quinta-feira, 31 de maio de 2007

Convido-vos a participarem num novo espaço.

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Artistas de Vendas Novas: Olga Duarte

Artista: Olga Duarte
"Sem título"
Óleo sobre tela

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quarta-feira, 30 de maio de 2007

Deus Complacente Comigo

Muitas asneiras faço e digo
Mas Deus as vai compreendendo
E complacência comigo vai tendo
Lançando-me seu braço amigo
««»»
Procurando corrigir-me me afadigo
Mas o mal sempre o laço me estendendo
Vai de mim frutos colhendo
Ele é um poderoso inimigo
«»»
E lá vem sempre Deus paciente ajudar
Possivelmente com austero olhar
Corrigindo o que não sou capaz
««»»
E fico intranquilo sem fala
Porque a asneira me deprime, me abala,
E sinceramente, não me apraz
««»»

João M. Grazina (Jodro)

««»»

Eis-me a meditar: Li atentamente o comentário que a Georgina (que não tenho a felicidade de conhecer) teceu ao meu anterior poema "Na Natureza Manda Deus", mais concretamente às palavras que acrescentei ao mesmo (gosto mais de liberdades sentimentais do que de liberdades poéticas) , quanto à teoria sobre Deus, evasiva como é evidente e só pode ser isso pois que "Deus é um mistério indecifrável", mas vamos cognominá-lo de BEM, é aqui inspirado e na fé que Nele tenho que concebo, imagino a minha poesia fantasiando, mentindo piedosamente a incentivar as pessoas ao amor, puramente ao amor, sobre o conceito que fazes quanto à autonomia, também ele é algo evasivo, mas, sinceramente, fiquei a simpatizar com a Georgina, és frontal e simples (a simplicidade é cristalina) qualidades que abraço com orgulho e noto pela maneira de te expressares que és culta e sensata, uma raridade neste país de ... loucos! Ainda por aí vão aparecendo alguns ajuizados mas, infelizmente, não chega para equilibrar a balança, onde num prato a sensatez no outro a insensatez que fortemente o prato faz pender para o seu lado.

Juro que gostei do teu comentário, é magnífico saber que alguém me lê e mais ainda quando esse alguém é dotado de evidente cultura.

Com amizade poética
««»»

"Jodro"

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terça-feira, 29 de maio de 2007

A minha opinião sobre os candidatos à Junta de Freguesia de Vendas Novas

Estamos novamente à beira de eleições autárquicas. Mais propriamente, de eleições intercalares para a Assembleia de Freguesia de Vendas Novas, em relação às quais as 3 forças concorrentes já apresentaram os seus candidatos. A lista da CDU é encabeçada pelo Sr. Manuel Silva, a lista do PS é liderada pelo Sr. João Jeremias e a lista do PSD tem como primeiro candidato o Sr. Teotónio Pintor. São 3 personalidades diferentes, uns mais conhecidos que outros. Em minha opinião, não se pode dizer que todos partem para estas eleições com as mesmas expectativas. Claro que todos querem ganhar. Mas também saberão, talvez uns mais que outros, que é diferente o esforço necessário para alcançar esse objectivo.

O que poderemos dizer a propósito destas escolhas para candidatos a Presidente da Junta de Freguesia? Tentemos reflectir um pouco sobre isso, tendo em atenção que as impressões que seguem espelham, pura e simplesmente, apenas e tão só a minha opinião actual sobre cada um dos candidatos.


O

Sr. Manuel João da Silva, candidato pela CDU, é para mim um ilustre desconhecido. Creio nunca ter tido a oportunidade para falar com ele. O que sei sobre a sua personalidade é muito pouco e chegou-me de forma indirecta, quer através de um folheto entretanto distribuído pela CDU quer em resultado de conversas com alguns amigos que o conhecem um pouco melhor. Razões pelas quais, sobre ele, nada poderei dizer, uma vez que não me parece de forma alguma correcto falar sobre uma personalidade em relação à qual praticamente nada sei. Apesar disso, deve ser-lhe reconhecida a sua disponibilidade para se candidatar a este cargo público.


Q

uanto ao Sr. João Jeremias, candidato pelo PS, é uma pessoa que julgo conhecer um pouco melhor. Sobre ele, o que se me oferece dizer é que, em termos de qualidades pessoais e de capacidade de trabalho, apresenta condições para ser um bom Presidente da Junta de Freguesia. Sempre o conheci como sendo uma pessoa de uma correcção notável no que respeita ao confronto de opiniões.

Terá contra si, digo eu, o facto de apresentar um grau de notoriedade relativamente baixo em termos públicos. Ou seja, não é daquelas pessoas “conhecidas de todos”. No entanto, se lhe for dada a possibilidade de conseguir uma maior visibilidade pública, facilmente lhe será reconhecida uma grande empatia com os demais. Que o mesmo é dizer, é fácil as pessoas darem-se bem com ele e reconhecerem-lhe capacidades que, efectivamente, possui.

É também, a meu ver, uma daquelas pessoas em relação às quais é comum dizer-se que pode dar muito à comunidade em que se insere. Incluindo aqueles casos em que, no campo político, se torne necessário gerar consensos entre opiniões e posições divergentes.

Enquanto exerceu activamente a sua actividade desportiva predileta – a Esgrima, chegou a um nível muito elevado em termos de desempenho competitivo. Integrado num Clube de Esgrima que há anos existiu em Vendas Novas, participou em diversas competições internacionais e foi vencedor da Taça dos Campeões Europeus em Esgrima (julgo que era esta a designação), desporto em que efectuou estágio(s) de alguns meses em França, o que lhe permitiu chegar a Mestre de Armas.

A meu ver, o PS local foi muito feliz nesta escolha. Não sei se o Sr. João Jeremias conseguirá ou não ser um bom candidato, mas acredito que seria um bom Presidente da Junta de Freguesia.


J

á o Sr. Teotónio Pintor, candidato pelo PSD, é uma pessoa extremamente bem conhecida em Vendas Novas. Tem uma personalidade que o coloca como tendo condições para ser um bom candidato a Presidente da Junta de Freguesia. Ainda que, em determinadas circunstâncias, possa ter dificuldade em exercer a chamada diplomacia de consensos, além de um bom candidato pode vir a ser um bom Presidente da Junta de Freguesia. Depende das condições e, especialmente, das pessoas que o acompanharem.

É um candidato que, para conseguir atingir os seus objectivos, precisará de um forte apoio, a vários níveis, por parte da estrutura partidária do PSD local. Dito de outra forma, a sua campanha precisará ser muito bem pensada, de maneira a que o reconhecimento das suas qualidades se sobreponha e se tornem em palavras-chave das mensagens a utilizar. Terá vantagens em levar a cabo uma campanha “diferente”, assente numa estratégia focada sobre “um homem de trabalho” que efectivamente todos lhe reconhecem ser. Ou seja, uma mensagem coerente.

Na verdade, o Sr. Teotónio Pintor é, reconhecidamente, uma pessoa de trabalho. E um vendasnovense extremamente dinâmico. Nos últimos anos, como Presidente da Casa do Povo de Vendas Novas, tem conseguido “pequenos/grandes milagres”. O último dos quais foi o Lar de Terceira Idade da Casa do Povo na Afeiteira. Por tudo isto, nas actuais (!) condições políticas e sociais em Vendas Novas, parece-me ser o candidato melhor colocado para obter ganhos eleitorais significativos. Razão pela qual o PSD local também terá sido feliz nesta escolha.


Em resumo, quanto ao candidato pela CDU, reconheço não estar em condições de saber se poderá ou não ser um bom Presidente da Junta de Freguesia. Já quanto aos outros candidatos, o Sr. João Jeremias pelo PS e o Sr. Teotónio Pintor pelo PSD, acredito que estamos perante duas personalidades com boas condições para exercerem de forma cabal o cargo a que se candidatam, em ambos os casos com possibilidades de obter ganhos de eficiência na gestão da Junta de Freguesia de Vendas Novas.

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domingo, 27 de maio de 2007

Parabéns Sporting!

SPORTING CLUBE DE PORTUGAL
Vencedor da Taça de Portugal 2007 e
2º classificado na "Superliga 2006-2007"

Sporting Clube de Portugal - Vencedor da Taça de Portugal 2007

"PARABÉNS ! SPOOOORTIIIIINNNNNG !"

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Feira do Livro Infantil em Vendas Novas

Clique na imagem para ver em tamanho maior

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Puzzles - 2

Já passou por aqui?

Por aqui ... decerto já terá passado!

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Na Natureza Manda Deus

Em vida nos formaram sem ter pedido
Foi a Natureza a decidir
A no ventre duma mãe nos esculpir
De quem passamos a ser filho querido
««»»
Naturalmente ficou definido
Foi a Natureza a definir
À mãe só caber amamentar e sorrir
E nosso destino ser por Deus decidido
««»»
Porque na Natureza manda Deus
Ela é naturalmente os passos seus
Que nossos tenta no bem encaminhar
««»»
E se nascemos é a sua vontade
Para que não finde a Humanidade
A criança, o homem a terra a lavrar
««»»

João M. Grazina (Jodro)


Poema onde imagino que Deus domina
a Natureza, mas é minha convicção que
dela perdeu o domínio? E cismo que errou
ao dar a autonomia ao Homem que daí se
aproveitando coligou-se com o mal
(O Diabo) e por aí enveredou desprezando
o caminho do bem que fora, por certo, a
esperança de Deus, que parece ausente de
tudo, talvez desiludido, e, moralmente,
tantos monstros humanos pela Terra à
solta!

E cito o poeta Augusto Gil:

Mas as crianças, Senhor,
Porque lhes dais tanta dor?
Porque padecem assim?

"Jodro"

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sábado, 26 de maio de 2007

Arriscando-me a fazer publicidade gratuita...



Video da RTP1 relativo ao Campo de Férias na Landeira(Nicolaus).

www.camposdeferias.com

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Fecho das Urgências de Vendas Novas - 36

"Sem comentários"


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sexta-feira, 25 de maio de 2007

Vá ao Teatro em Vendas Novas: hoje, às 21:30h

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Permitam-me uma sugestão: resolvam isto, sff !

Uma leitora atenta enviou-nos há dias uma sugestão muito simples. Não a coloquei no "Atribulações Locais" porque na altura outros assuntos importantes se discutiam em Vendas Novas. Faço-o hoje não porque, em si mesmo, seja um assunto de primeira ordem, mas sim porque estas situações são recorrentes em Vendas Novas. E, na verdade, os munícipes acabam por se ver algo incomodados quando as situações se arrastam sem solução à vista. Passo a citar:

"O senhor podia era pôr no blogue porque é que começaram faz para a semana dois meses estas obras na Avenida 25 Abril, na saída do estacionamento aqui da Escola Secundária, há 3 dias tem um buraco enorme mesmo por onde passamos com os carros; as obras parecem abandonadas há muito tempo e nós é que somos incomodados todos os dias com esta falta de arranjo que não se compreende".

Nota: este email já tem cerca de uma semana, pelo que o "buraco" já foi remendado. No entanto, é verdade, as obras ainda ontem à tarde pareciam "abandonadas" tal como escreveu a leitora. Essas mesmas obras foram iniciadas no 1º dia das férias escolares da Páscoa, faz hoje ou amanhã dois meses e continuam por terminar.

Perante isto, eu arriscava uma sugestão: "não deixem arrastar esta situação, que não abona a favor de ninguém e, como é fácil de ver, incomoda algumas pessoas que ali passam diariamente."

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quarta-feira, 23 de maio de 2007

Curiosidades à volta de Eleições Autárquicas em Vendas Novas


Olá, caros amigos leitores.

A propósito dos resultados das Eleições Autárquicas para a Câmara Municipal que já se realizaram em Vendas Novas em tempo de democracia, venho deixar-vos assunto para pensarem, se estiverem dispostos a ocuparem um pouco do vosso tempo. Sabiam que:

  • entre as eleições de 1985 e de 2005, a Abstenção "ganhou" mais de 2500 eleitores (isto é, "não-votantes")?
  • se considerarmos só a década de 80 (entre as eleições de 1982 e de 1989), a abstenção quase duplicou (+1559), o que correspondeu a um aumento de 98%?
  • nas eleições de 2001 abstiveram-se mais 2527 eleitores (+159%) do que tinha acontecido 2 décadas antes (em 1982)?
  • nas últimas 5 eleições, a abstenção foi sempre acima de 3000 eleitores inscritos? e nas últimas 3 eleições, foi sempre acima dos 3800 inscritos? e nas últimas duas, foi superior a 4000?
  • a Abstenção tem tido uma tendência de grande crescimento? foi de 18% no princípio dos anos 80 do século passado, 32% no início dos anos 90 e 41% no princípio deste século?
  • do aumento dos número de Eleitores Inscritos entre 1976 e 2005 (+1617) apenas 8% integraram o aumento do número de Votantes? e que os restantes 92% (+1487) foram aumentar a Abstenção?
O amigo leitor, ou leitora, acha tudo isto normal ou nem por isso? Em sua opinião, estamos a seguir a tendência geral do país, ou vê diferenças no caso de Vendas Novas? Julga que ainda pode piorar, ou antes pelo contrário? Pensa que está bem assim, ou algo poderá vir a ser mudado? Nesse caso, vê alguém (pessoas ou instituições) bem colocado(s) para incentivar uma mudança neste estado de coisas em Vendas Novas? Ou acha que não vale a pena preocuparmo-nos ... e é melhor deixar andar ... ?

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terça-feira, 22 de maio de 2007

Crónicas do Líbano (2)

Voltamos hoje a publicar uma contribuição muito especial. Trata-se da 2ª Crónica do amigo e conterrâneo vendasnovense Capitão Artur Caracho, oficial de Pessoal e Logística da Companhia de Engenharia do Exército Português, em serviço no Líbano desde Novembro de 2006, no âmbito de uma missão de paz e reconstrução de infraestruturas, que constitui o contributo que o Estado português disponibilizou para aquele país, a pedido da ONU.

Aqui no "Atribulações Locais" estamos mais uma vez sinceramente agradecidos por esta excelente colaboração.




Crónica do Líbano

Na sequência do convite que me foi formulado no início da minha missão no Líbano aqui volto mais uma vez para falar um pouco sobre a vida no Líbano.

Começo por falar da população. Maioritariamente xiita, na zona onde nos encontramos, é por norma bastante hospitaleira. Naturalmente há quem não aceite a presença da ONU no seu território. Felizmente connosco tudo tem corrido bem. Nós portugueses somos por natureza pessoas sociáveis, e facilmente nos integramos no meio que nos rodeia. É claro que somos uma fonte de negócio, e no Líbano tudo serve para fazer negócio. Junto à entrada do nosso aquartelamento diariamente estacionam alguns veículos contendo no seu interior quase tudo o que se possa vender. Claro que grande parte dessas coisas são falsificações.

Um dia um dos nossos militares perguntou a um desses vendedores se um determinado produto era original. A resposta foi “not original… it´s… normal”!!! Na localidade de Tiro, a cerca de 15 km do aquartelamento português, numa loja de roupa dita “de marca” alguém perguntou de umas calças eram originais. A resposta foi “no, but this factory is number one in falsification!!!” Como disse quase tudo se vende por estes lados. E não deixa de ser curioso ver como os indivíduos muçulmanos vendem bebidas alcoólicas…às escondidas!

A população, como já referi, é bastante simpática, e hospitaleira. É frequente ser-nos servido um chá ou um café quando entramos numa loja, ou outro tipo de estabelecimento comercial, sobretudo se formos cliente assíduos. Se estamos na rua e estivermos com “ar de perdidos” facilmente alguém se aproxima de nós e pergunta se precisamos de ajuda. Claro que há sempre quem olhe para nós um pouco de lado, mas isso é normal. Não deixamos de ser uma força militar no seu país…

Apesar disso é frequente as pessoas tratarem-nos por “my friend”, expressão que facilmente, e ao fim de pouco tempo de conversa, pode evoluir para “my brother” (leia-se “my bráda”). O Líbano é um país cheio de contradições. Num determinado local é possível encontrarmos um carro sem faróis, sem vidros, sem cor, mas a andar, e ao lado um jipe Hummer topo de gama. É possível ver uma mulher com as vestes negras Xiitas tradicionais, da cabeça aos pés, e ao mesmo tempo uma mulher de mini saia e de decote arrojado.

Por todo o lado se vêm bandeiras do Líbano e do Hezbollah lado a lado, ao mesmo tempo que encontramos militares do Exército libanês e indivíduos com camuflados do Hezbollah. O próprio país é muito diferente do Norte para o sul. No sul há uma grande pobreza, há um grande atraso no desenvolvimento a todos os níveis. À medida que vamos andando para Norte ficamos com a sensação de estarmos a entrar num país diferente. Beirute é uma cidade ao nível de qualquer cidade europeia. Diria mesmo que superior a muitas delas.


Nesta minha passagem pelo médio Oriente tive a oportunidade de conhecer a capital da Jordânia, Amman, e da Síria, Damasco. Beirute é sem qualquer dúvida a mais moderna, e a mais evoluída das três. É fantástico observar como foi possível reconstruir uma cidade que ficou completamente destruída durante a guerra civil. Claro que as marcas dessa guerra continuam visíveis, mas é necessário observar com atenção. E como é óbvio as marcas do conflito com Israel no Verão passado também estão ainda presentes, embora sejam muito reduzidas, uma vez que a cidade de Beirute foi pouco atingida.

Circular de carro no Líbano é uma aventura. Primeiro porque não há regras. A sinalização está para as estradas e ruas como as luzes estão para a árvore de Natal…é mesmo só para enfeitar! Os mapas não são mais do que meras orientações geográficas. Isto porque nas placas de sinalização os nomes estão escritos de uma maneira e nos mapas de outra. E pior do que isso é quando as placas estão escritas em árabe…nestas alturas atira-se a moeda ao ar e escolhe-se uma direcção! Uma placa curiosa está junto ao Quartel General da UNIFIL, na localidade de Naqoura (a 10 km do nosso aquartelamento e a 3 km da fronteira com Israel, junto ao mar), e que apontando na direcção da estrada que liga à fronteira indica…Palestina!!!.

De facto o estado de Israel não é reconhecido pela maioria dos libaneses. Estes sempre que se referem aos israelitas dizem que são os judeus, ou “os do outro lado”. As rivalidades entre os dois países são por demais evidentes. Recentemente foram colocados cartazes nas zonas fronteiriças, ou mesmo junto à fronteira, e sempre virados para Israel, com fotografias dos soldados raptados pelo Hezbollah, ou com imagens de veículos e aeronaves Israelitas abatidos pelas forças do Hezbollah, e com frases extremamente provocatórias. Por aqui se vê que a paz não será um objectivo fácil de alcançar por estes lados…



Mas é por essa paz que aqui estamos. O tempo voa, e já na próxima 6ª feira, dia 25 regressaremos a Portugal. Foram 6 meses que decorreram sem grandes sobressaltos, apesar do constante clima de alguma tensão. Deixámos uma boa imagem, a qual é demonstrada pela reacção da população local. E acima de tudo foi uma experiência muito gratificante. Nos próximos 6 meses Vendas Novas vai continuar a estar representada no Líbano, uma vez que um Oficial da nossa terra irá integrar o próximo contingente. A ele e a todos os outros boa sorte. Aos que leram os dois artigos que escrevi para o “Atribulações Locais” muito obrigado. Ao Sr. João Fialho, e ao Sr. Cor Talhinhas muito obrigado por esta oportunidade!

Clique aqui para ler o texto anterior, igualmente excelente e também da autoria do amigo Artur Caracho.

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segunda-feira, 21 de maio de 2007

A imprensa local no "Atribulações Locais"

Se puder, tente ler o Geração XXI. Pode ser que se surpreenda.


Só há pouco tempo tomei conhecimento da existência deste jornal, que já vai na sua 8ª edição. Trata-se de uma iniciativa de professores e alunos da Escola Secundária de Vendas Novas [link], que já tem 2 anos de existência e é distribuído apenas na própria escola.

Tive acesso às 2 últimas edições. A edição nº 7, de Fevereiro de 2007 e composta por 24 páginas em papel de tipo-revista, aborda temas relacionados com notícias sobre a comunidade escolar, inclui colunas de opinião sobre diversos temas de interesse geral, entrevistas, espaços culturais e passatempos. A edição nº 8, de Maio de 2007, dedica as suas 20 páginas a temas interessantes, e não apenas para a comunidade escolar, como sejam os da sexualidade, desporto, cidadania e crítica literária, entre vários outros que merecem uma atenção cuidada por parte dos seus leitores.

A seguir com atenção.

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domingo, 20 de maio de 2007

O Comboio de Antigamente

O comboio de antigamente
Era a lenha e a carvão
Tinha um apitar estridente
Que avisava toda a gente
Quando chegava à estação
««»»
Onde entrava ruidoso
Fazendo grande fumarada
A lembrar monstro fabuloso
Que tudo tragava furioso
Tal fera pré-histórica depravada
««»»
E logo que a partida acontecia
Apitava avisando que ia partir
Sem reparar na tristeza ou alegria
Que pelos rostos se repartia
Insensível ao chorar ou ao rir
««»»
Uns faziam adeus das janelas
Outros do cais onde ficavam a acenar
E o gigante abria ávido as goelas
E carvão ou lenha passavam por elas
Dando-lhes brutal força p'rá carga levar
««»»
E a sua grande chaminé da combustão
Expelia faíscas, cinzas e negro fumo,
Lembrando activo e temível vulcão
E ribombava como atroador trovão
Tomando lento o destinado rumo
««»»
No seu ventre bancos de tosca madeira
Ao conforto indiferente
Para os que viajavam em terceira
Melhor para os de segunda e primeira
Era o comboio de antigamente
««»»
João M. Grazina (Jodro)

Neste poema descrevo fielmente como vi
e senti os comboios do passado, foram da
minha juventude e não só, é uma informação
genuína que deixo aos novos.
««»»
"Jodro"

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Corrida da Cidade 2007, em Vendas Novas

Corrida da Cidade 2007 em Vendas Novas, à passagem no Jardim Público
"A prática do desporto em formato popular"

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sábado, 19 de maio de 2007

"Pensar Vendas Novas"

T

eve lugar esta manhã no Auditório Municipal de Vendas Novas, a "Apresentação da Proposta de Diagnóstico e Principais Linhas Estratégicas de Desenvolvimento do Concelho". Tratou-se da apresentação pública de um estudo, realizado por "Augusto Mateus & Associados - Sociedade de Consultores, Lda", a qual foi feita na totalidade pelo Prof. Augusto Mateus, perante uma assistência infelizmente tão reduzida que poderá muito bem ter sido a mais pequena para a qual este conhecido economista alguma vez se tenha dirigido em circunstâncias idênticas.

Fonte: "Augusto Mateus & Associados - Sociedade de Consultores, Lda

O estudo preliminar agora apresentado insere-se numa, a meu ver, oportuna decisão de proceder à revisão do Plano Estratégico de Desenvolvimento de Vendas Novas (PEDVN), o qual constitui, ou deveria constituir, um instrumento absolutamente essencial para delinear um determinado rumo ou desígnio para Vendas Novas. Espero, a bem do nosso futuro colectivo, que esta revisão venha possibilitar uma taxa de aproveitamento das propostas nele contidas bem superior ao que infelizmente aconteceu nos últimos anos, em relação ao actual PEDVN.

Torna-se fácil concordar com as intenções traçadas no âmbito desta revisão, bem assim como com a metodologia que me parece estar a ser utilizada, a par do ambicioso, mas decisivo, objectivo final que se pretenderá alcançar: “Vendas Novas 2020: Um território Atractivo para Viver, Trabalhar, Investir e Visitar”.

O diagnóstico hoje apresentado pareceu-me, à primeira leitura, muito consistente com a real situação de Vendas Novas nas diversas vertentes que se consideram relevantes neste tipo de estudos. Tal é o caso das caracterizações ao nível da localização geográfica e da sua relação com as várias envolventes de proximidade, mas também as relacionadas com as qualidades endógenas da cidade e do concelho. Em relação a estas últimas, sobressaem os aspectos que se referem à demografia e às qualificações/capacidades e a sua relação com o mercado de trabalho local. Bem como todos os elementos, devidamente realçados nesta apresentação, que respeitam à actividade económica do concelho.

As chamadas "Linhas de Orientação Estratégica para Vendas Novas" agora apresentadas corresponderão, em minha opinião, à parte mais inovadora deste estudo. E porquê? Por um lado, porque já ía sendo mais que tempo de se começar a "Pensar Vendas Novas". O que constitui um importante exercício que, até agora e desde há 30 anos a esta parte, a meu ver só a espaços foi levado a cabo. Oxalá se aproveite esta oportunidade para mudar nesse particular.
Mas especialmente, e por outro lado, porque as propostas apresentadas neste estudo, tal como já disse, se constituem como um factor de inovação em termos de orientação estratégica futura. E são-no a vários níveis:
  • ao nível do tipo de modelo de desenvolvimento da própria cidade;
  • no que respeita às variáveis que suportem a sustentabilidade desse modelo;
  • quanto aos eixos de desenvolvimento a privilegiar em Vendas Novas.
Este modelo de desenvolvimento agora proposto pelo Profº Augusto Mateus, com o qual em princípio todos estaremos de acordo, a bem do favorecimento de uma justificada ambição colectiva em relação ao que desejamos para Vendas Novas, parece-me ter implícitas determinadas condições. Uma, e talvez a mais urgente, é que se saibam aproveitar as possibilidades, já em vigor até 2013, de financiamento ao nível do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

Mas outras existirão, como seja, entre muitas que não abordarei neste texto por serem mais de carácter "eminentemente político", a de se definir, em tempo útil, que tipo de cidade queremos ter em Vendas Novas e se queremos ou não, verdadeiramente, cuidar da "saúde" da cidade ao nível das suas condições de funcionamento (Urbanismo, Trânsito, Saneamento, etc.), de forma a dar resposta ao objectivo da sua maior atractividade e melhor capacidade de retenção demográfica.


Fonte: "Augusto Mateus & Associados - Sociedade de Consultores, Lda

Sobre tudo isto gostaria, sinceramente, de atribuir o "benefício da dúvida" aos actuais decisores políticos locais. Veremos se, no futuro, terei condições para o fazer.

Em resumo, considero excelente e muito oportuna a decisão de encomendar este estudo o qual, à primeira vista, me parece poder abrir um conjunto de oportunidades, de caminhos e linhas de rumo que Vendas Novas fará bem em saber aproveitar.

Clique aqui para ler mais sobre "Vendas Novas 2020".

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sexta-feira, 18 de maio de 2007

Uma Feira a precisar de novos espaços?

Ontem à noite fui com a minha família à FILDA'07, aqui em Vendas Novas. E gostei do que vi.

Considero esta "Feira da Logística e Indústria do Alentejo" uma excelente ideia. Não só porque espelha o dinamismo dos agentes económicos do concelho, mas também por conseguir albergar e dar um bom destaque a uma enorme diversidade de actividades das mais diversas áreas que em Vendas Novas são exercidas por pequenos e médios empreendedores. A que se soma a óptima ideia de incluir muitos dos pequenos produtores, artesãos e artistas do concelho.

Esta é já a 3ª edição da "FILDA", que se tem realizado sempre no mesmo espaço. Essa começa a ser a sua primeira limitação - o reduzido espaço disponível. Nesta edição, a Feira estendeu-se e ocupa na totalidade o espaço do largo fronteiro à Igreja dos Salesianos. Incluindo o chamado Centro Sócio-Cultural. Neste local, aparentemente já não tem por onde se expandir.

Esperemos pelo fim desta edição para, eventualmente, falarmos um pouco mais sobre qual a relevância do papel desta Feira na perspectiva dos vendasnovenses, bem como de que forma a mesma contribuirá para a afirmação do concelho.


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