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sexta-feira, 25 de maio de 2007

Permitam-me uma sugestão: resolvam isto, sff !

Uma leitora atenta enviou-nos há dias uma sugestão muito simples. Não a coloquei no "Atribulações Locais" porque na altura outros assuntos importantes se discutiam em Vendas Novas. Faço-o hoje não porque, em si mesmo, seja um assunto de primeira ordem, mas sim porque estas situações são recorrentes em Vendas Novas. E, na verdade, os munícipes acabam por se ver algo incomodados quando as situações se arrastam sem solução à vista. Passo a citar:

"O senhor podia era pôr no blogue porque é que começaram faz para a semana dois meses estas obras na Avenida 25 Abril, na saída do estacionamento aqui da Escola Secundária, há 3 dias tem um buraco enorme mesmo por onde passamos com os carros; as obras parecem abandonadas há muito tempo e nós é que somos incomodados todos os dias com esta falta de arranjo que não se compreende".

Nota: este email já tem cerca de uma semana, pelo que o "buraco" já foi remendado. No entanto, é verdade, as obras ainda ontem à tarde pareciam "abandonadas" tal como escreveu a leitora. Essas mesmas obras foram iniciadas no 1º dia das férias escolares da Páscoa, faz hoje ou amanhã dois meses e continuam por terminar.

Perante isto, eu arriscava uma sugestão: "não deixem arrastar esta situação, que não abona a favor de ninguém e, como é fácil de ver, incomoda algumas pessoas que ali passam diariamente."

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quarta-feira, 16 de maio de 2007

Fotos dos leitores

Um leitor atento enviou-nos esta foto, chamando a atenção por ser uma situação "que já dura há muito tempo". Ao que parece, a solução será fácil.

Os leitores que o queiram fazer, podem sempre enviar-nos fotos ou textos com chamadas de atenção ou sugestões, para publicação aqui no "Atribulações Locais". Este é um espaço que está à vossa disposição desde o 1º dia.

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terça-feira, 24 de abril de 2007

Gestão da água: que futuro?

No passado mês de Setembro de 2006, coloquei aqui algumas opiniões e considerações a propósito da "Gestão da Água em Vendas Novas" (para quem não leu: siga os links no final deste post). Desde essa altura até agora, já se verificaram alguns desenvolvimentos nesta matéria. Apesar disso, pelo que me tenho apercebido, este assunto não tem merecido especial relevância na agenda política local.

O mesmo não se passa no caso do Município de Alvito. Sobre Alvito, já aqui tinha mencionado o espírito algo pioneiro dos responsáveis municipais. Designadamente do seu Presidente, que se manifestou ultimamente através da criação de um blogue próprio do Município ("Alvito também é comigo!"), o qual pretende constituir-se como uma plataforma complementar para informação e debate de assuntos que interessem às populações.

É o caso, agora, da temática respeitante à "Gestão da Água". A qual mereceu nesse mesmo blogue um artigo publicado e assinado pelo Presidente da Câmara Municipal de Alvito, fazendo um ponto de situação, indicando possíveis alternativas de solução e colocando o assunto à reflexão dos alvitenses, com a declarada intenção de lhes solicitar o respectivo contributo.

Parece-me bem. Aliás, parece-me mesmo excelente.


Textos anteriores neste blogue sobre
"Gestão da Água em Vendas Novas"
links: 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6


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sábado, 14 de abril de 2007

Código de conduta para blogues?


Que a informática veio revolucionar o nosso quotidiano, só uns poucos ainda não o assumem como verdadeiro. E que a Internet veio trazer novas formas de relacionamento entre pessoas, empresas e instituições, na verdade só alguns distraídos ainda não se deram conta.

A blogosfera, por seu lado, é um fenómeno particular e muito mais recente. Depois de uma fase caracterizada por um crescimento exponencial, está agora a chegar a uma outra fase - o amadurecimento.


Vai nesse sentido uma notícia hoje publicada no Diário de Notícias: "Pioneiros propõem código de conduta para blogues", composto por sete regras e que está a provocar grande discussão nos EUA. Na prática, o que se pretende é implementar na blogosfera as condições que ajudem a acabar com as "ofensas e comentários abusivos".
As propostas, que podem ser lidas mais detalhadamente aqui, são as seguintes:
  1. Assumir responsabilidade pelo que se escreve mas também por comentários inseridos no blogue;
  2. Não permitir comentários inaceitáveis - difamações, violações do direito de autor, ameaças, assédios;
  3. Não aceitar comentários anónimos. No limite, aceitar pseudónimos. A pessoa deve enviar email;
  4. Ignorar ataques, inibindo-se o blogger de fazer qualquer comentário ou contra-ataque;
  5. Antes de se fazer uma denúncia ou censura, deve o blogger tentar falar em privado com a pessoa;
  6. Defender uma pessoa que esteja a ser injustamente atacada com comentários inaceitáveis;
  7. Não escrever "online" o que não seria capaz de dizer á pessoa cara-a-cara.

Estas não são propostas pacíficas. Há mesmo quem defenda o seu contrário, pelo menos em relação a algumas das "regras" aqui expostas. No entanto, parece-me que está bem certo um dos promotores desta ideia, ao defender que "Não há qualquer razão para tolerarmos conversas na blogosfera que não tolerávamos na nossa sala de jantar".

Pela minha parte, devo dizer que, no geral, estou de acordo com estas propostas. Além disso, a conduta que tem sido seguida no "Atribulações Locais" não só tem seguido este modelo como tem, em alguns casos, ido mais além na exigência ao nível do tipo de comentários deixados por alguns visitantes e na pedagogia que aqui tem sido levada a cabo em certas ocasiões. Tudo isto, está bom de ver, também em abono da credibilidade deste blogue como espaço que privilegia o respeito pelos outros no debate de ideias e acontecimentos referentes a Vendas Novas.

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sexta-feira, 6 de abril de 2007

A última etapa !

Quando se fala em Direitos, Liberdades e Garantias, a Constituição da República Portuguesa é, segundo se diz, uma das mais avançadas da Europa. Em teoria, claro. A vivência do dia-a-dia mostra-nos uma realidade amarga, bem diferente da que consta nos anais da nossa bem amada Lei Fundamental.

O cidadão comum, quando atinge a maturidade da meia-idade, aspira à tranquilidade e à segurança de um emprego estável, com alguma margem de progressão e de realização profissional. As preocupações centram-se então, na educação dos filhos, e no apoio e atenção, que por essa altura, já necessitam os seus progenitores.

A terceira idade é, por ironia e despropósito do Criador, a etapa mais difícil da nossa vida. Talvez a intenção seja a de não deixar saudades, muito menos, vontade de cá voltar.

Tudo seria bem melhor, se por esta altura não fossem subvertidos alguns dos principais direitos consagrados na dita Lei. Desde logo o acesso à saúde, independentemente das condições económicas e sociais de cada cidadão.
Vejamos este exemplo:

- Quando um idoso acumula problemas de saúde de vária ordem, e é obrigado a sair de sua casa, e da localidade onde reside, porque o seu médico de família o exclui, arbitrariamente, da sua lista de utentes, sem qualquer motivo plausível ou justificado;
- quando esse médico é a única alternativa de saúde na localidade;
- quando um idoso formaliza uma reclamação legítima, no livro apropriado, da conduta deste clínico;
- quando é apresentado um pedido de apoio generalizado a todas as instâncias do distrito, a quem cabe a protecção social e a defesa do utente na área da saúde;
- quando o eco que se ouve do outro lado é vago, impreciso, ou quase nulo… parece-me que a Constituição da República Portuguesa, e todos os mecanismos criados para a defesa do cidadão, na prática, não funcionam, tal como estão consagrados na lei.

Será que não é caso para nos inquietarmos seriamente, com a perspectiva de alguns de nós chegarmos à última etapa da vida e não pudermos, sequer, pedir uma simples declaração, da exclusiva competência do médico de família, por medo de represálias?
E o que acontece a quem reclama? Pois é, meus amigos, nem queiram saber! A vida, nesta derradeira etapa, é bem mais complicada do que parece e do que a nossa lei, benevolamente prevê.

Esta história não se passa na nossa cidade. Felizmente por cá, ainda existem alternativas, desde logo, mais do que um único médico de família para toda a população. Mas é verdadeira e desenrola-se geograficamente bem perto de nós.

Uma boa Páscoa para todos.

Manuel Filipe Quintas

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sábado, 24 de março de 2007

Uma iniciativa pioneira e que nos faz pensar


A Câmara Municipal de Alvito decidiu criar um blogue, a que chamou "Alvito também é comigo". Que eu saiba, é a primeira vez que uma Câmara Municipal tem uma iniciativa deste género. Posso estar enganado, mas a haver mais casos destes no país, serão mesmo muito poucos.

Quanto à "linha editorial" deste novo espaço, deixo-vos uma passagem retirada do próprio blogue, que é bastante esclarecedora:

" ...
Apesar da sua criação por parte da Câmara Municipal poder surgir aos olhos de alguns como uma iniciativa demasiado ousada, consideramos que as suas potencialidades enquanto meio de divulgação e de reflexão não devem ser desperdiçadas, mesmo pelas instituições mais tradicionalistas.

O blogue "Alvito também é comigo!" será aquilo que os seus utilizadores decidirem. Num período experimental não assumiremos qualquer intervenção nos comentários que vierem a ser produzidos. Pretendemos um espaço de debate sério, credível e responsável e por isso não deixaremos de actuar se estes requisitos vierem a ficar comprometidos ...".

Trago aqui este exemplo por duas razões muito concretas:
  • gostaria de existissem mais blogues em Vendas Novas, de forma a que a blogosfera local se constituisse como um meio efectivo de divulgação e de discussão de assuntos relevantes para a nossa comunidade;
  • reconheço que também me agradaria se este bom exemplo frutificasse junto dos actuais responsáveis autárquicos do nosso concelho, bem como de algumas outras instituições de Vendas Novas, exactamente pelas razões invocadas no post de apresentação do blogue da Câmara Municipal de Alvito.

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quarta-feira, 21 de março de 2007

21 de Março - Dia Mundial da Árvore




No âmbito da comemoração do Dia Mundial da Árvore, e Escola Prática de Artilharia em parceria com a Associação de Desenvolvimento Local, procedeu à plantação de 470 sobreiros no seu Polígono de tiro.

A plantação dos sobreiros foi executada em 30 e 31 de Janeiro e 1 de Fevereiro, e foi hoje, Dia Mundial da Árvore, simbolicamente concluída, com a plantação de 10 sobreiros pelas crianças das escolas primárias.

Esta iniciativa da E.P.A. é louvável por duas razões: reflorestação de uma área que por efeito dos fogos de artilharia foi desertificada de árvores de médio porte, e pela aula prática de silvicultura e lição de civismo e cidadania dada às crianças que colaboraram na iniciativa.

Estão de parabéns a E.P.A. e a A.D.L.

Mourato Talhinhas

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quarta-feira, 7 de março de 2007

Fecho das Urgências em Vendas Novas - 32

CARTA ABERTA AOS VENDASNOVENSES


D

esde há cerca de um mês, temos vindo a debatermos com o problema do "Encerramento das Urgências em Vendas Novas". É um assunto de extrema importância para a nossa comunidade e que a todos diz respeito. Pelo que tenho observado, se as coisas continuarem a seguir o rumo actual, todos em Vendas Novas iremos ficar pior servidos em termos de serviços públicos de saúde. Se já não estamos bem, e a verdade é que não estamos, com o encerramento do SAP e a não instalação do SUB-Serviço de Urgências Básico na nossa cidade, então iremos ficar ainda pior. E a situação em que nos encontramos hoje, leva-me a concluir que não estamos a atingir os objectivos desejados. Estamos, aliás, muito longe disso. É tudo isto que está em causa.



Do ponto de vista institucional, que o mesmo é dizer, por parte dos orgãos representativos do município - a Câmara Municipal e a Assembleia Municipal, foi levado a cabo o que seria de esperar em casos como este. O executivo camarário, em reunião extraordinária que teve lugar logo no dia 2 de Fevereiro (o dia seguinte à notícia pública da proposta de não-atribuição de um SUB a Vendas Novas), tomou algumas decisões que considerou apropriadas a este caso. Por seu lado, a Assembleia Municipal, também reunida em Sessão Extraordinária no dia 8 de Fevereiro, aprovou alguns documentos igualmente em reacção ao mesmo acontecimento. Quanto aos orgãos representativos da freguesia - a Assembleia de Freguesia e a Junta de Freguesia, o seu papel é evidentemente nulo nesta questão, em virtude de ainda não estarem constituidos, passados que são dois anos da data das últimas eleições autárquicas. Apesar de tudo, podemos dizer que as instituições democráticas locais tomaram o papel que lhes cabe em reacção a esta infeliz proposta. Será isso suficiente? Claramente, não!

Do ponto de vista dos partidos políticos, já muito se disse e escreveu aqui no "Atribulações Locais" quanto às reacções e iniciativas que tomaram, tendo em vista a resolução favorável desta questão. Na prática, cada uma das estruturas politicas locais tem tentado, à sua maneira, dinamizar determinado tipo de influências tendentes a uma solução que não penalize Vendas Novas. Apesar de tudo, tenho imensa pena que, sendo esta uma questão mais política do que técnica, não se tenha desde o princípio tentado a união das forças políticas locais no sentido de falarem a sua só voz, ou seja, para que existisse verdadeira conjugação de esforços e capacidades, de forma a maximizar as probabilidades de êxito nesta causa que é de todos. Tenho pena, e acredito que muitos de vocês, meus conterrâneos vendasnovenses, sintam o mesmo. No fundo, todos acabamos por perder com isso, mas é a realidade que temos. Será isto positivo para a luta em causa? Absolutamente, não!

Por outro lado, para quem tem estado atento a esta problemática, tem sido fácil notar que o Sr. Presidente da Câmara Municipal - o responsável máximo da nossa autarquia, se tem desdobrado em reuniões e encontros, audiências e entrevistas, e todo um conjunto de iniciativas que são aquelas que cabem às funções que exerce. Parece-me que tem mantido este assunto como primordial na sua agenda e felicito-o por isso. Tem obtido os resultados desejados? Infelizmente, não!

Logo nos primeiros dias desta "crise" foi também criado um "Movimento de Cidadãos", o qual tem dinamizado determinado tipo de iniciativas, as quais conseguiram alguma adesão das populações e bastante divulgação em termos mediáticos. A criação deste movimento e a forma como tem funcionado apresenta contornos que, um dia, merecerão uma abordagem mais pormenorizada. No entanto, o que por agora importará a esta luta é o que de positivo o movimento tem ajudado a conseguir. Nesse particular, a meu ver este movimento tem funcionado essencialmente ao nível da divulgação desta causa na comunicação social. O que não é de somenos importância. Tem esse mediatismo sido suficiente para alertar e sensibilizar os responsáveis pela política de saúde? Não, de modo algum!

Perante tudo isto, passado sensivelmente um mês desde o anúncio público da não-atribuição de um SUB a Vendas Novas, qual é a situação actual? E a minha resposta é: estamos mal! Estamos muito longe de alcançar o objectivo principal que é, lembro, ter um serviço público de urgências a funcionar 24h/dia em Vendas Novas.

Mas porque chegámos aqui? No essencial, porque não conseguimos sensibilizar os responsáveis pela política de saúde da justeza da argumentação a favor desse objectivo. E a verdade é que nós próprios, vendasnovenses, não temos feito tudo o que podemos para ajudar a que tal seja conseguido. Essencialmente pela passividade, mas também pela falta de empenhamento nesta causa, e ainda pelo enorme défice de sentido crítico e de exigência em relação às instituições e aos responsáveis locais. Por tudo isso e também porque ainda não há, em Vendas Novas, a assunção de que somos uma comunidade unida em torno das questões essenciais ao nosso futuro colectivo. Simplesmente, porque não o somos. E contra isso ...

Chegados aqui poderemos perguntar-nos, todos nós que vivemos em Vendas Novas, o que pode ser feito para alterar o rumo dos acontecimentos? Bem, apesar do muito que já foi feito, e de algumas iniciativas já agendadas, a continuar assim, "não vamos a lado nenhum". E porquê? Porque a população já começou a interiorizar que não o vamos conseguir. Esse é um sinal que está patente em cada vez mais pessoas. Eu diria que já é uma reacção do dia-a-dia, prestes a generalizar-se. Ora, há que saber ler esses sinais, parar para analisar a actual conjuntura e redefinir estratégias. Os responsáveis políticos que não o fizerem, não estarão, a meu ver, a fazer tudo o que podem por Vendas Novas. Quando digo "responsáveis políticos", refiro-me a todos os que, de alguma forma, têm responsabilidades nos partidos políticos locais e nos diversos orgãos do município. Especialmente estes últimos, porque lhes está imputada a responsabilidade de representarem os interesses das populações e do concelho.

O que deve então ser feito? Em minha opinião, é urgente começar por despolitizar esta questão em termos locais. Isso, deveria ter sido feito logo a partir do primeiro dia. E não foi. Deste modo, em minha opinião não se deverá persistir no erro que tem sido a abordagem deste problema com enorme falta de união, por parte de alguns desses mesmos responsáveis. Há que saber criar condições para se utilizarem as sinergias políticas que derivam de se falar e de se apresentar em uníssono. O que deve ser feito em todas as reuniões, encontros, audiências e demais iniciativas em que seja importante mostrar aos responsáveis pela política de saúde que Vendas Novas está unida em torno desta questão. Para isso, há que ter a coragem de pôr verdadeiramente de lado os interesses partidários. Que não é, de modo algum, o que tem sido feito até agora.

Neste momento crucial, Vendas Novas precisa de quem faça tudo isto. De quem não se deixe ultrapassar pelas circunstâncias ou pela conjuntura. De quem não ponha eventuais interesses partidários à frente dos da comunidade. De quem tome as rédeas deste processo e não se enrede nas teias da politica local, manifestamente desajustadas dos interesses da população, no que a esta matéria diz respeito. De quem pare para pensar, para reequacionar procedimentos e redefinir estratégias. De quem consiga complementar o institucionalmente correcto com o verdadeiramente importante. Que é, apenas e tão só, gostar de Vendas Novas.

Em tudo isto, muito está ainda por fazer. Digo eu.


06.Março.2007
João Fialho

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sábado, 3 de março de 2007

Iniciativa de um grupo de jovens de Vendas Novas

Amig@s,

Os jovens de Vendas Novas, unidos na causa da instalação de um SUB no nosso Concelho, irão realizar um protesto ao longo dos próximos dias, para que a sua voz seja ouvida.

Recorrendo às novas tecnologias que, nos dias de hoje, constituem a base da comunicação das várias instituições, vamos sobrecarregar o endereço electrónico do Ministério da Saúde, com a seguinte mensagem:


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Assunto: Vendas Novas precisa de um SUB!

Os vendasnovenses vêm por este meio associar-se a todas as diligências levadas a cabo pelas instituições do Concelho, no sentido de fazer executar as decisões do primeiro relatório da Comissão Técnica para a Requalificação das Urgências.

Vendas Novas, pelas suas especificidades económicas, geográficas e sociais, tem todas as condições para ver instalado um SUB no seu Centro de Saúde.

Esperamos que as nossas pretensões sejam atendidas.

Os vendasnovenses.

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Apelamos à adesão de todos os vendasnovenses a este protesto. Para o fazerem, basta copiar o texto acima, e enviar um e-mail com o mesmo assunto o maior número de vezes possível para o endereço:

gms@ms.gov.pt

Se receberem mensagens de retorno a notificar o atraso do e-mail, por sobrecarga do destinatário, significa que estamos a atingir o nosso objectivo. Assim poderemos ver o nome de Vendas Novas durante vários dias no endereço de e-mail do Ministério.

A partir desta noite, 2 de Março, começaremos a enviar os e-mails e prolangaremos este protesto pelo fim-de-semana dentro.

Caso seja necessário, durante a semana voltaremos a enviar o e-mail.

Diz NÃO com Urgência! - por Vendas Novas
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Nota do Administrador:
O texto acima foi-me enviado por uma jovem de Vendas Novas. À qual agradeço a possibilidade de esta iniciativa ser divulgada no "Atribulações Locais". Pela minha parte, vou enviar este email ao longo dos próximos dias. Irei também dar conhecimento desta iniciativa a todos os meus contactos de email.

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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 23

Realizou-se esta tarde e princípio da noite, na EN4 em Vendas Novas, a Marcha Lenta de Automóveis proposta pelo "Movimento de Cidadãos". Esta foi a segunda iniciativa que partiu daquele movimento, depois da Vigília junto ao Centro de Saúde.

Julgo não faltar à verdade ao dizer que ambas as iniciativas apareceram em bom momento, e conseguiram capitalizar o descontentamento da população em relação à proposta de encerramento do nosso Serviço de Urgências. Tanto quanto me apercebo, o Movimento tem vindo a prestar um bom serviço à comunidade. Está, por isso, de parabéns.

Segundo os números avançados, a Marcha Lenta de hoje terá reunido largas centenas de veículos, os quais desfilaram entre o Parque Industrial de Vendas Novas e Bombel, nos dois sentidos. Como consequência, verificou-se o já esperado engarrafamento no trânsito, que terá durado cerca de 2 horas.

As forças de segurança tiveram um papel fundamental no decurso desta iniciativa, o que foi complementado pelo exemplar comportamento dos restantes intervenientes. Tanto quanto me apercebi, não se verificou o mínimo problema no decurso desta iniciativa. Isso é óptimo.

Estiveram presente vários orgãos de comunicação social. Pude verificar a comparência das TV´s e de pelo menos uma rádio de âmbito nacional, a par da nossa Rádio Granada, que efectuou diversos apontamentos em directo ao longo da tarde. Com tal mediatismo, terá ganho em visibilidade esta causa comum a todos os vendasnovenses.

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Fecho das Urgências de Vendas Novas - 22

Aspecto da "Marcha Lenta"; Vendas Novas - 22.Fevº.2007

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Fecho das Urgências de Vendas Novas - 21

Fotos da "Marcha Lenta", realizada hoje na EN4 em Vendas Novas





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Fecho das Urgências de Vendas Novas - 20

Fotos da "Marcha Lenta", realizada hoje na EN4 em Vendas Novas


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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Fecho das urgências de Vendas Novas - 16

A SAÚDE EM VENDAS NOVAS – DO NASCIMENTO DO POVOADO AOS PRIMEIROS ANOS DO SÉCULO XX.

Na aldeia de há cem anos não existia um simples posto de socorros… e muito menos – como se corre o risco, um século depois, de acontecer na cidade – atendimento de urgência a doentes e sinistrados.

Na altura em que a extinção das urgências nocturnas no Centro de Saúde da nossa cidade, com todos os inconvenientes (que podem ser graves) daí resultantes, se coloca aos Vendasnovenses, julgámos oportuno recordar, o que terá sido a saúde em Vendas Novas, das origens do povoado aos primeiros anos do século XX…



Mezinhas, sangrias, endireitas e muita “fé em Deus”, terão sido os cuidados de saúde ao dispor dos poucos habitantes do povoado nascente.

Há perto de 500 anos, quando do nascimento do povoado, como seriam, os cuidados de saúde?...

Certamente existia um barbeiro, que também praticava “sangrias”, tratamento que, nesse tempo, se utilizava para tudo ou quase tudo… a aplicação de cataplasmas e as mezinhas eram de conhecimento popular…

Haveria, talvez, uma parteira, mulher experiente que assistia à população feminina do lugar…

Em ferimentos e amputações (cauterizadas com pez a ferver) eram entendidos os ferradores. Os “endireitas” tratavam maleitas dos ossos e coluna…A “espinhela caída” era mal frequente.

Mas havia, nesses tempos, um grande remédio para todos os males, a “fé em Deus”, sempre o grande e último recurso…Hoje, para os crentes, continua a ser muito importante…

Existiam também os “virtuosos”, com as suas misteriosas rezas, benzeduras e outras “artes”. Eles também tratavam de “males de amor” e “mau olhado”…se os conhecimentos das suas actividades chegava à santa Inquisição, arriscavam a morte na fogueira…

Não sabemos se as epidemias, as “pestes” que atingiam o país com frequência, terão passado pelas Vendas Novas…Nessas alturas era precisa muita fé, muita penitência…E isolamento para os atingidos e seus próximos…

Na construção do “Palácio das Passagens” foram numerosos os doentes e acidentados.

No ano de 1728, o rei D. João V decidiu construir nas Vendas Novas um palácio, seus anexos e uma capela, para alojar à ida e à volta da fronteira do Caia, as comitivas reais que aí procederam à chamada “troca das princesas”. Esse grande edifício ficou depois conhecido como o “Palácio das Passagens” (actual sede da E.P.A.).

A construção do palácio exigiu um elevado número de trabalhadores. A população do povoado quase decuplicou durante os nove meses da obra.

Esses mais de 2.000 trabalhadores e as numerosas pessoas que vieram no seu encalço, na mira do negócio e do lucro fácil, ficaram instalados, sem condições mínimas de higiene. O mesmo sucedeu aos muitos animais necessários à obra…

As doenças, acidentes de trabalho e rixas eram frequentes. Um destacamento de cavalaria vigiava os caminhos e a obra, mas não conseguia controlar tudo. Serviços de saúde, com alguma organização, parece não terem existido…

Tudo isto causou não poucas mortes e muitos feridos e acidentados…

Os que necessitavam de cuidados de saúde eram tratados com os incipientes meios e recursos da época…”A ajuda de Deus” sempre considerada mais importante que o socorro dos homens…

Alguns médicos (físicos), cirurgiões, devem ter prestado os seus cuidados à enorme aglomeração de pessoal, que trouxe para o povoado “a grande obra”…

Falta de higiene, promiscuidade, más instalações, doenças venéreas (resultantes da prostituição florescente) foram as causas de muitos males. A tudo assistiam, incrédulos e desagradados, os poucos habitantes do lugar, sem o desejarem também envolvidos em toda essa situação…

O “Palácio das Passagens” serve de hospital durante as Invasões francesas.

Em 1808, quando da primeira invasão francesa, deram-se alguns combates em Montemor 8ª vila foi saqueada) e no caminho de Évora em que as forças invasoras venceram as milícias.

No regresso das tropas francesas à capital, utilizaram por breves dias o “Palácio das Passagens” como hospital para recuperação dos seus feridos…

A “febre amarela” leva novamente à utilização do palácio como hospital.

Quando da construção da linha de caminho de ferro do sul, em 1856, já próximo de Vendas Novas, declarou-se entre os trabalhadores um foco de febre amarela.

Foi instalado então, no “Palácio das Passagens” um hospital de recurso, para instalar e tratar os trabalhadores atingidos pela epidemia.

A acção na aldeia dos “cirurgiões militares”.

Instalada no “Palácio das Passagens” a unidade militar que viria a ser a Escola Prática de Artilharia, os seus médicos (cirurgiões militares) e pessoal de enfermagem, por volta de 1860, começaram a prestar alguma assistência à população civil da aldeia. Isso contribuiu para melhorar um pouco, mas não o desejável, o nível de saúde dos Vendasnovenses. Precisava-se de médicos civis residentes em Vendas Novas

O “partido de cirurgía de Vendas Novas”

Por insistência da população, em 1874 foi criado pelo governo o “partido de cirurgía de Vendas Novas”. O médico residente auferia um vencimento de 200 mil réis, com a obrigação de visitar Cabrela e Lavre duas vezes por semana.

O “Montepio” dá ajuda na saúde aos seus associados.

Em 1881 Vendas Novas possuía já uma indústria (corticeira) e um comércio florescentes, com uma população em forte crescimento. Eram frequentes os acidentes de trabalho.

Dadas as grandes carências da aldeia na área da saúde, os artistas (dos ofícios) locais, fundaram em 1 de Dezembro de 1881, a “Associação de Socorros Mútuos Vendasnovense” (o “Montepio”), que assegurava alguns cuidados médicos e medicamentosos, mas apenas para os seus associados e familiares.

A primeira “botica” da aldeia.

Uma botica (farmácia) era outra das carências da aldeia. Por ela lutou a paróquia, mas só em 22 de Maio de 1882 se instalou em Vendas Novas o boticário (escolhido em concurso) José Alves Cristóvão, com o vencimento de 20 mil réis, pagos pela junta da paróquia, que lhe fornecia também habitação e botica…

Em 1893 o farmacêutico era Artur Álvaro Pereira de Sousa…

Mas havia dificuldades com os pagamentos e em 3 de Fevereiro de 1896 a Câmara (a de Montemor), por proposta do vereador Estêvão de Almeida (de Vendas Novas), pediu autorização ao governo para criar um lugar de farmacêutico en Vendas Novas, com o subsídio de 100 mil réis anuais…

Os “facultativos do partido médico” de Vendas Novas.

Em 1897 a Câmara de Montemor decidiu que o facultativo de Vendas Novas deixava de prestar serviço a Cabrela e, por isso, pretendeu reduzir-lhe a gratificação, que era de 140 mil réis. O facultativo, Dr Manuel Bairrão Ruivo, não aceitou.

A Câmara pôs então a concurso, em 8 de Fevereiro de 1897, o “partido médico de Vendas Novas”, depois de saber a quantia com que o Montepio local podia participar nos vencimentos do médico…

O Montepio assegurou ao facultativo 120 mil réis, pelo que a Câmara decidiu prover o lugar. Terá sido então nomeado o Dr. Leão Magno Azedo.

A “peste bobónica” leva à aquisição da primeira carroça de recolha de lixo que existiu em Vendas Novas.

Em Setembro de 1899 surgiu no Porto a “peste bobónica”. Receou-se que ela alastrasse a todo o país…

A Câmara de Montemor tomou algumas medidas preventivas. Entre elas, adquirir para Vendas Novas uma carroça para recolha de lixo, macas para a condução de doentes…e alguns caixões…

Vendas Novas foi assim dotada pela primeira vez de uma carroça, respectivo animal de tiro e servente de limpeza, para recolher o lixo das ruas, e alguns desinfectantes…e os tais caixões…

Os médicos municipais em Vendas Novas nos primeiros anos do século passado.

Em 21 de Dezembro de 1902, o médico municipal da aldeia, o Dr. Leão Magno Azedo, pediu a exoneração do cargo.

A Câmara pôs o lugar a concurso, vindo o mesmo a ser provido pelo Dr. Artur Aleixo Pais, um jovem recém-formado pela Escola Médico Cirúrgica do Porto, que acabara de se fixar em Vendas Novas para exercer clínica. O novo médico municipal tinha também o dever de se deslocar três vezes por semana a Cabrela.

No início do século XX, Vendas Novas tinha graves carências na área da saúde.

No início do século passado, Vendas Novas, com cerca de 6.000 habitantes, com indústria importante e comércio florescente, era povoação bastante atrasada, mesmo para a época, na área da saúde…

Eram poucos os médicos (dois, sendo um militar), não existia hospital, nem posto de socorros, e o pessoal de enfermagem classificado, para além do militar, era quase inexistente.

As parteiras, a “comadre Vitorina” e depois a sua filha a “comadre Júlia” (apenas com conhecimentos empíricos), auxiliavam os médicos por ocasião dos partos e iam acompanhando as pacientes.

Os doentes e acidentados mais graves, necessitando de atendimento de urgência, eram socorridos na Farmácia Fonseca (hoje Ribeiro) pelo médico, que por vezes estava longe, com outros doentes, e levava tempo a chegar ao caso urgente…entretanto o farmacêutico ia fazendo o que podia…

Na mesa de pedra do laboratório da Farmácia Fonseca executou o médico, com os poucos e rudimentares meios de que dispunha, numerosas intervenções cirúrgicas, algumas muito delicadas…mas tinha de actuar se queria tentar salvar a vida do paciente…

Mas era com frequência necessário evacuar pessoas em estado grave para hospitais próximos, em especial para Lisboa. O meio de transporte era o Caminho de Ferro.

Enquanto aguardavam a evacuação, os doentes e sinistrados eram instalados na cadeia da aldeia (quando esta não tinha presos). Aí ficavam à espera, em macas ou camas improvisadas, assistidas pelo médico e por alguns auxiliares, suportando todos a total falta de higiene na cadeia (apesar dos esforços do médico) e o terrível ataque dos parasitas que a habitavam, percevejos, piolhos, etc… chegado o comboio, lá seguiam os pacientes, quase sempre para a capital, onde com alguma sorte, chegariam ainda vivos para serem tratados com meios convenientes.

Era assim, em Vendas Novas, no início do século passado…daí para cá, obviamente, tudo mudou para muito melhor…temos esperança, para bem da população do concelho, que não venha agora a regredir…

Artur Aleixo Pais
12 de Fevereiro de 2007

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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 15

No seguimento de um comentário aqui colocado por um nosso leitor, deixo-vos algumas considerações sobre esta problemática do "Fecho das Urgências de Vendas Novas".


Nestas questões sensíveis e relevantes para toda a comunidade, como é o caso presente, deveremos remar todos para o mesmo lado. Isto é do senso-comum. Por essa razão, todos concordamos ser preferível relevar o que é feito pela positiva e chamar a atenção para quem se coloca de modo a fazer parte da solução. É, indubitavelmente, a melhor forma de encarar esta problemática. Pelo menos, é esta em que eu acredito que tem maiores probabilidades de sucesso.

Tenho visto esse tipo de abordagem em Vendas Novas. Por exemplo, por parte da autarquia. Bem como por parte do designado "Movimento de Cidadãos" que esta noite organizou a Vigília junto ao Centro de Saúde. Mas também tenho observado quem, a meu ver, não parece estar a privilegiar este tipo de abordagem. Já deixei aqui a minha opinião sobre isso. Mas esta é, como disse, a minha opinião. A qual, já percebi, está longe de ser consensual. Bem vistas as coisas, é normal e saudável que assim seja.
Também tenho observado que os partidos da oposição local privilegiaram abordagens algo diferentes. Em parte porque foram ultrapassados pelo rápido desenrolar dos acontecimentos, em parte porque não dispõem de uma logística (peço desculpa se estou errado neste aspecto) que lhes permita organizar em tempo útil uma resposta com suficiente eficácia e visibilidade junto das populações. Talvez por isso, ter-se-ão decidido, tanto quanto se sabe, por outro tipo de abordagens. As possíveis, julgo eu. Pelo que me apercebo, ambos estão a trabalhar á sua maneira para ajudar na resolução deste grave problema. Apercebi-me, no entanto, que em ambos os casos se colocaram á disposição (no caso do PSD, "exigiram") integrar as iniciativas a decidir pela autarquia com vista á resolução desta questão. Desconheço se esta disponibilidade já foi aproveitada. Espero que sim.

Perante esta dicotomia, qual deve ser o papel de um blogue local? A resposta só pode ser: focar atenções essencialmente em tudo o que pode ajudar esta causa comum. É isso que aqui tenho tentado fazer. Vai nesse sentido o relevo que no "Atribulações Locais" tem sido dado ao "Movimento de Cidadãos" e a todas as suas iniciativas. Bem como às resoluções da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal. E todas as outras de que venha a ter conhecimento.

Claro que em todo este processo, até agora, há coisas que não me parecem bem. Em relação a algumas delas, porque me pareceram erradas no sentido de não funcionarem a favor da união em torno desta causa, decidi deixar a minha opinião. Mas apenas na perspectiva que referi. Outras, que me deixam igualmente desgostoso, como por exemplo algumas que se passaram hoje mesmo na Vigília e que seria de todo preferível terem sido evitadas, acho preferível não lhes dar relevo aqui no blogue, pois isso poderia desviar atenções do que é mais importante e, eventualmente, até criar ou alimentar polémicas desnecessárias. (atenção, que não estou a criticar o "Movimento" que organizou a Vigília).

Questionava-se o leitor "meretíssimo", no seu comentário: "... se já desisti de apoiar a causa das urgências? Porque razão estará ele a deixar cair este assunto?". Pois, caro leitor, com o devido respeito, deixe-me dizer-lhe que está a colocar mal a sua questão. Na verdade, nem eu desisti de apoiar esta causa, nem quero acreditar que alguém em Vendas Novas o tenha feito. Esta é uma causa de todos, como é fácil de perceber. O que diferem são as formas de a encarar. A minha, está bem á vista.

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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 12

Antes do mais, amigos leitores, não levem a mal que vos lembre que o encerramento das Urgências em Vendas Novas não afecta só os outros. Afecta-o também a si e aos seus. Na verdade, afecta-nos a todos.

...na sua maneira de ver, o que deve ser feito para resolver esta questão?

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Dê-nos a sua opinião

Sobre esta questão do encerramento das Urgências em Vendas Novas, estamos numa fase em que é preciso encontrar caminhos, soluções, estratégias. Nada ganhamos em discutir quem tem mais ou menos culpa, pois assim não vamos a lado nenhum, nem é isso o que agora mais interessa.

Logo, penso que não vale a pena continuar por essa via. Seria um verdadeiro desperdício de energias. A realidade está aí, queiramos ou não. Proponho, por isso, que nos concentremos na solução e não no problema.

Claro que não é um blogue como o "Atribulações Locais" que vai resolver o problema. Apesar disso, sem querer de forma alguma ultrapassar quem está melhor colocado para o fazer, e com o devido respeito por todos os que estão a interessar-se por esta questão, julgo que podemos ajudar. E todas as ajudas são bem vindas, penso eu. Razão pela qual venho colocar aqui um desafio aos nossos amigos leitores, que é o seguinte:

  • Indiquem soluções, estratégias, medidas a tomar, enfim, tudo aquilo que em vossa opinião possa ajudar nesta causa comum, ou seja, que continue a existir em Vendas Novas um Serviço de Urgências no Centro de Saúde local".

Ao exprimir a sua opinião, lembre-se que tudo é possível levar a cabo, desde que dentro da lei. Todos temos o nosso direito à indignação e a lutar pelo que achamos justo. O que divergem são as formas de o fazer. Nestas coisas, todas as opiniões são importantes. Deixe-nos aqui o seu testemunho. Exprima a sua opinião. Diga o que acha mais importante e pensa que deveria ser feito. Quem sabe, estará a ajudar-se a si próprio. Da minha parte, desde já agradeço todas as contribuições.


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domingo, 11 de fevereiro de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 13



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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 10

Atendendo à gravidade das consequências para a população local ou seja, para todos nós, que pode constituir o encerramento definitivo das Urgências em Vendas Novas, decidi dar o meu contributo, dentro da minha disponibilidade, ao "Movimento de Cidadãos Independentes em Defesa das Urgências no Centro de Saúde de Vendas Novas".

Para tal, e por ter sido convidado por email pelos responsáveis desse movimento, decidi responder afirmativamente, em face do que penso ser uma eventualidade bastante negra e carregada de injustiça para Vendas Novas, que seria o encerramento daqueles serviços de saúde.

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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 8

Estou a ganhar a convicção de que este caso do "Encerramento das Urgências em Vendas Novas" se poderá transformar num futuro "case study" local. Os sinais estão cá. Felizmente, nuns casos; infelizmente, noutros.

Numa materia tão sensível como esta, em que estamos perante uma causa comum, é de esperar que a população se interesse e se empenhe numa solução favorável, que garanta a continuação do acesso a este tipo de serviços de saúde. Logo que se soube da "Proposta de Rede de Urgências" que conta do Relatório Final da Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências, as reacções foram as expectáveis. Tanto os responsáveis autárquicos como a oposição política local, reagiram prontamente à "inesperada proposta de encerramento das urgências". E na Sessão Extraordinária que teve lugar no dia 02.Fevº, a Câmara Municipal aprovou por unanimidade um documento em que manifesta a sua oposição ao encerramento dos Serviços de Urgência no Centro de Saúde local.

Por seu lado, a população local ou uma parte dela, reagiu com espanto e admiração à medida que se foram conhecendo os poucos contornos até agora tornados públicos. Também natural foi o aparecimento de uma inciativa no âmbito do exercício da cidadania, através da criação de um movimento de cidadãos em defesa da continuação destes serviços em Vendas Novas. Tudo normal, portanto.

Mas há, no entanto, alguns sinais de que nem tudo é tão simples. Desde logo porque, se é verdade que a autarquia parece estar a preparar a melhor forma de abordar esta questão aos seus diversos níveis, o que em si mesmo é positivo, não deixa de ser preocupante que o partido em que se apoia a maioria na autarquia tenha sido o primeiro e, até agora felizmente o único, a distribuir um comunicado em que aborda esta matéria privilegiando o confronto e a divisão. Não sei aferir, nem isso me interessa, se aquele comunicado aproveitou a alguma estratégia partidária local. Mas sei que, do ponto de vista de quem não está interessado em políticas partidárias, aquela iniciativa não podia ter vindo em pior altura. Ao contrário do que aconteceu com um documento similar dado a conhecer pela JCP de Vendas Novas, que me pareceu bem mais equilibrado na abordagem ao assunto em referência. O meu desejo é que estas questões partidárias não se sobreponham ao que verdadeiramente interessa e todos desejamos.

Igualmente relevante é o facto de ter aparecido uma iniciativa da "sociedade civil", neste caso um movimento de cidadãos em defesa da manutenção das urgências em Vendas Novas. Pode ser, sem dúvida, um factor de união junto da população que usualmente tende a identificar-se com movimentos que têm a sua origem na própria comunidade. Sou um forte apoiante destas iniciativas que, por princípio, lutam desinteressadamente pelo bem comum.

Acontece que, partindo este movimento de iniciativas pessoais de quem não estará directamente relacionado com organizações partidárias (??!!), é natural que o mesmo sofra de algumas insuficiências que, a meu ver, seria conveniente ultrapassar. De entre as quais a mais importante será o facto de, até agora, não se conhecer quem está na origem deste movimento. Ou seja, não compreendo a razão para o aparente anonimato de quem se empenhou nesta organização. No meu caso pessoal, isso faz toda a diferença. O que não invalida que apoie a iniciativa e ajude na sua divulgação, dada a importância do que está em causa.

O que me leva à afirmação inicial: os sinais existem, uns pela positiva, outros nem tanto. Oxalá que, no fim, tenha valido a pena tudo o que de positivo se fizer. Bem vistas as coisas, pela positiva vale sempre a pena ...

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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 6

Recebemos por email o texto que segue, para conhecimento e divulgação, enviado pelo designado "Movimento de Cidadãos Independentes em Defesa do Serviço de Urgências no Centro de Saúde de Vendas Novas". Agradeço a oportunidade dada ao "Atribulações Locais" para ajudar nesta divulgação. Este blogue está absolutamente disponível para ajudar em tudo o que possa contribuir a favor de uma solução favorável nesta matéria, que todos desejamos.

"No seguimento da reunião ontem realizada, o Movimento de Cidadãos independentes em Defesa do Serviço de Urgências no Centro de Saúde de Vendas Novas informa toda a população da seguinte acção de protesto:

V I G I L I A
junto ao Centro de Saúde
Terça-feira (dia 13)
Inicio às 18h

É fundamental passarmos a palavra aos nossos amigos e familiares! Irão ser distribuidos panfletos e pequenos cartazes desta acção, pelo que apelamos à mobilização de toda a população de Vendas Novas e populações limitrofes para estarem presentes e mostrarem o nosso desagrado pela intenção de encerramento do Serviço de Urgências no nosso concelho! "

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