, eu sei, mas é isso mesmo que se passa. É o nosso problema, aquele que nos afecta.

No entanto, esta 3ª parte foi repescar o caso de Valença. Um dos intervenientes, médico e autarca em Valença, acabou por trazer ao debate questões importantes. Como seja o facto de, com esta reforma, se deixar de lado a confiança que as pessoas têm nos seus serviços de saúde de proximidade. Esse é, de facto, um aspecto importante em toda esta problemática. Aproveitou ainda para nos esclarecer o que se passa nos Hospitais de Coimbra: em cada noite, cerca de 100 médicos de urgência atendem, em média, cerca de 50 doentes. Bonito!

E eram 1:30h quando se falou no caso de Vendas Novas. Tenho aqui que dizer o seguinte: considero a todos os níveis inaceitável que a realização do programa tenha convidado o representante máximo da nossa autarquia, e depois a apresentadora do programa diga: "tem que falar rápido, porque não estava previsto que falasse". Simplesmente, vergonhoso!

Na prática, Vendas Novas parece não ter existido na preparação e no desenvolvimento deste programa da RTP. Penso que ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas terá sido dado 1 ou 2 minutos, não mais, para apresentar a argumentação a favor da instalação de um SUB - Serviço de Urgência Básico em Vendas Novas. Dois minutos, num programa que durou quase 200 minutos (terminou às 2:25h). Isto, depois de ter sido convidado para estar presente e de ser portador da mensagem de toda uma comunidade. A todos os títulos, lamentável!

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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 29

Estarei a ler mal? Ou a interpretar erradamente? Penso que não!!!
Vamos, por isso, tentar perceber o ponto de situação actual,
em relação às "Urgências de Vendas Novas".

Neste Comunicado de Imprensa datado de 22.Fevº.2007 e assinado pela Sra. Secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Carmen Pignatelli, disponível no Portal da Saúde, consta o seguinte:



1) ...
2) ...
3) ...
4) ...
5) Saliente-se que os Centros de Saúde que funcionam com horário nocturno (das zero às oito horas), comummente designados por SAP, SASU, etc., não foram objecto de estudo da Comissão por não serem serviços de urgência.

---- **** ----

Este ponto 5) é extremamente importante e deve ser lido com muita atenção. Aliás, no mesmo sentido deste ponto 5) já caminhavam, em parte, os itens C-3) e C-4) mas muito especialmente a parte final do item C-7), todos do Comunicado 1/2007, de 21 de Fevereiro, da referida Comissão Técnica.

Por outro lado, torna-se importante a leitura do Comunicado 2/2007, do mesmo dia, em especial quando se refere ao caso de Vendas Novas, no item 10-5). Do que ali é referido retira-se, entre outras coisas, o seguinte:
  • Não existe em Vendas Novas um Serviço de Urgências, mas sim um SAP no Centro de Saúde;
  • A Comisão Técnica não recomendou o encerramento do "Serviço de Urgências" (ou seja, do SAP).
Em resumo, da minha leitura conjunta destes documentos resulta o que a seguir indico (que é muito diferente do que até aí tinha entendido, antes de estes 2 comunicados, ambos datados de 21.Fevereiro, terem sido tornados públicos):
  • A Comissão Técnica de Apoio não propôs o encerramento do SAP-Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde de Vendas Novas;
  • A manutenção ou o encerramento do SAP de Vendas Novas é um assunto dependente de Parecer da Administração Regional de Saúde e não da Comissão Técnica;

De tudo isto, parece resultar (esta é a minha leitura):

Como ponto positivo, que o SAP de Vendas Novas vai continuar a funcionar, estando por definir se continuará nas actuais condições (em termos de horário, meios humanos e técnicos) ou se algo será objecto de alteração.

Como ponto negativo, o realce dado à argumentação a favor da instalação do SUB em Montemor-o-Novo em detrimento de Vendas Novas, contrariando o que tinha sido proposto no Relatório inicial da Comissão.

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domingo, 25 de fevereiro de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 28

Clique na imagem acima para ler a notícia do DN de hoje, na qual também encontrará isto:


"... não só as urgências não encerram em Cantanhede, Espinho, Fafe, Macedo de Cavaleiros, Montijo e Santo Tirso como o Ministério da Saúde acaba de dar ainda mais garantias do que os autarcas esperavam à partida: além de se manterem as urgências, ampliam-se os horários de funcionamento dos centros de saúde e colocam-se viaturas especializadas em atendimento urgente à disposição dos municípios."

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