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quarta-feira, 21 de março de 2007

21 de Março - Dia Mundial da Árvore




No âmbito da comemoração do Dia Mundial da Árvore, e Escola Prática de Artilharia em parceria com a Associação de Desenvolvimento Local, procedeu à plantação de 470 sobreiros no seu Polígono de tiro.

A plantação dos sobreiros foi executada em 30 e 31 de Janeiro e 1 de Fevereiro, e foi hoje, Dia Mundial da Árvore, simbolicamente concluída, com a plantação de 10 sobreiros pelas crianças das escolas primárias.

Esta iniciativa da E.P.A. é louvável por duas razões: reflorestação de uma área que por efeito dos fogos de artilharia foi desertificada de árvores de médio porte, e pela aula prática de silvicultura e lição de civismo e cidadania dada às crianças que colaboraram na iniciativa.

Estão de parabéns a E.P.A. e a A.D.L.

Mourato Talhinhas

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sábado, 17 de março de 2007

Uma deliberação que merece aplauso.

A Autarquia apoia em mais de 300.000 euros o “movimento associativo”.

Tomei conhecimento pelo “Notícias Municipais” dos apoios financeiros às Associações de Solidariedade Social, Colectividades Desportivas e Culturais.

Esta decisão, que apenas peca por tardia, é certamente muito bem vinda por todos aqueles que mantêm vivo o espírito associativo e que diariamente se debatem com os problemas financeiros das associações que dirigem.

Da minha experiência, sei quão penoso é passar a vida a estender a mão à caridade para manter as portas abertas e servir os cidadãos que das instituições precisam.

Fico feliz com esta medida autárquica, porque muito me bati por ela em longas horas de reunião com o actual presidente da Câmara, e seus antecessores.

Quanto aos montantes anuais a distribuir pelas Associações, não me cabe a mim opinar, deixo esse trabalho aos munícipes porque são eles os juízes da coisa pública.

Mourato Talhinhas

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terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Os Plátanos também se abatem


Começou em 21 de Fevereiro o abate dos Plátanos na Av. 25 de Abril.

Não fui apanhado de surpresa, pois dias antes, me tinha dirigido à Câmara Municipal e falado com o Sr. Vice Presidente, a quem apresentei a minha reclamação, não só pelos incómodos de ter durante vários meses o meu quintal permanentemente coberto de folhas mortas, mas ainda pelos danos causados pelas raízes nos esgotos, nos muros e pavimentos. (todos rachados).

Fui informado que brevemente iriam ser removidos todos os plátanos da Av. e colocadas palmeiras e outras árvores de ornamentação, e ainda se procederia ao melhoramento da iluminação pública ao longo da avenida.

Não fiquei esclarecido se os postes de betão que suportam o transporte aéreo dos cabos eléctricos também serão removidos e os cabos enterrados.

Salvo melhor opinião, proceder ao abate e substituição dos plátanos e não complementar estes trabalhos com a remoção do transporte aéreo da energia eléctrica, resolve parcialmente o problema.

Estou em crer que os meus receios serão infundados, e que a Srª. Arquitecta paisagista terá uma solução que nos vai deixar satisfeitos e orgulhosos da nossa Avenida 25 de Abril.

Mourato Talhinhas

MouTal

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terça-feira, 2 de janeiro de 2007

A minha visão sobre a evolução recente de Vendas Novas

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Vendas Novas evoluiu muito desde a criação do concelho, em 1962. A partir daí, passaram a existir melhores condições para o desenvolvimento económico local. Foi por essa altura que aqui se instalaram as primeiras fábricas de componentes para o sector automóvel, as quais trouxeram um extraordinário aumento da criação de riqueza e da oferta de trabalho no concelho.

A minha experiência pessoal em Vendas Novas dá-se apenas a partir de 1983. Desde aí, muito aconteceu. Nem todos os aspectos relevantes cabem num post como este, mas vale a pena realçar alguns. Vejamos.
  • A vila de então cresceu em tamanho e transformou-se em cidade, decorria o ano de 1993. Não senti que a passagem de Vendas Novas a cidade tivesse qualquer consequência prática no quotidiano das populações. Vejo esse facto mais como uma eventual questão de auto-estima. Não mais que isso.
  • Por outro lado, Vendas Novas consolidou o seu desenvolvimento através da implementação do Parque Industrial. Sem dúvida, uma das melhores iniciativas públicas locais nos últimos anos. Devo dizer que, na época, duvidei do êxito do modelo adoptado. Enganei-me. E ainda bem que me enganei. O êxito da iniciativa veio dotar a cidade de infra-estruturas que ajudaram em muito a aumentar a oferta local de trabalho, o valor acrescentado no concelho e o rendimento das famílias residentes. Isto aconteceu especialmente ao longo dos anos 90 do século passado, também em consequência do bom período de crescimento económico então verificado, de que Portugal e Vendas Novas necessariamente aproveitaram.
  • Esses factos, aliados à boa conjuntura económica, proporcionaram um aumento da capacidade de consumo, com evidentes consequências ao nível do comércio local. Foi um período de instalação de novas unidades de consumo, designadamente na restauração e no comércio a retalho. Isso também ajudou o bom desempenho do mercado de trabalho local.
  • Nas últimas quatro décadas, mas muito especialmente nos últimos 20 anos, o parque habitacional instalado aumentou de forma muito significativa, designadamente no que respeita à habitação própria, em interligação com o crescimento da população residente e a maior facilidade no acesso ao crédito à habitação, que se verificou na última década do século XX. Por esta via, o sector da construção civil ajudou ainda mais a dinamizar a economia local, em face da seu conhecida característica de locomotiva do conjunto da actividade económica.
  • Foram melhoradas ou acrescentadas as infraestruturas e os sistemas concelhios de saneamento, distribuição de água, iluminação e telefones, a exemplo do que aconteceu por todo o país.
  • Aumentou igualmente a oferta de infra-estruturas públicas de ensino, aspecto imprescindível para o desenvolvimento equilibrado de qualquer região. O mesmo aconteceu no desporto, que tem constituído outra forte aposta pública local. Neste particular, Vendas Novas soube aproveitar boa parte das ajudas disponíveis através dos diversos Fundos de Financiamento Nacionais e Comunitários. Isso foi, a meu ver, bastante positivo.
  • Em certa medida, manteve-se a oferta pública de saúde. Antes existia um Hospital, agora há um Centro de Saúde com Atendimento Permanente. Além disso, aumentou em muito a oferta local de cuidados de saúde privados. Hoje em dia, existem na cidade algumas “Clínicas” e diversos “Consultórios”, mantidos exclusivamente por privados. Muitos mais do que há 20 ou 30 anos. Desse ponto de vista, melhorou o acesso a serviços de saúde.
  • A oferta pública de serviços acompanhou, em parte, esta evolução. Em consequência, ao longo dos últimos anos os vendasnovenses passaram também a ter acesso a diversos equipamentos novos de âmbito cultural, desportivo e de lazer. São, naturalmente, aspectos positivos a ter em conta na evolução recente do concelho.
  • A rede viária local cresceu em dimensão, acompanhando o grande aumento do parque habitacional. Isso trouxe maiores facilidades nas deslocações internas. Com os consequentes problemas acrescidos no trânsito, em virtude do incrível aumento do parque automóvel local (mais de 3000 veículos no concelho), que acompanhou a tendência verificada no país.
Vendas Novas é, hoje em dia, uma cidade dinâmica que aparenta um razoável/bom desenvolvimento industrial e mantém um elevado potencial de crescimento aos mais diversos níveis. Mas claro que nem tudo são aspectos positivos. O que é natural. O tipo de evolução aqui verificada nas últimas décadas fez vir ao de cima alguns problemas. E acrescentou outros. Mas que são, muitos deles, problemas de crescimento. No entanto, alguns aspectos merecem, a meu ver, uma abordagem mais cuidada ao nível dos poderes decisórios locais, em abono do nível de competitividade do próprio concelho e da melhoria das capacidades e da qualidade de vida dos cidadãos residentes.

Não pretendo abordar hoje aqueles aspectos que considero menos conseguidos ou ainda mal resolvidos, no que concerne à evolução recente de Vendas Novas. Posso, no entanto, adiantar que me preocupa o facto de a cidade continuar, desde há longo tempo, sem um desígnio que obedeça a uma estratégia concertada e em que a comunidade se sinta envolvida. Tal como me preocupa a existência em Vendas Novas de uma acentuada divisão de contornos político-sociais, com evidentes consequências a vários níveis na comunidade local. Bem como a manifesta falta de dinamismo da chamada sociedade civil e a persistência de uma, a meu ver, excessiva dependência de poderes instituidos, no que respeita a uma franja significativa da nossa população.

Isto, e algo mais, ficará para outra ocasião. Vários outros aspectos que se observam no nosso concelho podem ser considerados positivos ou negativos, melhor ou pior resolvidos, consoante o ponto de vista pessoal e os pré-conceitos subjacentes a cada observador. Estes são alguns dos que tenho observado.

João Fialho
02/1/2007

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sábado, 9 de dezembro de 2006

Um problema de identidade e de auto-estima

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Tenho vindo a publicar, nos últimos dias, um conjunto de fotografias que atestam situações lamentáveis. Todas se referem ao Jardim Público de Vendas Novas e às suas imediações. A minha intenção inicial era publicar ainda mais algumas fotografias do mesmo género das que já conhecem, de modo a chamar a atenção para um conjunto de situações similares, todas elas também infelizmente lamentáveis. Decidi, no entanto, que não vale a pena. E se não vale a pena é apenas porque acredito que já todos perceberam o que se passa a este nível. Não se justifica, por isso, massacrar-vos ainda mais. Mas algumas coisas merecem ser ditas.

A primeira é, desde logo, que Vendas Novas tem vindo a ficar mais feia. O que resulta, em boa medida, destas atitudes praticadas por alguns que "sujam e conspurcam os locais públicos em desrespeito pelos outros cidadãos" (entre aspas, parte de um comentário aqui deixado por um leitor). Mas também nos apercebemos, tal como fui referindo nos textos anteriores, que estas situações não são de agora. Muitas delas já têm anos. Haverá, por certo, justificações sociológicas para que estas coisas aconteçam. Para o que não encontro justificação, pelo que me tenho apercebido, é nada fazer-se para combater este preocupante fenómeno.

Em segundo lugar, porque independentemente de tudo o resto, se torna desde já importante a "reposição da normalidade, apagando todas as marcas dos actos de vandalismo, a qual não é feita em devido tempo e, para além da péssima imagem, é um “convite” a que novos actos de vandalismo sejam cometidos" (idem). Sem dúvida que este leitor tem razão. Além do mais, antes mesmo de se traçar uma qualquer estratégia de combate ao fenómeno, importará, digamos assim, repor a normalidade. E porquê? Desde logo, para que os vendasnovenses não sejam obrigados a assistir a esta autêntica "ditadura grafyteana" a que são sujeitos diariamente. A qual, além de tudo o mais, deixa uma péssima imagem do que somos como comunidade.

Em terceiro lugar, também quero dizer que há outros maus exemplos que pouco têm a ver com grafyties, mas que em nada ajudam a tornar o espaço público melhor e mais apetecível aos cidadãos em geral. Referi esse facto em posts anteriores (há mais casos que não deixei agora patentes), porque considero extramente errado que maus exemplos sejam dados exactamente por quem deveria sentir responsabilidades acrescidas em evitá-los.

Por último, também quero deixar clara e pública a minha indignação em relação à aparente falta de resposta, um qualquer tipo de resposta, a estes atentados perpetrados em espaços públicos. Digo isto porque uma comunidade como a nossa, que não se preocupa suficientemente com estas e outras questões análogas que têm acontecido em Vendas Novas sofre, em minha opinião, de um grave problema de identidade e de auto-estima, ainda por resolver. Que todos sabemos que existe. Não temos é querido ou sabido encará-lo.

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sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Bebedouros artísticos em Vendas Novas


"Think global, act local" - 8























O Jardim Público de Vendas Novas tem vários bebedouros. Alguns desses bebedouros, sabe-se lá porquê, terão sido convidativos à prática dos actos de vandalismo que as fotos documentam. Este fenómeno do vandalismo sem objectivo ou razão aparente tem-se vindo a agudizar em Vendas Novas, como referi nos posts anteriores e já todos nos apercebemos. Começou em sítios praticamente inócuos, tais como paredes em decadência e em sítios pouco vistos, passou e ainda continua por alguns sinais de trânsito e tem vindo a notar-se cada vez mais noutros espaços públicos, tais como os muros das Escolas, o Jardim Público, a Biblioteca, e alguns outros sítios espalhados pela cidade. No caso dos bebedouros aqui retratados, estes grafitys já têm alguns anos. Tempo em demasia, acho eu ...

Em minha opinião, já vai sendo altura de os responsáveis locais delinearem uma estratégia de combate a este fenómeno!

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Vandalismo no Anfiteatro do Jardim Público

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."Think global, act local" - 7


















Estes são alguns dos vários exemplos de grafitys que existem, alguns desde há vários anos, no Anfiteatro ao Ar Livre do Jardim Público de Vendas Novas. Nesta altura do ano, este espaço é utilizado especialmente pelo "pessoal da 3ª idade", que ali se juntam para passar uma boa parte das suas tardes.

Ao longo dos anos, o Anfiteatro tem sido vandalizado por diversas vezes. Quase sempre através de pinturas feitas com recurso a tintas que dificilmente se conseguem limpar ou retirar definitivamente. Sei que em alguns dos casos os responsáveis camarários visitaram o local para se aperceberem da situação. Por algum motivo, a situação não foi resolvida. Segundo o que me foi dito, isso ter-se-á devido ao facto de ser necessária autorização dos autores do projecto, para que se modifique o tipo de revestimento/pintura daquela estrutura. Não sei se a razão será essa ou outra. A verdade é que tenho mesmo muita pena pena de ver aquele vandalismo ali patente, desde há demasiado tempo.

Seja como for, e independentemente das razões, algo vai mal quando uma edificação que é de todos, parte integrante dum jardim que é público, permanece vandalizada ao longo dos anos sem que nada ou quase nada se faça ou se possa fazer. É mais um dos casos em que não encontro justificação suficiente para que tal aconteça.

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quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Isto não é vandalismo..... é diferente.

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"Think global, act local" - 6






















A porta aqui retratada faz parte daqueles edifícios camarários anexos ao Jardim Público de Vendas Novas, mesmo em frente à Biblioteca Municipal. Está virada para a Rua S. Domingos Sávio.

Pelos vistos, na campanha para as últimas eleições presidenciais, alguém achou que aquele espaço seria um bom sítio para colar propaganda eleitoral. A estas pessoas, sejam elas quem forem, e seja de que partido for, que se acham no direito de conspurcar o espaço público com este tipo de atitudes, eu atrevo-me a dizer que lhes dava como castigo serem obrigadas a retirá-lo e deixar tudo como antes.

Mas como cada um, pelo que se vê pode proceder a estas colagens, e a outras ainda piores, sem receio de qualquer tipo de retaliação, nem sequer um pouco de reprovação social, então deixamo-nos todos nós ir nesta onda sem nos importarmos com as consequências. Acho que fazemos mal.

Como disse no início, isto não é vandalismo, é diferente. Mas não deixa de ser um muito mau exemplo. A evitar, se fazem favor.

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Simplesmente lamentável ....

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"Think global, act local" - 5
















Estas fotos foram tiradas no Jardim Público de Vendas Novas, na tarde de Domingo, dia 3 de Dezembro. Mostram o vandalismo a que têm sido sujeitos, ao longo dos anos, alguns dos espaços integrantes daquele jardim. No caso destas fotos em concreto, estão retratadas "pinturas" feitas junto às infra-estruturas anexas ao Ringue de Patinagem. Nelas, no entanto, não estão retratadas todas as obras de vandalismo ali existentes. Quem por lá passar, facilmente encontrará outros exemplares desta "infeliz arte".

As pinturas aqui mostradas, tanto quanto sei, foram feitas durante o dia, há relativamente pouco tempo. Alguém aproveitou a saída para almoço dos dois senhores que ali trabalham, para levar a cabo esta horrível tarefa. A excepção é o grafity que está mais acima, com letras pretas, que já existe naquele sítio ... eu diria que há mais de um ano.

Faço aqui um parêntesis para deixar clara a minha admiração pelo incansável trabalho feito pelos senhores "jardineiros" que diariamente trabalham no nosso Jardim Público. São, de facto, incansáveis a tentarem chegar a quase tudo o que precisa ser limpo e arrumado naquele enorme espaço ao seu cuidado.

Voltando ao tema principal, quero dizer que este fenómeno do vandalismo em Vendas Novas me parece ser deveras preocupante. E está a atingir níveis que mereceriam uma análise atenta por quem de direito. E, na minha humilde opinião, uma actuação mais consentânea com o que se espera das entidades responsáveis, sejam elas quais forem. No entanto, a julgar pelo que tenho visto até agora, mantenho sérias dúvidas de que tal esteja a acontecer .... e isso preocupa-me.

Já agora, espero que não me levem a mal a ousadia, aproveito este espaço para sugerir a quem tenha o poder de resolver a questão, que faça o favor de mandar pintar aqueles horríveis exemplos de vandalismo no espaço público. Pela minha parte, desde já agradeço. Sinceramente.

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quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Maus exemplos ....

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"Think global, act local" - 4


















Não podemos, nem devemos, colocar no mesmo plano quem pratica determinados actos de autêntico vandalismo e quem, por direito ou inerência de funções, deve contribuir para a sua prevenção ou minimização dos respetivos danos. O vândalos e a prática do vandalismo deverão, a meu ver, ser alvo de verdadeira crítica social. No mínimo. Já aqueles que se encontram momentaneamente no exercício de funções, às quais estão atribuidos determinados deveres em termos de prevenção ou resolução de problemas consequentes desse vandalismo, a essas pessoas deverá ser pedido que não se distraiam no exercício dos seus deveres e que coloquem estas questões na agenda dos problemas que preocupam a comunidade. Penso que a situação que hoje trago se pode enquadrar, pelo menos em parte, naquilo que disse.

As duas fotos aqui por cima, retratam um tipo de vandalismo que, infelizmente, se vai notando cada vez mais em Vendas Novas. São grafitys que alguém pintou numa das paredes laterais do "Centro Sócio-Cultural de Vendas Novas". Pela aparência, já estarão ali há muito tempo ... um dia destes a questão há-de ser resolvida com umas latas de tinta. Digo eu.

A fotografia mais acima trata de uma questão algo diferente. Há uns meses atrás, alguém organizou em Vendas Novas um "Festival Nacional de Folclore". Não sei quem ou que entidade terá sido responsável por essa organização, e nem isso me interessa particularmente. Mas já me interessará saber que, seja quem for o organizador, terá decidido que os pilares do Centro Sócio-Cultural de Vendas Novas, que é um espaço público que a todos pertence, seriam o sítio ideal para colar uns quantos cartazes. Ficou uma colagem perfeita; de tal maneira perfeita que, pelos vistos, desde há uns meses e até agora terá sido impossível retirar os vestígios desse e doutros cartazes similares que ali têm sido colados. E todos sabemos que, ao longo dos anos, muitos cartazes ali têm sido colados. Eu diria mesmo que aqueles pilares se tornaram, desde há muito, um sítio quase-rotineiro para colar cartazes. De todo o tipo de eventos. E depois, a consequência é como se pode ver ... um mau exemplo a seguir a outro, a seguir a outro, a seguir a outro, ... e por aí adiante ....

Ora acontece que, a meu ver, isso está mal. Muito mal, mesmo. Colar ali qualquer tipo de cartazes é o mesmo, em minha opinião, que colar esses mesmos cartazes em qualquer outro edifício público da cidade. Porque aquele também é um edifício público. É uma situação que não poderia estar mais errada. Quem colou aqueles cartazes ou quem organizou o evento deixando que ali os colassem, seja lá quem for, na minha maneira de ver deu um muito mau exemplo à comunidade. Que não é apenas mais um mau exemplo. É um mau exemplo repetido vezes sem conta, o que em minha opinião o torna algo preocupante. Não sei se há mais alguém preocupado com isto ....

Nos próximos dias, tenciono colocar aqui mais algumas destas situações, que continuo a não compreender.

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"Think global, act local" - 1

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Este e os posts seguintes com o mesmo título, fazem parte de um todo. Os eventuais comentários em relação a qualquer um deles deverão ser deixados aqui neste post.

No "Atribulações Locais" temos colocado imensas fotografias que retratam, a grande maioria delas, uma parte significativa do que de bom Vendas Novas nos pode mostrar. Na barra lateral do blogue estão colocadas cerca de 100 dessas fotografias, que vão aparecendo aleatoriamente em grupos de 3, de cada vez que o amigo leitor visita este espaço. Com o tempo, iremos aumentando essa oferta.

Mas um blogue de carácter local, como este, também serve para outras coisas. Serve, por exemplo, para chamar a atenção para aquilo que julgamos estar mal, para algumas situações lamentáveis, ou simplesmente para alertar quem tem o poder de resolver determinadas situações. É neste âmbito que o presente texto se pode inserir. É a isso que reportam as fotografias e os casos concretos que hoje vos trago.

Com estas chamadas de atenção, tenham presente que não pretendo fazer críticas pessoais. Isso não cabe na minha maneira de ser. Mas aproveito, isso sim, para criticar uma parte do estado de coisas a que chegámos e o aparente desinteresse por parte de quem tem o poder para prevenir ou resolver estes pequenos casos. Pretendo igualmente, em relação a algumas das situações descritas, dizer que em minha opinião falta aplicar a pedagogia do exemplo. Exactamente porque os maus exemplos têm esta característica de se reproduzirem de forma assustadora. E o somatório de muitos pequenos maus exemplos, não será propriamente algo de que nos possamos orgulhar.

Noutra perspectiva, quero referir que há alturas para nos preocuparmos com as grandes questões relevantes do passado, do presente e para o futuro da cidade e do concelho. Vamos tentar abordá-las, oxalá o consigamos, no próximo mês de Janeiro. Mas há igualmente alturas para olharmos os pormenores, as tais micro-causas, aquelas coisas cuja solução tarda em chegar e que se arrastam de tal maneira que passamos a vê-las e a catalogá-las como "sem interesse".

Ora acontece que, para a vida dos cidadão comum, há alturas em que o que importa mesmo é resolver o buraco no passeio da sua rua, a lâmpada do candeeiro público, o edifício ou estrutura pública em degradação, as raízes das árvores perto de sua casa, o caixote do lixo que não há ...., que são deveras importantes, ou não, tudo dependendo do ponto de vista por que sejam abordados.

As situações aqui retratadas preocupam-me a mim. Não sei se também a si, em particular, num ou noutro caso. A mim preocupam-me, não porque sejam extremamente importantes, mas sim porque acontecem em locais onde passo diariamente, porque as vejo também no quotidiano e me questiono, sem compreender, que eventuais razões estarão por detrás deste aparente desinteresse em solucionar estes pequenos problemas, que perduram e se arrastam no tempo sem solução à vista.

Convido-vos a todos e a cada um em particular, caros amigos e amigas leitores, a fazer o mesmo e enviar-nos para publicação aquelas pequenas coisas de que tem conhecimento e que teimam em não ser resolvidas. Serão aqui publicadas com todo o gosto. Nos próximos dias, pretendo trazer aqui outros casos similares.

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"Think global, act local" - 2

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Por definição, uma biblioteca é um espaço de cultura. No caso da Biblioteca Pública de Vendas Novas, são jovens muitos, talvez mesmo a maior parte, dos seus visitantes e habituais utilizadores. Isso é muito bom.

A nossa biblioteca está actualmente em obras, as quais já decorrem desde há alguns meses. Talvez as situações retratadas nestas fotos sejam finalmente resolvidas no âmbito dessas mesmas obras. No entanto, decidi colocá-las aqui, uma vez que por enquanto ainda presenciamos estes três casos. E por, além disso, já durarem há imenso tempo, sem resolução.

As pedras amontoadas na esquina da biblioteca estão por ali nem sei há quanto tempo .... a situação da fachada lateral terá a ver com infiltrações e estará, eventualmente, a ser tratada nas obras a decorrer. Agora o que eu não consigo compreender, talvez eu seja esquisito com estas coisas, sei lá, mas de facto não compreendo como se pode deixar permanecer um grafity como o aqui retratado, à entrada de uma biblioteca pública, desde há ...... talvez mais de um ano, não?

A mim, que sou particularmente avesso a maus exemplos, embora por vezes também erre como todos fazemos uma ou outra vez e como é apanágio do ser humano, não consigo de forma alguma perceber o que vai na cabeça de quem for responsável por estas coisas, que não sei quem é nem isso me interessa particularmente, mas por certo alguém será, não consigo descortinar, dizia eu, que razões haverá para se deixar tudo como está. Ou seja, uma entrada de uma biblioteca pública com um acto de vandalismo visível e permanente, sem que alguém decida de uma vez pegar numa lata de tinta e resolver a questão. Não me parece que esta falta de decisão seja uma boa decisão.

É que, além de tudo o mais, isto já dura há muiiiiito tempo. E não acredito que fosse preciso mais de um dia para que a questão se resolvesse. Digo eu, sei lá. Quer-me parecer, sinceramente, que alguém anda distraído. Eu só não percebo porquê. E gostava de perceber.

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"Think global, act local" - 3

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Quando o Jardim Público de Vendas Novas foi projectado e construído, no princípio dos anos 90 do século passado (foi inaugurado em 1993), os autores do projecto tiveram a feliz ideia de aproveitar a estrutura de rega então existente a qual, como tudo o mais, se encontrava em ruínas.

O novo sistema de rega, que apenas abrange a zona das laranjeiras e que funciona por gravidade, tal como em tempos era usual nas hortas de Vendas Novas, é composto por uma espécie de calhas (regos) principais, como as fotos nos mostram, que se ramificam para cada fila de árvores a regar. Como facilmente se depreende, trata-se de um tipo de sistema de rega milenar. Que alguns dos leitores terão conhecido e presenciado quando eram mais jovens, em algum lugar onde se praticava o readio, nomeadamente de árvores de fruto. E que, embora alguns possam não se aperceber à primeira vista, à sua escala utiliza princípios da Física deveras interessantes. Além de que deve ser, quase de certeza, um dos exemplos de utilização prática dos mais antigos existentes em Vendas Novas.

Ora acontece que este sistema de rega foi efectivamente utilizado aqui no Jardim Público e lembro-me de presenciar ao seu funcionamento. No entanto, segundo me lembro mas já não tenho bem a certeza, apenas terá sido usado no primeiro Verão após a inauguração do jardim, ou seja, no Verão de 1994. A partir daí, passou-se a usar a normal mangueira. E nunca mais foi utilizado, nem por uma única vez.

O resultado dessa falta de utilização está à vista. As calhas estão partidas em alguns sítios, as protecções de metal desapareceram quase todas, os tubos subterrâneos estão uns partidos e outros entupidos, etc., etc., etc.. Não tenho conhecimento de que alguém (!?) se tenha preocupado com este abandono deliberado. Que já dura há cerca de 12 anos, com as naturais consequências que seriam de esperar.

Pois bem, hoje trouxe aqui esta questão para mostrar o estado em que aquele sistema de rega se encontra. Pela minha parte, acho injustificável que este tipo de património público, que neste caso é manifestamente de âmbito cultural, seja deixado ao abandono. Tratando-se de um espaço público, que é de todos, não só acho mal que se tenha deixado de utilizar este sistema de rega, como me parece particularmente errado, por ser mais um mau exemplo, que não se trate da sua manutenção. Não encontro justificação suficiente para que tal aconteça. Acho mesmo lamentável este abandono e esta falta de manutenção. Não é, de certeza, um bom exemplo.

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