quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 15

No seguimento de um comentário aqui colocado por um nosso leitor, deixo-vos algumas considerações sobre esta problemática do "Fecho das Urgências de Vendas Novas".


Nestas questões sensíveis e relevantes para toda a comunidade, como é o caso presente, deveremos remar todos para o mesmo lado. Isto é do senso-comum. Por essa razão, todos concordamos ser preferível relevar o que é feito pela positiva e chamar a atenção para quem se coloca de modo a fazer parte da solução. É, indubitavelmente, a melhor forma de encarar esta problemática. Pelo menos, é esta em que eu acredito que tem maiores probabilidades de sucesso.

Tenho visto esse tipo de abordagem em Vendas Novas. Por exemplo, por parte da autarquia. Bem como por parte do designado "Movimento de Cidadãos" que esta noite organizou a Vigília junto ao Centro de Saúde. Mas também tenho observado quem, a meu ver, não parece estar a privilegiar este tipo de abordagem. Já deixei aqui a minha opinião sobre isso. Mas esta é, como disse, a minha opinião. A qual, já percebi, está longe de ser consensual. Bem vistas as coisas, é normal e saudável que assim seja.
Também tenho observado que os partidos da oposição local privilegiaram abordagens algo diferentes. Em parte porque foram ultrapassados pelo rápido desenrolar dos acontecimentos, em parte porque não dispõem de uma logística (peço desculpa se estou errado neste aspecto) que lhes permita organizar em tempo útil uma resposta com suficiente eficácia e visibilidade junto das populações. Talvez por isso, ter-se-ão decidido, tanto quanto se sabe, por outro tipo de abordagens. As possíveis, julgo eu. Pelo que me apercebo, ambos estão a trabalhar á sua maneira para ajudar na resolução deste grave problema. Apercebi-me, no entanto, que em ambos os casos se colocaram á disposição (no caso do PSD, "exigiram") integrar as iniciativas a decidir pela autarquia com vista á resolução desta questão. Desconheço se esta disponibilidade já foi aproveitada. Espero que sim.

Perante esta dicotomia, qual deve ser o papel de um blogue local? A resposta só pode ser: focar atenções essencialmente em tudo o que pode ajudar esta causa comum. É isso que aqui tenho tentado fazer. Vai nesse sentido o relevo que no "Atribulações Locais" tem sido dado ao "Movimento de Cidadãos" e a todas as suas iniciativas. Bem como às resoluções da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal. E todas as outras de que venha a ter conhecimento.

Claro que em todo este processo, até agora, há coisas que não me parecem bem. Em relação a algumas delas, porque me pareceram erradas no sentido de não funcionarem a favor da união em torno desta causa, decidi deixar a minha opinião. Mas apenas na perspectiva que referi. Outras, que me deixam igualmente desgostoso, como por exemplo algumas que se passaram hoje mesmo na Vigília e que seria de todo preferível terem sido evitadas, acho preferível não lhes dar relevo aqui no blogue, pois isso poderia desviar atenções do que é mais importante e, eventualmente, até criar ou alimentar polémicas desnecessárias. (atenção, que não estou a criticar o "Movimento" que organizou a Vigília).

Questionava-se o leitor "meretíssimo", no seu comentário: "... se já desisti de apoiar a causa das urgências? Porque razão estará ele a deixar cair este assunto?". Pois, caro leitor, com o devido respeito, deixe-me dizer-lhe que está a colocar mal a sua questão. Na verdade, nem eu desisti de apoiar esta causa, nem quero acreditar que alguém em Vendas Novas o tenha feito. Esta é uma causa de todos, como é fácil de perceber. O que diferem são as formas de a encarar. A minha, está bem á vista.

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terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Artistas de Vendas Novas: Lina Fonseca


"Sem título"
Óleo sobre tela

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Estágios profissionais em Vendas Novas ...

No seguimento do Despacho nº 404/2007, do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, prevê-se que algumas Câmaras Municipais promovam estágios profissionais, nos quais muitos vendasnovenses poderão estar interessados.

Estes estágios estão relacionados com o Programa Estágios Profissionais na Administração Local (PEPAL), sendo que algumas Câmaras já começaram a abrir os respectivos concursos.

Por consulta ao site da Câmara Municipal de Vendas Novas, não consegui encontrar qualquer aviso sobre esta matéria, pelo que, em princípio, ainda não terá(?) aberto concurso neste sentido. Os interessados, como é natural, deverão contactar os serviços dos municípios em cujos estágios possam estar interessados.

Tive conhecimento deste facto através do blogue "Praça da República em Beja".

[clique aqui para ver a lista dos municípios]

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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

"Porquê? Para quê?"

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Fecho das Urgências de Vendas Novas - 12

Antes do mais, amigos leitores, não levem a mal que vos lembre que o encerramento das Urgências em Vendas Novas não afecta só os outros. Afecta-o também a si e aos seus. Na verdade, afecta-nos a todos.

...na sua maneira de ver, o que deve ser feito para resolver esta questão?

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Dê-nos a sua opinião

Sobre esta questão do encerramento das Urgências em Vendas Novas, estamos numa fase em que é preciso encontrar caminhos, soluções, estratégias. Nada ganhamos em discutir quem tem mais ou menos culpa, pois assim não vamos a lado nenhum, nem é isso o que agora mais interessa.

Logo, penso que não vale a pena continuar por essa via. Seria um verdadeiro desperdício de energias. A realidade está aí, queiramos ou não. Proponho, por isso, que nos concentremos na solução e não no problema.

Claro que não é um blogue como o "Atribulações Locais" que vai resolver o problema. Apesar disso, sem querer de forma alguma ultrapassar quem está melhor colocado para o fazer, e com o devido respeito por todos os que estão a interessar-se por esta questão, julgo que podemos ajudar. E todas as ajudas são bem vindas, penso eu. Razão pela qual venho colocar aqui um desafio aos nossos amigos leitores, que é o seguinte:

  • Indiquem soluções, estratégias, medidas a tomar, enfim, tudo aquilo que em vossa opinião possa ajudar nesta causa comum, ou seja, que continue a existir em Vendas Novas um Serviço de Urgências no Centro de Saúde local".

Ao exprimir a sua opinião, lembre-se que tudo é possível levar a cabo, desde que dentro da lei. Todos temos o nosso direito à indignação e a lutar pelo que achamos justo. O que divergem são as formas de o fazer. Nestas coisas, todas as opiniões são importantes. Deixe-nos aqui o seu testemunho. Exprima a sua opinião. Diga o que acha mais importante e pensa que deveria ser feito. Quem sabe, estará a ajudar-se a si próprio. Da minha parte, desde já agradeço todas as contribuições.


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Fecho das Urgências de Vendas Novas - 14

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E agora ... um momento mais descontraído





Tem filhos pequenos? Então aceite a sugestão e leve-os ao cinema. Vá assistir a este filme: "A Teia da Carlota", uma delícia em forma de história infantil. Escolha a versão em português, também disponível.

Eles vão adorar. Já vocês, pais e mães, .... ... bem, o melhor é levarem uns lencinhos a mais. Isto, se forem como eu do género de se emocionarem facilmente.

É um filme de origem americana que tem por base um conto clássico, o qual trata de forma simples alguns conceitos como a confiança, a amizade e a lealdade.


Enfim, .... aproveite para descontrair e desanuviar do seu dia-a-dia. Lembre-se que a vida também é feita destas coisas.

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domingo, 11 de fevereiro de 2007

Referendo em 11.Fevereiro.2007

Resultados finais no concelho de Vendas Novas



Fonte: http://www.referendo.mj.pt/Concelho.do

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Fecho das Urgências de Vendas Novas - 13



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sábado, 10 de fevereiro de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 11

Esta problemática do encerramento das Urgências em Vendas Novas tem-me deixado pensativo. Há nesta questão coisas que não percebo. Demasiadas. E sinto pena. No essencial, sinto pena por viver num país em que acontecem tantas situações e decisões infelizes, injustas, não justificadas e ainda menos esclarecidas. Como aquela com que agora nos debatemos.


Para a actual classe dirigente, é fácil justificar o que se está a passar. Tudo serve. Desde as dificuldades financeiras, ao défice, à crise crónica em que nos arrastamos desde há mais de dois séculos, senão mais, com pequenos interregnos que acabaram por não durar muito. Somos um país em crise. Esse é o nosso estado natural. Desde há muito que assim é. E ao contrário de outros, ainda não soubemos encontrar o caminho para sair dessa lamentável situação, à qual já nos habituámos. A certa altura, nem de tal já nos apercebemos. Vão-nos contando histórias, em que nós precisamos urgentemente acreditar, e acreditamos. Há de tudo um pouco, mas só para falar nas mais recentes, foi a Teoria do Oásis, a Expo98, o Euro 2004, a sempre adiada retoma da economia, ... e o que mais se verá. E nós, acreditamos. Somos assim, dificilmente mudaremos. E os nossos políticos sabem disso.

E chega um dia em que nos dizem: "sim senhor, Vendas Novas, não é? (isso fica onde?, no Alentejo?), ah, pois! vocês têm aí uma terra interessante, com a população a crescer, bem localizada, etc, etc, mas vai-se a ver, não podem continuar com o serviço de urgências. Temos ali ao lado um vizinho que por isto e por aquilo merece mais que vocês. Portanto, aguentem e calem."

É nesta fase que começamos a pensar. Coisa a que, bem vistas as coisas, estamos por cá muito pouco habituados. Bem, passada uma primeira fase de estupefacção, damos connosco a pensar (cá está, de vez em quando somos mesmo obrigados): "que não! nem pensar! não pode ser! Então se nos tinham dito que iríamos continuar com os serviços de urgências, e até que os mesmos iriam ser melhorados, agora sem qualquer justificação plausível dizem-nos exactamente o contrário? Não! Não" e mais Não!"

E de repente todos se começam a mexer. Uns, por obrigação de funções, mais que os outros. Os outros, porque começam a ver o futuro menos risonho, mostram-se solidários e esperam que os primeiros se preocupem e resolvam a situação. "É para isso que eles lá estão, não é? Para resolver os nossos problemas?", diz o povo ... desta vez sem razão.

A meu ver, é exactamente nesta fase que estamos agora. Infelizmente. Alguns, aliás muitos de nós, ainda pensaram (ingenuamente, digo eu), que a população se iria levantar em peso contra esta injustiça e lutar pelos seus direitos. E que os nossos políticos locais iriam, pelo menos desta vez, congregar esforços, definir estratégias comuns e lutar a uma só voz no plano político, em favor da população. Que o mesmo é dizer, deles próprios e de todos nós. Desiludamo-nos, já se viu que isso dificilmente irá acontecer. Mais uma vez, infelizmente.

E a verdade é que, por mais que nos apeteça queixarmo-nos, não temos a quem. Pois os políticos locais somos nós e nós somos eles. Os políticos locais são a nossa extensão, são aquilo que nós somos como povo, como comunidade. São aquilo que nós somos (como comunidade, quero eu dizer). Logo, merecemos o que temos e temos o que merecemos. Mesmo que isso nos custe a assumir. E custa, custa até muito, porque já nos apercebemos da forma como os nossos representantes estão a encarar este problema.

Mas como costumamos dizer: "a esperança é a última a morrer". Não é que isso seja sempre verdade, mas neste caso acho que devemos tentar que esta máxima se aplique. E ter esperança, desde já, que os nossos responsáveis políticos locais consigam ultrapassar, suspender, por de lado (ou seja lá o que for) as suas divergências e se entendam, como ainda não fizeram nesta matéria, de modo a que toda a comunidade lute a uma só voz. Isso, a meu ver, poderia aumentar significativamente as probabilidades de êxito.

A esperança é sempre importante. E justifica-se na maior parte dos casos. No entanto, só por si, não chega. A esperança, noutros casos, vejo-a assim como uma espécie de anestesiante dos conformados, em que não resolve nada, mas vai aquecendo a alma. Tudo isto para dizer que só ter esperança, não chega. Se cada um achar que perder definitivamente o Serviço de Urgências na terra onde vive é suficientemente grave, preocupe-se, veja como pode ajudar e tente fazê-lo. Esta é a minha proposta.

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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 10

Atendendo à gravidade das consequências para a população local ou seja, para todos nós, que pode constituir o encerramento definitivo das Urgências em Vendas Novas, decidi dar o meu contributo, dentro da minha disponibilidade, ao "Movimento de Cidadãos Independentes em Defesa das Urgências no Centro de Saúde de Vendas Novas".

Para tal, e por ter sido convidado por email pelos responsáveis desse movimento, decidi responder afirmativamente, em face do que penso ser uma eventualidade bastante negra e carregada de injustiça para Vendas Novas, que seria o encerramento daqueles serviços de saúde.

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Fecho das Urgências de Vendas Novas - 9

F

ui assistir esta noite à Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal de Vendas Novas, que havia sido convocada para debater a questão do encerramento das urgências no Centro de Saúde Local. De acordo com as palavras do Sr. Presidente da Mesa, esta terá sido a Assembleia Municipal com maior participação da população, pelo menos nos últimos 28 anos. Na verdade, a sala do Centro Cultural Polivalente estava absolutamente cheia no início da sessão e assim se manteve durante bastante tempo, até muito perto do final.

O anseio da população ali presente seria, no essencial, o de manifestar ou ver manifestada oposição ao encerramento dos Serviços de Urgência no Centro de Saúde local. E a verdade é que a questão foi desde logo colocada nos exactos termos e num nível de gravidade tal, que se manifesta no facto de se prever o encerramento total do actual SAP, ao longo de todo o dia. Ou seja, o que está previsto não é o encerramento do Serviço de Urgências só durante a noite, mas durante todo o dia. Dito de outra forma, deixa de haver Serviço de Urgências/SAP/SUB em Vendas Novas. Esta é a gravidade da situação.

O que depois teve lugar foi, nem mais nem menos, que uma Sessão da Assembleia Municipal. Desiludam-se os que pensavam que todos se iriam manifestar unidos nesta causa comum que é a continuação destes serviços em Vendas Novas. No meio de manifestações de vontade em que os diversos oradores se foram mostrando solidários com o objectivo pretendido, as diversas bancadas, com especial destaque para o PCP/CDU, lá foram desfilando um rol de argumentação que pouco teve a ver com a união que se pretende em volta desta causa. Enfim, politicas!

Esta Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal só não se constituiu como uma oportunidade perdida, na medida em foi aprovada por unanimidade uma Moção apresentada pela respectiva Mesa, em que se definem os contornos do descontentamento que perpassa horizontalmente a comunidade local. Na prática, pouco mais se conseguiu de substancial. Não se definiram nem se propuseram medidas com probabilidade de resultados concretos. Não se definiram estratégias de abordagem à problemática em causa.Debateu-se, isso sim, o porquê da situação. Mas não como combatê-la. Uma das bancadas preocupou-se em demonstrar o que tem feito nesta última semana, entre reuniões e audiências e mais reuniões. Fica-lhe bem. Mas porque acontece assim? Vai cada um tentar por seu lado? É essa a estratégia? Parece-me sinceramente muito pouco para uma causa tão nobre.

Outra das bancadas preocupou-se em debater os fundamentos da política geral de saúde. E de apontar quem, em sua opinião, terá culpas desta situação. E ainda de capitalizar para si uma espécie de exclusividade do património do sentir das populações. Parece-me também uma abordagem muito pobre a toda esta questão. E que não nos leva no caminho certo.

No geral, esperava mais, muito mais, desta oportuna reunião magna da política local.

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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Artistas de Vendas Novas: Lina Fonseca

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"Douro"
Óleo sobre tela

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A imprensa local no "Atribulações Locais"

... ... já disponível ... ...














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Fecho das Urgências de Vendas Novas - 8

Estou a ganhar a convicção de que este caso do "Encerramento das Urgências em Vendas Novas" se poderá transformar num futuro "case study" local. Os sinais estão cá. Felizmente, nuns casos; infelizmente, noutros.

Numa materia tão sensível como esta, em que estamos perante uma causa comum, é de esperar que a população se interesse e se empenhe numa solução favorável, que garanta a continuação do acesso a este tipo de serviços de saúde. Logo que se soube da "Proposta de Rede de Urgências" que conta do Relatório Final da Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências, as reacções foram as expectáveis. Tanto os responsáveis autárquicos como a oposição política local, reagiram prontamente à "inesperada proposta de encerramento das urgências". E na Sessão Extraordinária que teve lugar no dia 02.Fevº, a Câmara Municipal aprovou por unanimidade um documento em que manifesta a sua oposição ao encerramento dos Serviços de Urgência no Centro de Saúde local.

Por seu lado, a população local ou uma parte dela, reagiu com espanto e admiração à medida que se foram conhecendo os poucos contornos até agora tornados públicos. Também natural foi o aparecimento de uma inciativa no âmbito do exercício da cidadania, através da criação de um movimento de cidadãos em defesa da continuação destes serviços em Vendas Novas. Tudo normal, portanto.

Mas há, no entanto, alguns sinais de que nem tudo é tão simples. Desde logo porque, se é verdade que a autarquia parece estar a preparar a melhor forma de abordar esta questão aos seus diversos níveis, o que em si mesmo é positivo, não deixa de ser preocupante que o partido em que se apoia a maioria na autarquia tenha sido o primeiro e, até agora felizmente o único, a distribuir um comunicado em que aborda esta matéria privilegiando o confronto e a divisão. Não sei aferir, nem isso me interessa, se aquele comunicado aproveitou a alguma estratégia partidária local. Mas sei que, do ponto de vista de quem não está interessado em políticas partidárias, aquela iniciativa não podia ter vindo em pior altura. Ao contrário do que aconteceu com um documento similar dado a conhecer pela JCP de Vendas Novas, que me pareceu bem mais equilibrado na abordagem ao assunto em referência. O meu desejo é que estas questões partidárias não se sobreponham ao que verdadeiramente interessa e todos desejamos.

Igualmente relevante é o facto de ter aparecido uma iniciativa da "sociedade civil", neste caso um movimento de cidadãos em defesa da manutenção das urgências em Vendas Novas. Pode ser, sem dúvida, um factor de união junto da população que usualmente tende a identificar-se com movimentos que têm a sua origem na própria comunidade. Sou um forte apoiante destas iniciativas que, por princípio, lutam desinteressadamente pelo bem comum.

Acontece que, partindo este movimento de iniciativas pessoais de quem não estará directamente relacionado com organizações partidárias (??!!), é natural que o mesmo sofra de algumas insuficiências que, a meu ver, seria conveniente ultrapassar. De entre as quais a mais importante será o facto de, até agora, não se conhecer quem está na origem deste movimento. Ou seja, não compreendo a razão para o aparente anonimato de quem se empenhou nesta organização. No meu caso pessoal, isso faz toda a diferença. O que não invalida que apoie a iniciativa e ajude na sua divulgação, dada a importância do que está em causa.

O que me leva à afirmação inicial: os sinais existem, uns pela positiva, outros nem tanto. Oxalá que, no fim, tenha valido a pena tudo o que de positivo se fizer. Bem vistas as coisas, pela positiva vale sempre a pena ...

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Fecho das Urgências de Vendas Novas - 7

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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Fecho das Urgências de Vendas Novas - 6

Recebemos por email o texto que segue, para conhecimento e divulgação, enviado pelo designado "Movimento de Cidadãos Independentes em Defesa do Serviço de Urgências no Centro de Saúde de Vendas Novas". Agradeço a oportunidade dada ao "Atribulações Locais" para ajudar nesta divulgação. Este blogue está absolutamente disponível para ajudar em tudo o que possa contribuir a favor de uma solução favorável nesta matéria, que todos desejamos.

"No seguimento da reunião ontem realizada, o Movimento de Cidadãos independentes em Defesa do Serviço de Urgências no Centro de Saúde de Vendas Novas informa toda a população da seguinte acção de protesto:

V I G I L I A
junto ao Centro de Saúde
Terça-feira (dia 13)
Inicio às 18h

É fundamental passarmos a palavra aos nossos amigos e familiares! Irão ser distribuidos panfletos e pequenos cartazes desta acção, pelo que apelamos à mobilização de toda a população de Vendas Novas e populações limitrofes para estarem presentes e mostrarem o nosso desagrado pela intenção de encerramento do Serviço de Urgências no nosso concelho! "

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Referendo no dia 11.Fevº


Referendo de 11.Fevereiro sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez.

Este é o Edital da Câmara Municipal de Vendas Novas, com a indicação dos locais e horários de funcionamento das assembleias ou secções de voto, discriminadas pelo nº de eleitor de quem nelas pode votar. (clique na imagem para ver maior)

Esta imagem vai ficar também na nossa barra lateral, até ao dia da votação.

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Fecho das Urgências de Vendas Novas - 5

Esta questão do "Encerramento das Urgências de Vendas Novas" tem mobilizado uma boa parte da comunidade vendasnovense, com especial destaque para os orgãos autárquicos. É também sabido que tanto o PS com o PSD locais estão empenhados em que seja encontrada uma solução que favoreça Vendas Novas e, tanto quanto se sabe, estarão a contribuir também de forma significativa para que isso aconteça. Temos, portanto, uma verdadeira "Causa comum", o que já não acontecia em Vendas Novas há muito tempo. Oxalá se consiga encontrar o melhor caminho para que toda esta situação se resolva a bem das populações.

Entretanto, deixo-vos um resumo com alguns dos comentários sobre esta matéria, aqui colocados pelos nossos leitores nos últimos dias:

"... esta situação, ..., não surpreende. É resultado de uma política de destruição dos serviços públicos e de empobrecimento dos territórios."

"Contra o encerramento de Serviços Públicos: Vendas Novas irá lutar e, estou certo, vencerá!"

"O relatório final em nada altera os criterios propostos no relatório proposto para apreciação pública em Setembro de 2006, logo alguma coisa mudou, alguma razao que a razao desconhece!"

"O bom senso e união entre a população deve imperar!"

"Na sequência da divulgação pública do relatório final da Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências, divulgado ontem à comunicação social, foi criado um movimento de cidadãos independentes em defesa do serviço de urgências no Centro de Saúde de Vendas Novas."

"O movimento de cidadãos recém-criado visa o desenvolvimento de um conjunto de acções para defesa da manutenção do serviço de urgência básica, com vista a defender os direitos aos cuidados primários de saúde da população vendasnovense, consagrados na constituição da república."

"A preocupação é comum a todos nós que aqui residimos e trabalhamos. Tudo me leva a crer que esta poderá ser a nossa maior derrota colectiva, com repercussões negativas inimagináveis."

"... depois a decisão está tomada e, haja os movimentos que houver parece-me irreversível a posição do Ministério da Saúde. Lutemos sim pela melhoria de meios, equipamentos e na formação do corpo Bombeiros que com esta decisão vão ser peças fundamentais no processo de urgência e nos cuidados primários."

"... se, desde que existe democracia neste pobre país, a classe politíca (toda ela!)primasse pela competência, pela defesa de interesses públicos, por pugnar pela melhoria das tarefas essênciais do Estado, não se tinha chegado a este estado!"

" Uma das primeiras acções será mobilizar a atenção dos Media para o nosso caso. É urgente trazer de novo as televisões e os jornais a Vendas Novas. A população terá de mostrar ao país, a uma só voz, o seu descontentamento por esta inesperada, controversa e regressiva decisão face às expectativas criadas que apontavam noutro sentido."

"Revoltados sim. Resignados não."

"Por ainda ser possivel é que temos de nos mobilizar e juntar esforços para diversas acções de luta que poderemos levar a cabo, porque se nos calamos estamos tramados"

" A Moção/Proposta apresentada pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas parece-me um documento bastante equilibrado e esclarecedor."

"... não tenho a menor dúvida que, globalmente, as classes economicamente mais desfavorecidas serão as grandes prejudicadas se o nosso serviço de urgências vier a encerrar."

"A hora é de união e não de guerrilhas internas em Vendas Novas. É preciso fazer sentir a indignação da população mediante tamanha injustiça."

" A luta que agora iremos travar deve centrar-se no essencial: a necessidade de garantir a continuidade do serviço."

" Considero que todos os populares de todos os quadrantes politicos e sociais se devem empenhar nesta luta! Deve haver uma mobilização da população de modo a termos visiblidade, no minimo que a população mostre a sua indignação como fazem outros concelhos fazem por esse pais fora, vamos mostrar que existe algum bairrismo em Vendas Novas!"

"o problema não é haver SAP aqui em Vendas Novas ou em Montemor, o problema é ambas as populações necessitarem desse serviço."

" Lamentavelmente não posso hoje deixar de manifestar publicamente a minha discordância ao ler o comunicado posto a circular pela Comissão Concelhia do PCP de Vendas Novas. Quando se pedia uma posição de FORÇA e de UNIÃO por parte de TODA a comunidade vendasnovense, eis que uma estrutura partidária vem apostar claramente no confronto e na divisão,..."

" ... Na reunião de Câmara de dia 2 de Fevereiro os veradores do PS tornaram pública a posição da estrutura local do partido, no sentido de colaborar com a Autarquia em todas as diligências que permitam ultrapassar esta situação."

"... O PS de Vendas Novas não parou desde 5º feira de se movimentar no sentido de tentar reverter esta situação."

" Chegou a hora dos Vendasnovenses mostrarem o seu bairrismo, lutarem pelos seus direitos, e porem de lado as politiquices, porque se as urgências fecharem a culpa é de todos nós."

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terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Artistas de Vendas Novas: Lina Fonseca

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"Aguarela"

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