sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
Fecho das Urgências de Vendas Novas - 25
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18:08
Categorias: Comunicação Social, Política, Saúde
Site actualizado: "Confraria dos Amigos dos Anos Sessenta"
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Fecho das Urgências de Vendas Novas - 24
Aconselho vivamente esta leitura. (clique em "Continuar a ler...")
Avanços e recuos incompreensíveis
O que se passou entre Vendas Novas e Montemor-o-Novo é exemplo de incompreensão e falta de tacto na condução de reformas.
O nosso país há muito que espera por reformas profundas que de forma definitiva e inequívoca o façam caminhar no caminho do desenvolvimento. Temos assistido nos últimos tempos a vários passos dados nesse sentido. Administração Pública, Economia, Justiça, Ensino e Saúde, têm sido alguns dos sectores onde se tem caminhado, não obstante a celeridade e os resultados não se apresentarem ainda em linha com o que todos os portugueses esperavam.
A promoção de reformas mal explicada aos agentes implicados nesse movimento, implica geralmente uma atitude de dúvida, revolta e rejeição. Se aos motivos anteriormente referidos juntarmos a perca de alguns benefícios sociais que regra geral acompanham estes processos, veremos que ainda mais sensível se torna a comunicação destas alterações estruturais. Uma comunicação clara e transparente, quantificando as vantagens e a necessidade da reforma que se quer introduzir, é de facto a chave do sucesso. É factor crítico nestes processos, que os portugueses acreditem na boa fé de quem induz as reformas e que este alguém tenha a capacidade para falar verdade, para se fazer entender e para incutir confiança.
O que acontece é que por motivos inexplicáveis, nem sempre se verificam estes pressupostos de “boas práticas” e depois é inevitável o confronto, a manifestação de repúdio mais ou menos violenta e a instalação duma desconfiança aguda.
Um dos sectores que mais reformas tem registado é o da saúde. Fecham maternidades e urgências, aumentam os medicamentos sem comparticipação da Segurança Social, reduzem centros de saúde e muitas vezes sem uma explicação racional aos utentes.
O que se passou entre Vendas Novas e Montemor-o-Novo é exemplo de uma total incompreensão e sobretudo da falta de tacto como se devem conduzir as reformas. Um erro tremendo que nenhum vendasnovense irá perdoar.
Há cerca de dois meses foi decido pelo Ministério da Saúde, reforçar o centro de saúde de Vendas Novas, atribuindo-lhe novas valências – mais médicos, uma unidade de raio-x e outros meios de diagnóstico complementar. Reforçava-se Vendas Novas de forma a poder dar resposta aos utentes desta cidade e de Montemor. Tudo isto fazia perfeito sentido. O concelho de Vendas Novas tem mais habitantes que o de Montemor; Vendas Novas fica a 50 quilómetros do hospital distrital (Évora), enquanto Montemor se situa a 28 quilómetros do mesmo; existe pelo menos uma freguesia do concelho de Montemor que fica mais próxima de Vendas Novas e cujos habitantes a esta cidade recorrem nos cuidados de saúde; acresce ainda um conjunto importante de riscos que Vendas Novas suporta e que Montemor não tem e que passo a referenciar.
Os vendasnovenses não compreendem o incompreensível. O Ministério ainda está a tempo de voltar à única situação que maior garantias fornece às populações dos dois concelhos vizinhos. A quem interessa verdadeiramente esta alteração de última hora? É a pergunta que todos os vendasnovenses colocam.
Avanços e recuos só desprestigiam quem os coordena.
____
António Gaspar, Docente universitário e consultor
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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
Fecho das Urgências de Vendas Novas - 23
Realizou-se esta tarde e princípio da noite, na EN4 em Vendas Novas, a Marcha Lenta de Automóveis proposta pelo "Movimento de Cidadãos". Esta foi a segunda iniciativa que partiu daquele movimento, depois da Vigília junto ao Centro de Saúde. 
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Fecho das Urgências de Vendas Novas - 21
Fecho das Urgências de Vendas Novas - 20
Fecho das Urgências de Vendas Novas - 19
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Artistas de Vendas Novas: Lina Fonseca
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terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
Fecho das Urgências de Vendas Novas - 18
Segundo julgo saber, já tiveram lugar alguns contactos entre membros de juventudes dos partidos políticos representados em Vendas Novas, a propósito do encerramento das Urgências do Centro de Saúde. O certo é que isso já me foi dito há bastante tempo e, até agora, nada parece ter acontecido. Não sei, portanto, se essa iniciativa teve algum êxito.
Sendo assim, parece-me ter todo o cabimento trazer esse assunto ao "Atribulações Locais", pois vejo aqui uma oportunidade. Trata-se de lançar um desafio à Juventude Socialista, à Juventude Social Democrata e à Juventude Comunista, que é o seguinte:
Unam-se, todas as juventudes partidárias locais, e façam o que os "mais adultos" ainda não conseguiram. Ou seja, apareçam unidos aos olhos da população no que respeita a esta questão. Dialoguem, tornem esta uma causa da Juventude, usem a vossa irreverência e imaginação. Aproveitem esta oportunidade para conseguirem junto da população local um capital de confiança e de esperança que hoje parece não existir.
Criem uma "Plataforma Jovem" de Vendas Novas. Organizem uma estratégia e proponham as iniciativas que julgarem apropriadas. Colaborem com as instituições e entidades locais na resolução deste problema. Aproveitem das enormes vantagens que um movimento assim vos pode trazer, enquanto jovens de Vendas Novas com ambições num futuro melhor. Não acredito que algumas das 3 organizações queira ficar de fora, pois o ónus dessa auto-exclusão seria muito pesado.
É este o desafio que vos lanço. Reparem que oportunidades destas são raras. Aproveitem enquanto se justifica.
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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007
Fecho das Urgências de Vendas Novas - 17
A Por último, aqui no "Atribulações Locais" decidimos tentar ajudar um pouco mais na divulgação deste assunto, de modo a que o maior número possível de pessoas tenham acesso à informação relevante e aos argumentos que consideramos justos, em defesa de um Serviço de Urgências em Vendas Novas. Amanhã colocaremos aqui a nossa singela contribuição tendo em vista esse objectivo.
Se manterá a forma actual, ou se terá contornos mais alargados, por agora isso não é o mais importante. O que é realmente importante é que exista e que a ele todos possamos recorrer em caso de necessidade. Então e como conseguiremos esse objectivo?
Bem, vejamos primeiro o que se tem passado até aqui, desde que tivemos conhecimento desta proposta de encerramento das urgências. Ao nível institucional e em traços gerais, a nossa autarquia está atenta ao problema e a tentar aquilo que está ao seu alcance. Isso é suficiente? Claramente, parece-me que não. Mas a verdade é que os orgãos autárquicos enquanto tal, pouco mais podem fazer do que já anunciaram que estavam a preparar. Aguardemos pelos resultados.
Ao nível da comunidade e por enquanto, a única iniciativa visível respeita ao "Movimento de Cidadãos Independentes em Defesa do Serviço de Urgências do Centro de Saúde de Vendas Novas". Apesar de algumas críticas que lhe têm sido dirigidas, a verdade é que tem funcionado e está a tratar de encontrar outras iniciativas a favor desta causa. Isso é bom. Por outro lado, ao nível político local, já foram tomadas diversas posições e anunciadas algumas iniciativas, de âmbito estrictamente partidário, umas já levadas a efeito outras ainda não, no sentido da resolução deste problema. Isso também é bom. Parece-me muito pouco, mas é alguma coisa. Aguardemos também pelos resultados.
Posto isto, a sensação que transparece é a de alguma coisa se está a preparar, mas muito está ainda por fazer e tudo continua por alcançar. A continuar assim, dificilmente teremos êxito nas nossas pretensões. Ora, isso, ninguém em Vendas Novas quer que aconteça. O que pode cada um de nós fazer para ajudar nesta causa? Vou tentar deixar aqui uma opinião sobre isso.
Como disse, a minha percepção é a de que já muito está a ser preparado ao nível institucional e na comunidade local. Esperemos que esses esforços acabem por dar os seus frutos. E que o êxito seja total, como desejamos. Apesar disso, na medida em que tenho observado uma certa falta de união em torno desta causa, o que não me parece justificável, penso ter cabimento deixar aqui alguns apontamentos que poderão ser tidos em conta nas estratégias a delinear.
O primeiro é, desde logo, a necessidade de se fazer um esforço sério e responsável no sentido de ultrapassar as divergências políticas, sentar determinadas pessoas com responsabilidade em orgãos, entidades e instituições locais, todos à mesma mesa e em pé de igualdade, e tratar este assunto tendo em vista dois objectivos:
Depois, há que ter decididamente em conta que esta causa só tem a ganhar com uma maior abrangência ao nível do tecido social, empresarial e, naturalmente, político. Porque uma coisa é participarmos activamente para encontrar a solução dos problemas, outra muito diferente é sermos espectadores passivos das iniciativas que "alguém há-de organizar". É bom participar, mas é pouco. É preciso empenhamento. Para se conseguir isso, há atitudes a evitar e iniciativas a tomar. Julgo que estes aspectos são essenciais.
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22:00
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Há lá maior tortura!
Morre uma mãe e com amargura
Fica um filho por ela a chorar
Pois não mais a vê não mais o vem beijar
Não mais o olha com infinita ternura
Não mais o embriaga com a doçura
Do seu coração para ele a brotar
Ah! como dói ver uma mãe abalar
Nas asas da morte, há lá maior tortura!
Morre uma mãe e acabrunhado
Deixa chorando o filho seu
Que beija , acaricia o rosto já gelado,
Que não acredita que foi seu fim, que morreu!
E medita esperançado
Que à sombra de Deus a mãe adormeceu
"Jodro"
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Poeta Jodro
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17:31
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Categorias: Poesia
sábado, 17 de fevereiro de 2007
Crónicas do Líbano (1)
Todos aparentavam estar vazios. Claro está que no meio dos escombros se conseguem por vezes vislumbrar alguns restos de material militar… Quanto mais para o interior, e consequentemente para as zonas montanhosas, maior é a destruição. Ai sim é possível ver aldeias em que não ficou uma única casa de pé. Um pouco por todo o lado é possível apercebermo-nos da existência de pequenos abrigos, na maioria destruídos.
O clima por aqui é extremamente irregular. Num dia está imenso frio, com neve nas zonas mais altas, no outro quase se pode andar de t-shirt. De noite, ai sim, a temperatura desce sempre muito. No verão parece que as temperaturas sobem muitíssimo, e segundo dizem é já a partir do mês de Março. A zona onde nos encontramos é extremamente montanhosa e ventosa. Posso dizer-vos que várias das tendas que temos tido montadas no interior do aquartelamento foram arrancadas pelo vento!
A paisagem é muito idêntica à da nossa Serra de Aire e Candeeiros, embora praticamente sem árvores. Talvez por isso a madeira seja um bem caro, e por vezes difícil de encontrar. Há quem diga que é o resultado das muitas guerras que por aqui se têm travado…pode parecer pouco convincente, mas uma coisa é certa, quando olhamos para o outro lado da fronteira, para Israel, a paisagem é completamente diferente, com árvores por todo o lado!
Um abraço para todos.
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João Fialho
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18:30
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FILDA '07 - 17 a 20 de Maio, em Vendas Novas
3ª edição da FILDA
Afirmar Vendas Novas no panorama logístico
De 17 a 20 de Maio, Vendas Novas organiza a 3.ª edição da Feira da Indústria e Logística do Alentejo (FILDA). Como revela José Figueira, Presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas, os preparativos para a edição de 2007 da FILDA já estão em curso e tudo está a ser feito e pensado para que a FILDA conquiste o seu espaço no mapa logístico nacional. O sucesso das feiras mede-se pela sua importância na economia dos países ou regiões onde estão inseridas e a Feira de Indústria e Logística do Alentejo não quer ser a excepção.
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14:19
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
Artistas de Vendas Novas: Lina Fonseca
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João Fialho
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19:30
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Estágios Profissionais em Vendas Novas
- Engenharia Civil
- Psicologia
- Biblioteca, Arquivo e Documentação
- Arquitectura
- Comunicação Social
Prazo para candidaturas: 5 dias úteis a partir de hoje.
Para mais informações, leia aqui o respectivo Edital; e aqui a lista completa de municípios com estágios no âmbito do mesmo programa. Boa sorte aos interessados.
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13:01
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Categorias: Emprego
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
Fecho das urgências de Vendas Novas - 16
A SAÚDE
Na aldeia de há cem anos não existia um simples posto de socorros… e muito menos – como se corre o risco, um século depois, de acontecer na cidade – atendimento de urgência a doentes e sinistrados.
Na altura em que a extinção das urgências nocturnas no Centro de Saúde da nossa cidade, com todos os inconvenientes (que podem ser graves) daí resultantes, se coloca aos Vendasnovenses, julgámos oportuno recordar, o que terá sido a saúde
Mezinhas, sangrias, endireitas e muita “fé em Deus”, terão sido os cuidados de saúde ao dispor dos poucos habitantes do povoado nascente.
Há perto de 500 anos, quando do nascimento do povoado, como seriam, os cuidados de saúde?...
Certamente existia um barbeiro, que também praticava “sangrias”, tratamento que, nesse tempo, se utilizava para tudo ou quase tudo… a aplicação de cataplasmas e as mezinhas eram de conhecimento popular…
Haveria, talvez, uma parteira, mulher experiente que assistia à população feminina do lugar…
Em ferimentos e amputações (cauterizadas com pez a ferver) eram entendidos os ferradores. Os “endireitas” tratavam maleitas dos ossos e coluna…A “espinhela caída” era mal frequente.
Mas havia, nesses tempos, um grande remédio para todos os males, a “fé em Deus”, sempre o grande e último recurso…Hoje, para os crentes, continua a ser muito importante…
Existiam também os “virtuosos”, com as suas misteriosas rezas, benzeduras e outras “artes”. Eles também tratavam de “males de amor” e “mau olhado”…se os conhecimentos das suas actividades chegava à santa Inquisição, arriscavam a morte na fogueira…
Não sabemos se as epidemias, as “pestes” que atingiam o país com frequência, terão passado pelas Vendas Novas…Nessas alturas era precisa muita fé, muita penitência…E isolamento para os atingidos e seus próximos…
Na construção do “Palácio das Passagens” foram numerosos os doentes e acidentados.
No ano de 1728, o rei D. João V decidiu construir nas Vendas Novas um palácio, seus anexos e uma capela, para alojar à ida e à volta da fronteira do Caia, as comitivas reais que aí procederam à chamada “troca das princesas”. Esse grande edifício ficou depois conhecido como o “Palácio das Passagens” (actual sede da E.P.A.).
A construção do palácio exigiu um elevado número de trabalhadores. A população do povoado quase decuplicou durante os nove meses da obra.
Esses mais de 2.000 trabalhadores e as numerosas pessoas que vieram no seu encalço, na mira do negócio e do lucro fácil, ficaram instalados, sem condições mínimas de higiene. O mesmo sucedeu aos muitos animais necessários à obra…
As doenças, acidentes de trabalho e rixas eram frequentes. Um destacamento de cavalaria vigiava os caminhos e a obra, mas não conseguia controlar tudo. Serviços de saúde, com alguma organização, parece não terem existido…
Tudo isto causou não poucas mortes e muitos feridos e acidentados…
Os que necessitavam de cuidados de saúde eram tratados com os incipientes meios e recursos da época…”A ajuda de Deus” sempre considerada mais importante que o socorro dos homens…
Alguns médicos (físicos), cirurgiões, devem ter prestado os seus cuidados à enorme aglomeração de pessoal, que trouxe para o povoado “a grande obra”…
Falta de higiene, promiscuidade, más instalações, doenças venéreas (resultantes da prostituição florescente) foram as causas de muitos males. A tudo assistiam, incrédulos e desagradados, os poucos habitantes do lugar, sem o desejarem também envolvidos em toda essa situação…
O “Palácio das Passagens” serve de hospital durante as Invasões francesas.
Em 1808, quando da primeira invasão francesa, deram-se alguns combates em Montemor 8ª vila foi saqueada) e no caminho de Évora em que as forças invasoras venceram as milícias.
No regresso das tropas francesas à capital, utilizaram por breves dias o “Palácio das Passagens” como hospital para recuperação dos seus feridos…
A “febre amarela” leva novamente à utilização do palácio como hospital.
Quando da construção da linha de caminho de ferro do sul, em 1856, já próximo de Vendas Novas, declarou-se entre os trabalhadores um foco de febre amarela.
Foi instalado então, no “Palácio das Passagens” um hospital de recurso, para instalar e tratar os trabalhadores atingidos pela epidemia.
A acção na aldeia dos “cirurgiões militares”.
Instalada no “Palácio das Passagens” a unidade militar que viria a ser a Escola Prática de Artilharia, os seus médicos (cirurgiões militares) e pessoal de enfermagem, por volta de 1860, começaram a prestar alguma assistência à população civil da aldeia. Isso contribuiu para melhorar um pouco, mas não o desejável, o nível de saúde dos Vendasnovenses. Precisava-se de médicos civis residentes
O “partido de cirurgía de Vendas Novas”
Por insistência da população, em 1874 foi criado pelo governo o “partido de cirurgía de Vendas Novas”. O médico residente auferia um vencimento de 200 mil réis, com a obrigação de visitar Cabrela e Lavre duas vezes por semana.
O “Montepio” dá ajuda na saúde aos seus associados.
Em 1881 Vendas Novas possuía já uma indústria (corticeira) e um comércio florescentes, com uma população em forte crescimento. Eram frequentes os acidentes de trabalho.
Dadas as grandes carências da aldeia na área da saúde, os artistas (dos ofícios) locais, fundaram em 1 de Dezembro de
A primeira “botica” da aldeia.
Uma botica (farmácia) era outra das carências da aldeia. Por ela lutou a paróquia, mas só em 22 de Maio de 1882 se instalou
Em 1893 o farmacêutico era Artur Álvaro Pereira de Sousa…
Mas havia dificuldades com os pagamentos e em 3 de Fevereiro de
Os “facultativos do partido médico” de Vendas Novas.
Em
A Câmara pôs então a concurso, em 8 de Fevereiro de 1897, o “partido médico de Vendas Novas”, depois de saber a quantia com que o Montepio local podia participar nos vencimentos do médico…
O Montepio assegurou ao facultativo 120 mil réis, pelo que a Câmara decidiu prover o lugar. Terá sido então nomeado o Dr. Leão Magno Azedo.
A “peste bobónica” leva à aquisição da primeira carroça de recolha de lixo que existiu
Em Setembro de 1899 surgiu no Porto a “peste bobónica”. Receou-se que ela alastrasse a todo o país…
A Câmara de Montemor tomou algumas medidas preventivas. Entre elas, adquirir para Vendas Novas uma carroça para recolha de lixo, macas para a condução de doentes…e alguns caixões…
Vendas Novas foi assim dotada pela primeira vez de uma carroça, respectivo animal de tiro e servente de limpeza, para recolher o lixo das ruas, e alguns desinfectantes…e os tais caixões…
Os médicos municipais
Em 21 de Dezembro de 1902, o médico municipal da aldeia, o Dr. Leão Magno Azedo, pediu a exoneração do cargo.
A Câmara pôs o lugar a concurso, vindo o mesmo a ser provido pelo Dr. Artur Aleixo Pais, um jovem recém-formado pela Escola Médico Cirúrgica do Porto, que acabara de se fixar
No início do século XX, Vendas Novas tinha graves carências na área da saúde.
No início do século passado, Vendas Novas, com cerca de 6.000 habitantes, com indústria importante e comércio florescente, era povoação bastante atrasada, mesmo para a época, na área da saúde…
Eram poucos os médicos (dois, sendo um militar), não existia hospital, nem posto de socorros, e o pessoal de enfermagem classificado, para além do militar, era quase inexistente.
As parteiras, a “comadre Vitorina” e depois a sua filha a “comadre Júlia” (apenas com conhecimentos empíricos), auxiliavam os médicos por ocasião dos partos e iam acompanhando as pacientes.
Os doentes e acidentados mais graves, necessitando de atendimento de urgência, eram socorridos na Farmácia Fonseca (hoje Ribeiro) pelo médico, que por vezes estava longe, com outros doentes, e levava tempo a chegar ao caso urgente…entretanto o farmacêutico ia fazendo o que podia…
Na mesa de pedra do laboratório da Farmácia Fonseca executou o médico, com os poucos e rudimentares meios de que dispunha, numerosas intervenções cirúrgicas, algumas muito delicadas…mas tinha de actuar se queria tentar salvar a vida do paciente…
Mas era com frequência necessário evacuar pessoas em estado grave para hospitais próximos, em especial para Lisboa. O meio de transporte era o Caminho de Ferro.
Enquanto aguardavam a evacuação, os doentes e sinistrados eram instalados na cadeia da aldeia (quando esta não tinha presos). Aí ficavam à espera, em macas ou camas improvisadas, assistidas pelo médico e por alguns auxiliares, suportando todos a total falta de higiene na cadeia (apesar dos esforços do médico) e o terrível ataque dos parasitas que a habitavam, percevejos, piolhos, etc… chegado o comboio, lá seguiam os pacientes, quase sempre para a capital, onde com alguma sorte, chegariam ainda vivos para serem tratados com meios convenientes.
Era assim,
Artur Aleixo Pais
12 de Fevereiro de 2007
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MouTal
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11:25
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A Poesia de Jodro no "Atribulações Locais"
.
Pressinto que me olhas com motejo
Porque queria do alto a terra olhar
As árvores, os ribeiros a correr
João M. Grazina (Jodro)
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João Fialho
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07:53
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
Blogosfera vendasnovense
- satisfaz-me que se inclua entre os nossos leitores. Espero sinceramente que encontre razões para aqui voltar muitas vezes; e
- apreciei bastante a oportunidade e a substância da sua intervenção na Sessão da Assembleia Municipal realizada no passado dia 8.Fevº.
Este comentário pode levar-nos a pensar que o mesmo se passará com outros vendasnovenses. E também em relação a outros blogues locais. Isso é bom. Então, porque não tentar aproveitar esta maior visibilidade dos blogues locais, para desenvolver a nossa blogosfera?
Posto isto, vamos ao outro objectivo deste post: "ajudar a desenvolver a blogosfera vendasnovense". Não fui confirmar, mas penso que já aqui neste blogue há uns meses atrás, escrevi algo sobre este mesmo tema. A minha intenção mantêm-se. No essencial, gostaria de ver criados mais blogues em Vendas Novas, de forma a conseguir-se uma maior abrangência na abordagem de assuntos respeitantes à cidade e ao concelho. E, em relação a quem estivesse interessado, tratar determinados temas (a combinar) em conjunto e em colaboração através desses blogues, ajudando assim a criar uma outra envolvência na comunidade.
Tal como também já antes tinha manifestado, aqueles que quiserem criar os seus próprios blogues e não saibam como fazê-lo, contactem-me e tentarei ajudar (embora esteja limitado a fazê-lo quase só ao fim-de-semana). O mesmo se aplica aqueles casos em que já criaram ou pretendem criar blogues e depois tenham dificuldades em mantê-los, alimentá-los ou alterá-los. Quanto a isso, para quem quiser aproveitar, poderei tentar ajudar no que estiver ao meu alcance.
Publicado por
João Fialho
às
23:24
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Categorias: Blogue





















