Fecho das Urgências de Vendas Novas - 9
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O anseio da população ali presente seria, no essencial, o de manifestar ou ver manifestada oposição ao encerramento dos Serviços de Urgência no Centro de Saúde local. E a verdade é que a questão foi desde logo colocada nos exactos termos e num nível de gravidade tal, que se manifesta no facto de se prever o encerramento total do actual SAP, ao longo de todo o dia. Ou seja, o que está previsto não é o encerramento do Serviço de Urgências só durante a noite, mas durante todo o dia. Dito de outra forma, deixa de haver Serviço de Urgências/SAP/SUB em Vendas Novas. Esta é a gravidade da situação.
O que depois teve lugar foi, nem mais nem menos, que uma Sessão da Assembleia Municipal. Desiludam-se os que pensavam que todos se iriam manifestar unidos nesta causa comum que é a continuação destes serviços em Vendas Novas. No meio de manifestações de vontade em que os diversos oradores se foram mostrando solidários com o objectivo pretendido, as diversas bancadas, com especial destaque para o PCP/CDU, lá foram desfilando um rol de argumentação que pouco teve a ver com a união que se pretende em volta desta causa. Enfim, politicas!
Esta Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal só não se constituiu como uma oportunidade perdida, na medida em foi aprovada por unanimidade uma Moção apresentada pela respectiva Mesa, em que se definem os contornos do descontentamento que perpassa horizontalmente a comunidade local. Na prática, pouco mais se conseguiu de substancial. Não se definiram nem se propuseram medidas com probabilidade de resultados concretos. Não se definiram estratégias de abordagem à problemática em causa.Debateu-se, isso sim, o porquê da situação. Mas não como combatê-la. Uma das bancadas preocupou-se em demonstrar o que tem feito nesta última semana, entre reuniões e audiências e mais reuniões. Fica-lhe bem. Mas porque acontece assim? Vai cada um tentar por seu lado? É essa a estratégia? Parece-me sinceramente muito pouco para uma causa tão nobre.
Outra das bancadas preocupou-se em debater os fundamentos da política geral de saúde. E de apontar quem, em sua opinião, terá culpas desta situação. E ainda de capitalizar para si uma espécie de exclusividade do património do sentir das populações. Parece-me também uma abordagem muito pobre a toda esta questão. E que não nos leva no caminho certo.
No geral, esperava mais, muito mais, desta oportuna reunião magna da política local.

















