segunda-feira, 16 de abril de 2007

O Gabinete do Utente

Certamente que a grande maioria dos nossos leitores já ouviu falar do Gabinete do Utente. O site do Portal da Saúde descreve-o como “um instrumento de gestão dos serviços e um meio de defesa dos utentes destinado a receber as sugestões e reclamações dos utentes dos serviços de saúde”.

Esta declaração de princípios deveria bastar para deixar tranquilos os utentes do SNS, ficando estes a coberto de qualquer assomo de prepotência ou ilicitude por parte dos profissionais de saúde. A minha experiência pessoal aconselha-me alguma prudência na avaliação deste “instrumento de gestão”. Lá que ele existe é inegável, tal como o livro de reclamações. A conjugação dos dois é que nem sempre resulta a contento do fim para que foram criados.

O efeito prático do Gabinete do Utente depende da subjectividade de nele marcar presença o factor humano, por vezes permissível a algum tipo de pressões e facilidades. É o que previsivelmente acontece quando há uma boa amizade entre o responsável do Gabinete e o profissional de saúde visado, que com ele convive diariamente. Nestas circunstâncias, naturalmente que a avaliação e o tratamento dado às exposições apresentadas pelos legítimos reclamantes, perdem impacto e coerência.

O que fazer então na presença desta evidência? Recorrer à justiça dos tribunais não está financeiramente ao alcance de todos; a hierarquia dos serviços de saúde, nestes casos, aparentemente também não funciona, já que todas as exposições são reencaminhadas para o Gabinete do Utente se pronunciar. Conclusão: o resultado prático destas reclamações é fatalmente o arquivamento dos processos. Pouco importa a gravidade dos actos praticados e os danos morais, físicos, e financeiros, causados a quem não tem outras formas de se defender.

Manuel Filipe Quintas

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domingo, 15 de abril de 2007

Artistas de Vendas Novas: Olga Duarte

Sem título

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25ª Volta ao Alentejo em Bicicleta, à passagem por Vendas Novas

Volta ao Alentejo em Bicicleta, à passagem em Vendas Novas, no dia 15 de Abril de 2007

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25ª Volta ao Alentejo em Bicicleta, à passagem por Vendas Novas

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sábado, 14 de abril de 2007

Código de conduta para blogues?


Que a informática veio revolucionar o nosso quotidiano, só uns poucos ainda não o assumem como verdadeiro. E que a Internet veio trazer novas formas de relacionamento entre pessoas, empresas e instituições, na verdade só alguns distraídos ainda não se deram conta.

A blogosfera, por seu lado, é um fenómeno particular e muito mais recente. Depois de uma fase caracterizada por um crescimento exponencial, está agora a chegar a uma outra fase - o amadurecimento.


Vai nesse sentido uma notícia hoje publicada no Diário de Notícias: "Pioneiros propõem código de conduta para blogues", composto por sete regras e que está a provocar grande discussão nos EUA. Na prática, o que se pretende é implementar na blogosfera as condições que ajudem a acabar com as "ofensas e comentários abusivos".
As propostas, que podem ser lidas mais detalhadamente aqui, são as seguintes:
  1. Assumir responsabilidade pelo que se escreve mas também por comentários inseridos no blogue;
  2. Não permitir comentários inaceitáveis - difamações, violações do direito de autor, ameaças, assédios;
  3. Não aceitar comentários anónimos. No limite, aceitar pseudónimos. A pessoa deve enviar email;
  4. Ignorar ataques, inibindo-se o blogger de fazer qualquer comentário ou contra-ataque;
  5. Antes de se fazer uma denúncia ou censura, deve o blogger tentar falar em privado com a pessoa;
  6. Defender uma pessoa que esteja a ser injustamente atacada com comentários inaceitáveis;
  7. Não escrever "online" o que não seria capaz de dizer á pessoa cara-a-cara.

Estas não são propostas pacíficas. Há mesmo quem defenda o seu contrário, pelo menos em relação a algumas das "regras" aqui expostas. No entanto, parece-me que está bem certo um dos promotores desta ideia, ao defender que "Não há qualquer razão para tolerarmos conversas na blogosfera que não tolerávamos na nossa sala de jantar".

Pela minha parte, devo dizer que, no geral, estou de acordo com estas propostas. Além disso, a conduta que tem sido seguida no "Atribulações Locais" não só tem seguido este modelo como tem, em alguns casos, ido mais além na exigência ao nível do tipo de comentários deixados por alguns visitantes e na pedagogia que aqui tem sido levada a cabo em certas ocasiões. Tudo isto, está bom de ver, também em abono da credibilidade deste blogue como espaço que privilegia o respeito pelos outros no debate de ideias e acontecimentos referentes a Vendas Novas.

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sexta-feira, 13 de abril de 2007

O meu aplauso ...

... a quem, finalmente e após vários meses de indecisão ou desconhecimento, decidiu mandar pintar estes bancos do Jardim Público de Vendas Novas.

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Largo e Igreja de Stº António





As obras seguem dentro de momentos...

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quinta-feira, 12 de abril de 2007

A última etapa (2)


Na primeira abordagem ao tema, evidenciei suficientes motivos de preocupação com a insegurança e a desprotecção a que está votada boa parte desta faixa etária que percorre a última etapa da sua vida.

Sem pretender generalizar a questão, é evidente que há um claro fechar de olhos, um adormecimento colectivo da nossa população activa, perante os direitos e a dignidade que é devida àqueles que já entraram na fase descendente da vida e nela percorrem a sua última etapa.

Nesta sociedade apressada e competitiva, não há espaço nem tempo para complacências ou hesitações. Há que estabelecer prioridades, e dentro destas, os idosos ficam quase sempre para o fim. A solidão, as carências afectivas, a falta de saúde, as dificuldades financeiras, são apenas pequenos dramas, próprios deste sector, que vão passando um pouco ao lado das nossas preocupações. Desde que não seja connosco… suportamos e esquecemos de imediato.

Já ouvimos falar de idosos que só comem uma refeição diária, outros que não têm dinheiro para medicamentos, sabemos de pensões de valor abaixo dos 180,00 euros… enfim, sabemos de algumas coisas incómodas/inconvenientes, mas suportamos. Segundo nos dizem, há razões fortes que as justificam: é a economia que não arranca, o Governo que tem metas a cumprir, há o deficit, os sacrifícios que nos pedem/exigem, etc. etc.

Está tudo tão enraizado na nossa mentalidade tolerante/condescendente que já não estranhamos, nem protestamos. Ouvir dizer que há direitos consignados na Lei que defendem os idosos/doentes/sem recursos, contra as arbitrariedades e o autoritarismo, é pura especulação. Na prática, e até prova em contrário, não há ninguém com poder de intervenção/decisão, que na hora da verdade se coloque do lado deste grupo mais desfavorecido. Constato-o e lamento-o.

Manuel Filipe Quintas

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quarta-feira, 11 de abril de 2007

Divulgação

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Divulgação

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A política local na Internet


O PSD de Vendas Novas decidiu criar uma página na Net, a exemplo do que já acontecia com a JSD de Vendas Novas. Fiquei a sabê-lo ontem, através de um email que me foi enviado por um dos eleitos do PSD local, que muito agradeço. A meu ver, o desenvolvimento e o amadurecimento da política local poderá perfeitamente passar também pela utilização destes meios de divulgação. Julgo que todos teremos a ganhar com este tipo de iniciativas.

Na "Mensagem do Presidente" incluída no próprio site do PSD local, e em que constam como palavras de ordem "Informar, Inovar e Investir", podemos ler a certo ponto:

"Esta página procurará ser o corolário do trabalho desenvolvido pelo PSD de Vendas Novas em prol dos Vendasnovenses, sendo que as novas tecnologias assumem-se como o meio de comunicação mais eficaz na Sociedade de Informação em que vivemos. Faço votos para que este espaço esteja à altura das suas exigências. "

O "Atribulações Locais" poderá dar idêntico relevo a outros eventuais sites, blogues ou foruns online de que tenha conhecimento, dos restantes partidos políticos locais.

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terça-feira, 10 de abril de 2007

ABRAÇADO POR ERVAS E FLORES

















Admiro as ervas e as flores

Que à minha volta vegetam

Que com suavidade me penetram

De inebriantes e suaves odores

oooooOooooo

E fico pendente das suas cores

Variegadas, que me deliciam, encantam,

Divinas deusas que me assaltam

Carinhosas a conceder-me seus amores

oooooOooooo

E sinto-me por elas abraçado

Quando à sua beira passo enlevado

Noto que me olham com meiguice

oooooOooooo

E fico cativo no seu encantamento

Em êxtase, em deslumbramento,

Como se o paraíso se me abrisse

««««»»»»

João M. Grazina (Jodro)





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2º Encontro de Blogues em Alvito


No ano passado, estive em Alvito, no 1º Encontro de Blogues, juntamente com umas dezenas de entusiastas e apoiantes destas andanças. Também já me inscrevi nesta 2ª edição do evento. Se mantiver o nível do ano passado, e tudo leva a crer que sim, por certo valerá a pena uma viagem até à bem representada, interessante e organizada Vila de Alvito.



Para quem estiver interessado, as inscrições são aqui.

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Dossier "Eleições em Vendas Novas" - 2

Eleições para a Assembleia de Freguesia de Vendas Novas

Estamos novamente à beira de eleições autárquicas. Mais propriamente, de eleições intercalares para a Assembleia de Freguesia de Vendas Novas. Será de esperar que os resultados finais sejam idênticos aos que até aqui se têm verificado? Esta é uma pergunta fácil mas de resposta difícil. Sabemos, no entanto, que até agora e em todas as eleições autárquicas para a nossa Assembleia de Freguesia, com excepção da última (em 2005), uma das forças políticas concorrentes obteve sempre a maioria absoluta.

Na verdade, em 2005 a CDU não conseguiu essa maioria absoluta por uma diferença de apenas 3 (três) votos. Dito de outra forma, com apenas mais 3 votos na CDU teria sido evitada toda aquela problemática em torno da constituição da “Junta de Freguesia”, que acabou por demonstrar a fraqueza da nossa democracia local. Essa pequena diferença dá-nos uma excelente percepção da importância que pode ter o voto de cada um dos eleitores. Ora, se assim é, então porque persiste uma tão grande abstenção em eleições autárquicas em Vendas Novas? Tentarei abordar aqui esse tema em futuros textos.

Nessas eleições de 2005 para a Assembleia de Freguesia de Vendas Novas, a CDU obteve 2581 votos (6 eleitos), o PS 1845 (5) e o PSD 1098 (2). A distribuição dos respectivos eleitos, feita de acordo com o Método de Hondt, é como a seguir se indica:

Com recurso ao mapa acima, podemos concluir que se a CDU tivesse conseguido 2584 votos (+3), teria retirado o 13º eleito ao PS e, em consequência, obteria a maioria absoluta. Apenas 3 votos fizeram toda a diferença.


Eleições para a Câmara Municipal de Vendas Novas

E em relação às eleições para a Câmara Municipal, o que tem acontecido neste particular? Ao longo dos últimos 30 anos já se realizaram 9 eleições para as autarquias locais no nosso concelho. Em todas elas, sem excepção, a CDU (APU/FEPU/CDU) obteve a maioria absoluta. No entanto, a dimensão desse resultado tem-se alterado entre eleições, por vezes de forma significativa.


O gráfico acima pretende representar os votos que a CDU obteve em cada eleição, acima do mínimo que precisaria para a maioria absoluta, considerando apenas as eleições realizadas para a Câmara Municipal de Vendas Novas, entre a 1ª eleição pós-25Abril (em 1976) e a última (em 2005). Para efeitos desta análise, chamar-lhe-ei “votos neutros”, na medida em que a sua eventual não-existência não teria, na prática, alterado a constituição do órgão Câmara Municipal.

Como se pode constatar, essa diferença varia entre um mínimo de 168 (nas eleições de 2005) e 1184 (no acto eleitoral de 1989). De notar que o valor mínimo foi conseguido exactamente nestas últimas eleições autárquicas.

Nas eleições de 1982, que foi o 2º acto eleitoral em que a CDU ficou mais próxima do seu mínimo para atingir a maioria absoluta, mas ainda assim com uma margem consideravelmente satisfatória, acabou por obter o seu 3º melhor resultado de sempre em valores absolutos (3692). A oposição, no seu conjunto (PS + AD) obteve o seu melhor resultado de sempre até agora em Vendas Novas, também em valores absolutos (1203 + 2109 = 3312), relativamente próximo do conseguido em 2005 (2042 do PS + 1116 do PSD = 3158).

Em 2005, a perda de “votos neutros” por parte da CDU deveu-se essencialmente à variação negativa na sua votação global e menos à evolução das votações verificadas nos partidos da oposição. De facto, em 2005 a CDU conseguiu menos 350 votos que nas eleições anteriores (-10,8%) e menos 1287 votos (-30,8%) que o seu melhor resultado em eleições autárquicas locais para a Câmara Municipal, o que aconteceu no ano de 1985.

Por último, será de salientar que nas eleições autárquicas de 2005, a CDU obteve o seu mais baixo resultado de sempre em Vendas Novas, mas ainda assim largamente suficiente para manter a sua maioria absoluta em número de eleitos na Câmara Municipal.

Poderemos considerar que estes resultados indiciam algumas tendências? Tentaremos perceber isso mesmo em futuros textos sobre esse tema, aqui no “Atribulações Locais”.

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segunda-feira, 9 de abril de 2007

Aeromodelismo Indoor em Vendas Novas


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domingo, 8 de abril de 2007

Artistas de Vendas Novas: Olga Duarte


"sem título"
óleo sobre tela

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sábado, 7 de abril de 2007

A imprensa local no "Atribulações Locais"

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sexta-feira, 6 de abril de 2007

A última etapa !

Quando se fala em Direitos, Liberdades e Garantias, a Constituição da República Portuguesa é, segundo se diz, uma das mais avançadas da Europa. Em teoria, claro. A vivência do dia-a-dia mostra-nos uma realidade amarga, bem diferente da que consta nos anais da nossa bem amada Lei Fundamental.

O cidadão comum, quando atinge a maturidade da meia-idade, aspira à tranquilidade e à segurança de um emprego estável, com alguma margem de progressão e de realização profissional. As preocupações centram-se então, na educação dos filhos, e no apoio e atenção, que por essa altura, já necessitam os seus progenitores.

A terceira idade é, por ironia e despropósito do Criador, a etapa mais difícil da nossa vida. Talvez a intenção seja a de não deixar saudades, muito menos, vontade de cá voltar.

Tudo seria bem melhor, se por esta altura não fossem subvertidos alguns dos principais direitos consagrados na dita Lei. Desde logo o acesso à saúde, independentemente das condições económicas e sociais de cada cidadão.
Vejamos este exemplo:

- Quando um idoso acumula problemas de saúde de vária ordem, e é obrigado a sair de sua casa, e da localidade onde reside, porque o seu médico de família o exclui, arbitrariamente, da sua lista de utentes, sem qualquer motivo plausível ou justificado;
- quando esse médico é a única alternativa de saúde na localidade;
- quando um idoso formaliza uma reclamação legítima, no livro apropriado, da conduta deste clínico;
- quando é apresentado um pedido de apoio generalizado a todas as instâncias do distrito, a quem cabe a protecção social e a defesa do utente na área da saúde;
- quando o eco que se ouve do outro lado é vago, impreciso, ou quase nulo… parece-me que a Constituição da República Portuguesa, e todos os mecanismos criados para a defesa do cidadão, na prática, não funcionam, tal como estão consagrados na lei.

Será que não é caso para nos inquietarmos seriamente, com a perspectiva de alguns de nós chegarmos à última etapa da vida e não pudermos, sequer, pedir uma simples declaração, da exclusiva competência do médico de família, por medo de represálias?
E o que acontece a quem reclama? Pois é, meus amigos, nem queiram saber! A vida, nesta derradeira etapa, é bem mais complicada do que parece e do que a nossa lei, benevolamente prevê.

Esta história não se passa na nossa cidade. Felizmente por cá, ainda existem alternativas, desde logo, mais do que um único médico de família para toda a população. Mas é verdadeira e desenrola-se geograficamente bem perto de nós.

Uma boa Páscoa para todos.

Manuel Filipe Quintas

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quinta-feira, 5 de abril de 2007

VENTO...HIBERNA !

Ó vento, porque fustigas
Sem dó as árvores indefesas!
Porque é que cruel as castigas
Tua sede de ódio nelas mitigas
Com tuas torpes e vis bravezas!
«««»»»
Porque lhes arrancas as roupas
Verdes, com que lindas se vestem!
Bem sei porque não as poupas
É porque tuas fúrias loucas
São ciúmes que em ti vertem!
«««»»»
Porque lhes arrancas os membros
Porque lhes arrancas a vida!
É que esses furiosos momentos
São os teus loucos tormentos
Por não teres vida definida!
«««»»»
Porque ajudas o fero fogo
A devorá-las sadicamente!
Ao incitá-lo a teu rogo
A massacrá-las sôfrego
P'ra te saciares , vulgo demente!
«««»»»
Acalma, sê só brisa moderada!
Beija as árvores de mansinho!
Afaga com leveza sua ramada
Rumorejando só e mais nada
Esquecendo teu ódio mesquinho!
«««»»»
Sopra como quando andas
No mar alto atrás do veleiro!
Em rajadas certas, brandas,
Inchas suas velas enfunando-as
Trazendo feliz o marinheiro!
«««»»»
Mas se só maldade assumes
Recolhe à tua negra caverna!
Abriga-te na tua manta de ciúmes
Espumando raiva e azedumes
Adormece, p'ra sempre hiberna!
oooOooo
João M. Grazina "Jodro"

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segunda-feira, 2 de abril de 2007

Artistas de Vendas Novas: Olga Duarte

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"Chafariz em Vendas Novas"
Óleo sobre tela

Olga Maria Vargas da Fonseca Duarte, nasce a 22 de Julho de 1959, em Vendas Novas.

É licenciada em Arquitectura Paisagista, pela Universidade de Évora e lecciona, na Escola Básica Integrada de Vendas Novas, a disciplina de Educação Visual ao 3º Ciclo.

Participou em várias exposições colectivas em Vendas Novas e outras localidades.

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